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<title>Gil Vicente</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Gil Vicente" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Gil Vicente</h1>

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<div style="right:10px; display:none;" class="metadata topicon noprint" id="featured-star">
<div style="position: relative; width: 14px; height: 14px; overflow: hidden" id="wx2">
<div style="position: absolute; top: 0px; left: 0px; font-size: 100px; overflow: hidden; line-height: 100px; z-index: 3" id="wx3"><a href="/wpt/Wikipedia:Artigos_destacados" title="Wikipedia:Artigos destacados" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Artigos_destacados" id="wx4"><span title="Este é um artigo destacado. Clique aqui para mais informações." id="wx5">   </span></a></div>

<div style="position: absolute; top: 0px; left: 0px; z-index: 2" id="wx6"><a href="/wpt/Imagem:Cscr-featured.svg" title="Este é um artigo destacado. Clique aqui para mais informações." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Cscr-featured.svg" id="wx7"><img src="/wpt/Imagem:Cscr-featured.svg" alt="Este é um artigo destacado. Clique aqui para mais informações." width="14" id="wx8"/></a></div>
</div>
</div>

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<p id="wx9"><wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:Minidesambig" page_id="63422"/>
</p>

<dl id="wx10">
<dd id="wx11"><font color="#000000" face="Verdana" id="wx12"><b id="wx13">Nota:</b></font> <i id="wx14">Se procura informações sobre o <b id="wx15">Gil Vicente</b> Futebol Clube, de <a href="/wpt/Barcelos" title="Barcelos" wx:linktype="known" wx:pagename="Barcelos" wx:page_id="6487" id="wx16">Barcelos</a>, consulte <a href="/wpt/Gil_Vicente_Futebol_Clube" title="Gil Vicente Futebol Clube" wx:linktype="known" wx:pagename="Gil_Vicente_Futebol_Clube" wx:page_id="110482" id="wx17">Gil Vicente Futebol Clube</a></i>
<p id="wx18">.</p>
</dd>
</dl>

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<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx19"><a href="/wpt/Imagem:Gil_Vicente.jpg" title="Gil Vicente, tal como costuma ser representado" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Gil_Vicente.jpg" id="wx20"><img src="/wpt/Imagem:Gil_Vicente.jpg" alt="Gil Vicente, tal como costuma ser representado" width="250" id="wx21"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx22">
<p id="wx23">Gil Vicente, tal como costuma ser representado</p>
</div>
</div>

<p id="wx24"><b id="wx25">Gil Vicente</b> (<a href="/wpt/1465" title="1465" wx:linktype="known" wx:pagename="1465" wx:page_id="28161" id="wx26">1465</a> — <a href="/wpt/1536" title="1536" wx:linktype="known" wx:pagename="1536" wx:page_id="16605" id="wx27">1536</a>) é geralmente considerado o primeiro grande <a href="/wpt/Dramaturgo" title="Dramaturgo" wx:linktype="known" wx:pagename="Dramaturgo" wx:page_id="93419" id="wx28">dramaturgo</a> <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx29">português</a>, além de <a href="/wpt/Poeta" title="Poeta" wx:linktype="known" wx:pagename="Poeta" wx:page_id="52795" id="wx30">poeta</a> de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da <a href="/wpt/Cust%C3%B3dia_de_Bel%C3%A9m" title="Custódia de Belém" wx:linktype="known" wx:pagename="Custódia_de_Belém" wx:page_id="1323717" id="wx31">Custódia de Belém</a>, mestre da balança, e com o mestre de <a href="/wpt/Ret%C3%B3rica" title="Retórica" wx:linktype="known" wx:pagename="Retórica" wx:page_id="1666" id="wx32">Retórica</a> do rei <a href="/wpt/Manuel_I_de_Portugal" title="Manuel I de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Manuel_I_de_Portugal" wx:page_id="16010" id="wx33">Dom Manuel</a>. Enquanto homem de <a href="/wpt/Teatro" title="Teatro" wx:linktype="known" wx:pagename="Teatro" wx:page_id="12300" id="wx34">teatro</a>, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com <a href="/wpt/Juan_del_Encina" title="Juan del Encina" wx:linktype="known" wx:pagename="Juan_del_Encina" wx:page_id="95644" id="wx35">Juan del Encina</a>.</p>

<p id="wx36">A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da <a href="/wpt/Idade_M%C3%A9dia" title="Idade Média" wx:linktype="known" wx:pagename="Idade_Média" wx:page_id="1042" id="wx37">Idade Média</a> para o <a href="/wpt/Renascimento" title="Renascimento" wx:linktype="known" wx:pagename="Renascimento" wx:page_id="7441" id="wx38">Renascimento</a>, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx39">portuguesa</a>, anterior a <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_Vaz_de_Cam%C3%B5es" title="Luís Vaz de Camões" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_Vaz_de_Camões" wx:page_id="1153" id="wx40">Camões</a>, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a <a href="/wpt/Cultura_popular" title="Cultura popular" wx:linktype="known" wx:pagename="Cultura_popular" wx:page_id="29645" id="wx41">cultura popular</a> portuguesa.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Vida" name="Vida"/>
<wx:section level="2" title="Vida" id="wxsec2"><h2 id="wx42">Vida</h2>

<a id="Local_e_data_de_nascimento" name="Local_e_data_de_nascimento"/>
<wx:section level="3" title="Local e data de nascimento" id="wxsec8"><h3 id="wx43">Local e data de nascimento</h3>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx44"><a href="/wpt/Imagem:Pt-gmr-castelo.jpg" title="Guimarães: um dos locais que reclama ser o berço do dramaturgo" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Pt-gmr-castelo.jpg" id="wx45"><img src="/wpt/Imagem:Pt-gmr-castelo.jpg" alt="Guimarães: um dos locais que reclama ser o berço do dramaturgo" width="250" id="wx46"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx47"><a href="/wpt/Guimar%C3%A3es" title="Guimarães" wx:linktype="known" wx:pagename="Guimarães" wx:page_id="7682" id="wx48">Guimarães</a>
<p id="wx49">: um dos locais que reclama ser o berço do dramaturgo</p>
</div>
</div>

<p id="wx50">Apesar de se considerar que a data mais provável para o seu nascimento tenha sido em 1466 — hipótese defendida, entre outros, por Queirós Veloso — há ainda quem proponha as datas de 1460 (<a href="/wpt/Braamcamp_Freire" class="new" title="Braamcamp Freire" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Braamcamp_Freire" id="wx51">Braamcamp Freire</a>) ou entre 1470 e <a href="/wpt/1475" title="1475" wx:linktype="known" wx:pagename="1475" wx:page_id="15741" id="wx52">1475</a> (<a href="/wpt/Brito_Rebelo" title="Brito Rebelo" wx:linktype="known" wx:pagename="Brito_Rebelo" wx:page_id="303560" id="wx53">Brito Rebelo</a>). Se nos basearmos nas informações veiculadas na própria obra do autor, encontraremos contradições. O <i id="wx54">Velho da Horta</i>, a <i id="wx55">Floresta de Enganos</i> ou o <i id="wx56">Auto da Festa</i>, indicam <a href="/wpt/1452" title="1452" wx:linktype="known" wx:pagename="1452" wx:page_id="15357" id="wx57">1452</a>, <a href="/wpt/1470" title="1470" wx:linktype="known" wx:pagename="1470" wx:page_id="15875" id="wx58">1470</a> e antes de <a href="/wpt/1467" title="1467" wx:linktype="known" wx:pagename="1467" wx:page_id="28163" id="wx59">1467</a>, respectivamente. Desde 1965, quando decorreram festividades oficiais comemorativas do quincentenário do nascimento do dramaturgo, que se aceita 1465 de forma quase unânime.</p>

<p id="wx60">Frei Pedro de Poiares localizava o seu nascimento em <a href="/wpt/Barcelos" title="Barcelos" wx:linktype="known" wx:pagename="Barcelos" wx:page_id="6487" id="wx61">Barcelos</a>, mas as hipóteses de assim ter sido são poucas. <a href="/wpt/Pires_de_Lima" class="new" title="Pires de Lima" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Pires_de_Lima" id="wx62">Pires de Lima</a> propôs <a href="/wpt/Guimar%C3%A3es" title="Guimarães" wx:linktype="known" wx:pagename="Guimarães" wx:page_id="7682" id="wx63">Guimarães</a> para sua terra natal - hipótese essa que estaria de acordo com a identificação do dramaturgo com o <a href="/wpt/Ourivesaria" title="Ourivesaria" wx:linktype="known" wx:pagename="Ourivesaria" wx:page_id="299387" id="wx64">ourives</a>, já que a cidade de Guimarães foi durante muito tempo berço privilegiado de joalheiros. O povo de Guimarães orgulha-se desta hipótese, como se pode verificar, por exemplo, na designação dada a uma das escolas do Concelho (em <a href="/wpt/Urgeses" title="Urgeses" wx:linktype="known" wx:pagename="Urgeses" wx:page_id="30020" id="wx65">Urgeses</a>), que homenageia o autor.</p>

<p id="wx66"><a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx67">Lisboa</a> é também muitas vezes defendida como o local certo. Outros, porém, indicam as <a href="/wpt/Beira" title="Beira" wx:linktype="known" wx:pagename="Beira" wx:page_id="95489" id="wx68">Beiras</a> para local de nascimento - de facto, verificam-se várias referências a esta área geográfica de Portugal, seja na toponímia como pela forma de falar das personagens. José Alberto Lopes da Silva<sup id="_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_0" class="reference"><a href="#_note-Lopes_da_Silva.2C_2002" title="" wx:fragment="_note-Lopes_da_Silva.2C_2002" wx:linktype="note" id="wx69"/></sup> assinala que não há na obra vicentina referências a Barcelos nem a Guimarães, mas sim dezenas de elementos relacionados com as Beiras. Há obras inteiras, personagens, caracteres, linguagem. O conhecimento que o autor mostra desta região do país não era fácil de obter se tivesse nascido no norte e vivido a maior parte da sua vida em <a href="/wpt/%C3%89vora" title="Évora" wx:linktype="known" wx:pagename="Évora" wx:page_id="9991" id="wx70">Évora</a> e <a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx71">Lisboa</a>.</p>

<a id="Poeta-ourives.3F" name="Poeta-ourives.3F"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Poeta-ourives?" id="wxsec9"><h3 id="wx72">Poeta-ourives?</h3>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx73"><a href="/wpt/Imagem:Mosteiro_dos_Geronimos_2.JPG" title="Lisboa: Mosteiro dos Jerónimos." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Mosteiro_dos_Geronimos_2.JPG" id="wx74"><img src="/wpt/Imagem:Mosteiro_dos_Geronimos_2.JPG" alt="Lisboa: Mosteiro dos Jerónimos." width="250" id="wx75"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx76"><a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx77">Lisboa</a>
<p id="wx78">: <a href="/wpt/Mosteiro_dos_Jer%C3%B3nimos" title="Mosteiro dos Jerónimos" wx:linktype="known" wx:pagename="Mosteiro_dos_Jerónimos" wx:page_id="53271" id="wx79">Mosteiro dos Jerónimos</a>.</p>
</div>
</div>

<p id="wx80">Cada livro publicado sobre Gil Vicente é, quase sempre defensor de uma qualquer tese que identifique ou não o autor ao ourives. A favor desta hipótese existe o facto de o dramaturgo usar com propriedade termos técnicos de <a href="/wpt/Ourivesaria" title="Ourivesaria" wx:linktype="known" wx:pagename="Ourivesaria" wx:page_id="299387" id="wx81">ourivesaria</a> na sua obra.</p>

<p id="wx82">Alguns intelectuais portugueses polemizaram sobre o assunto. <a href="/wpt/Camilo_Castelo_Branco" title="Camilo Castelo Branco" wx:linktype="known" wx:pagename="Camilo_Castelo_Branco" wx:page_id="16070" id="wx83">Camilo Castelo Branco</a> escreveu, em <a href="/wpt/1881" title="1881" wx:linktype="known" wx:pagename="1881" wx:page_id="11379" id="wx84">1881</a>, o documento "<i id="wx85">Gil Vicente, Embargos à fantasia do Sr. <a href="/wpt/Te%C3%B3filo_Braga" title="Teófilo Braga" wx:linktype="known" wx:pagename="Teófilo_Braga" wx:page_id="2609" id="wx86">Teófilo Braga</a></i>" - este último defendia uma só pessoa para o ourives e para o poeta, enquanto que Camilo defendia duas pessoas distintas. Teófilo Braga mudaria de opinião depois de um estudo de <a href="/wpt/Sanches_de_Baena" class="new" title="Sanches de Baena" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Sanches_de_Baena" id="wx87">Sanches de Baena</a> que mostrava a genealogia distinta de dois indivíduos de nome Gil Vicente, apesar de Brito Rebelo ter conseguido comprovar a inconsistência histórica destas duas genealogias, utilizando documentos da <a href="/wpt/Torre_do_Tombo" title="Torre do Tombo" wx:linktype="known" wx:pagename="Torre_do_Tombo" wx:page_id="94295" id="wx88">Torre do Tombo</a>. Lopes da Silva, na obra citada<sup id="_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_1" class="reference"><a href="#_note-Lopes_da_Silva.2C_2002" title="" wx:fragment="_note-Lopes_da_Silva.2C_2002" wx:linktype="note" id="wx89"/></sup>, avança uma dezena de argumentos para provar que Gil Vicente era ourives quando escreveu a sua primeira obra, uma imitação do <i id="wx90">Auto del Repelón</i>, de <a href="/wpt/Juan_del_Encina" title="Juan del Encina" wx:linktype="known" wx:pagename="Juan_del_Encina" wx:page_id="95644" id="wx91">Juan del Encina</a> a quem pede emprestada não só a história, mas também as personagens com o seu respectivo idioma, o saiaguês.</p>

<a id="Dados_biogr.C3.A1ficos" name="Dados_biogr.C3.A1ficos"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Dados biográficos" id="wxsec10"><h3 id="wx92">Dados biográficos</h3>

<p id="wx93">Apesar de se considerar que a data mais provável para o seu nascimento tenha sido em 1466, Sabe-se que casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente(que morreu em 1519) e Belchior Vicente(nascido em 1505). Depois de enviuvar, casou com Melícia Rodrigues de quem teve Paula Vicente (1519-1576), Luís Vicente (que organizou a compilação das suas obras) e Valéria Borges. Presume-se que tenha estudado em <a href="/wpt/Salamanca" title="Salamanca" wx:linktype="known" wx:pagename="Salamanca" wx:page_id="141081" id="wx94">Salamanca</a>.</p>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx95"><a href="/wpt/Imagem:Mon%C3%B3logo_do_Vaqueiro_por_Roque_Gameiro.jpg" title="O Monólogo do vaqueiro, como teria sido representado pelo próprio Gil Vicente, de acordo com a visão do pintor Roque Gameiro." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Monólogo_do_Vaqueiro_por_Roque_Gameiro.jpg" id="wx96"><img src="/wpt/Imagem:Mon%C3%B3logo_do_Vaqueiro_por_Roque_Gameiro.jpg" alt="O Monólogo do vaqueiro, como teria sido representado pelo próprio Gil Vicente, de acordo com a visão do pintor Roque Gameiro." width="250" id="wx97"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx98"><i id="wx99">O Monólogo do vaqueiro</i>
<p id="wx100">, como teria sido representado pelo próprio Gil Vicente, de acordo com a visão do pintor <a href="/wpt/Roque_Gameiro" title="Roque Gameiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Roque_Gameiro" wx:page_id="417264" id="wx101">Roque Gameiro</a>.</p>
</div>
</div>

<p id="wx102">O seu primeiro trabalho conhecido, a peça em sayaguês <i id="wx103">Auto da Visitação</i>, também conhecido como <a href="/wpt/Mon%C3%B3logo_do_Vaqueiro" class="new" title="Monólogo do Vaqueiro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Monólogo_do_Vaqueiro" id="wx104">Monólogo do Vaqueiro</a>, foi representada nos aposentos da rainha <a href="/wpt/Maria_de_Arag%C3%A3o%2C_rainha_de_Portugal" title="Maria de Aragão, rainha de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Maria_de_Aragão,_rainha_de_Portugal" wx:page_id="567767" id="wx105">D. Maria</a>, consorte de <a href="/wpt/Manuel_I_de_Portugal" title="Manuel I de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Manuel_I_de_Portugal" wx:page_id="16010" id="wx106">Dom Manuel</a>, para celebrar o nascimento do príncipe (o futuro <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_III_de_Portugal" title="João III de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_III_de_Portugal" wx:page_id="16335" id="wx107">D. João III</a>) - sendo esta representação considerada como o marco de partida da história do teatro português. Ocorreu isto na noite de <a href="/wpt/8_de_Junho" title="8 de Junho" wx:linktype="known" wx:pagename="8_de_Junho" wx:page_id="9159" id="wx108">8 de Junho</a> de <a href="/wpt/1502" title="1502" wx:linktype="known" wx:pagename="1502" wx:page_id="16341" id="wx109">1502</a>, com a presença, além do rei e da rainha, de <a href="/wpt/Leonor_de_Portugal%2C_rainha_de_Portugal" title="Leonor de Portugal, rainha de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Leonor_de_Portugal,_rainha_de_Portugal" wx:page_id="567760" id="wx110">Dona Leonor</a>, viúva de <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_II_de_Portugal" title="João II de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_II_de_Portugal" wx:page_id="15870" id="wx111">D. João II</a> e <a href="/wpt/Beatriz_de_Portugal_%281430%29" title="Beatriz de Portugal (1430)" wx:linktype="known" wx:pagename="Beatriz_de_Portugal_(1430)" wx:page_id="1240459" id="wx112">D. Beatriz</a>, mãe do rei.</p>

<p id="wx113">Tornou-se, então, responsável pela organização dos eventos palacianos. Dona Leonor pediu ao dramaturgo a repetição da peça pelas <i id="wx114">matinas</i> de Natal, mas o autor, considerando que a ocasião pedia outro tratamento, escreveu o <i id="wx115">Auto Pastoril Castelhano</i>. De facto, o <i id="wx116">Auto da Visitação</i> tem elementos claramente inspirados na "adoração dos pastores", de acordo com os relatos do nascimento de <a href="/wpt/Cristo" title="Cristo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cristo" wx:page_id="9788" id="wx117">Cristo</a>. A encenação incluía um ofertório de prendas simples e rústicas, como <a href="/wpt/Queijo" title="Queijo" wx:linktype="known" wx:pagename="Queijo" wx:page_id="1507488" id="wx118">queijos</a>, ao futuro rei, ao qual se pressagiavam grandes feitos. Gil Vicente que, além de ter escrito a peça, também a encenou e representou, usou, contudo, o quadro religioso natalício numa perspectiva profana. Perante o interesse de Dona Leonor, que se tornou a sua grande protectora nos anos seguintes, Gil Vicente teve a noção de que o seu talento lhe permitiria mais do que adaptar simplesmente a peça para ocasiões diversas, ainda que semelhantes.</p>

<p id="wx119">Se foi realmente ourives, terminou a sua obra-prima nesta arte - a Custódia de Belém - feita para o <a href="/wpt/Mosteiro_dos_Jer%C3%B3nimos" title="Mosteiro dos Jerónimos" wx:linktype="known" wx:pagename="Mosteiro_dos_Jerónimos" wx:page_id="53271" id="wx120">Mosteiro dos Jerónimos</a>, em 1506, produzida com o primeiro ouro vindo de <a href="/wpt/Mo%C3%A7ambique" title="Moçambique" wx:linktype="known" wx:pagename="Moçambique" wx:page_id="1246" id="wx121">Moçambique</a>. Três anos depois, este mesmo ourives tornou-se vedor do património de ourivesaria no <a href="/wpt/Convento_de_Cristo" title="Convento de Cristo" wx:linktype="known" wx:pagename="Convento_de_Cristo" wx:page_id="65804" id="wx122">Convento de Cristo</a>, em <a href="/wpt/Tomar" title="Tomar" wx:linktype="known" wx:pagename="Tomar" wx:page_id="20681" id="wx123">Tomar</a>, Nossa Senhora de Belém e no Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa.</p>

<p id="wx124">Consegue-se ainda apurar algumas datas em relação a esta personagem que tanto pode ser una como múltipla: em 1511 é nomeado vassalo de el-Rei e, um ano depois, sabe-se que era representante da bandeira dos ourives na "<a href="/wpt/Casa_dos_Vinte_e_Quatro" class="new" title="Casa dos Vinte e Quatro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Casa_dos_Vinte_e_Quatro" id="wx125">Casa dos Vinte e Quatro</a>". Em 1513, o mestre da balança da Casa da Moeda, também de nome de Gil Vicente (se é o mesmo ou não, como já se disse, não se sabe), foi eleito pelos outros mestres para os representar junto à vereação de Lisboa.</p>

<p id="wx126">Será ele que dirigirá os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher de Dom Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_III_de_Portugal" title="João III de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_III_de_Portugal" wx:page_id="16335" id="wx127">Dom João III</a>, conseguindo o prestígio do qual se valeria para se permitir a satirizar o <a href="/wpt/Clero" title="Clero" wx:linktype="known" wx:pagename="Clero" wx:page_id="97835" id="wx128">clero</a> e a <a href="/wpt/Nobreza" title="Nobreza" wx:linktype="known" wx:pagename="Nobreza" wx:page_id="56090" id="wx129">nobreza</a> nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, através de uma carta ao rei onde defende os <a href="/wpt/Crist%C3%A3o-novo" title="Cristão-novo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cristão-novo" wx:page_id="37869" id="wx130">cristãos-novos</a>.</p>

<p id="wx131">Morreu em lugar desconhecido, talvez em 1536 porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir desta data.</p>

<a id="Contexto_hist.C3.B3rico" name="Contexto_hist.C3.B3rico"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Contexto histórico" id="wxsec3"><h2 id="wx132">Contexto histórico</h2>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx133"><a href="/wpt/Imagem:Obras_de_Garcia_de_Resende.jpg" title="Obras de Garcia de Resende, onde se inclui a Miscelânia onde se defende para Gil Vicente a paternidade do teatro português." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Obras_de_Garcia_de_Resende.jpg" id="wx134"><img src="/wpt/Imagem:Obras_de_Garcia_de_Resende.jpg" alt="Obras de Garcia de Resende, onde se inclui a Miscelânia onde se defende para Gil Vicente a paternidade do teatro português." width="250" id="wx135"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx136">
<p id="wx137">Obras de <a href="/wpt/Garcia_de_Resende" title="Garcia de Resende" wx:linktype="known" wx:pagename="Garcia_de_Resende" wx:page_id="27314" id="wx138">Garcia de Resende</a>, onde se inclui a Miscelânia onde se defende para Gil Vicente a paternidade do teatro português.</p>
</div>
</div>

<a id="O_Teatro_portugu.C3.AAs_antes_de_Gil_Vicente" name="O_Teatro_portugu.C3.AAs_antes_de_Gil_Vicente"/>
<wx:section level="3" title="O Teatro português antes de Gil Vicente" id="wxsec11"><h3 id="wx139">O Teatro português antes de Gil Vicente</h3>

<p id="wx140">O teatro português não nasceu com Gil Vicente. Esse mito, criado por vários autores de renome, como <a href="/wpt/Garcia_de_Resende" title="Garcia de Resende" wx:linktype="known" wx:pagename="Garcia_de_Resende" wx:page_id="27314" id="wx141">Garcia de Resende</a>, na sua <i id="wx142"><a href="/wpt/Miscel%C3%A2nia" class="new" title="Miscelânia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Miscelânia" id="wx143">Miscelânia</a></i>, ou o seu próprio filho, Luís Vicente, por ocasião da primeira edição da "Compilação" do obra completa do pai, poderá justificar-se pela importância inegável do autor no contexto literário pensinsular, mas não é de todo verdadeiro já que existiam manifestações teatrais antes da noite de <a href="/wpt/7_de_Junho" title="7 de Junho" wx:linktype="known" wx:pagename="7_de_Junho" wx:page_id="9153" id="wx144">7</a> para <a href="/wpt/8_de_Junho" title="8 de Junho" wx:linktype="known" wx:pagename="8_de_Junho" wx:page_id="9159" id="wx145">8 de Junho</a> de 1502, data da primeira representação do "Auto do vaqueiro" ou "Auto da visitação", nos aposentos da rainha.</p>

<p id="wx146">Já no reinado de <a href="/wpt/Sancho_I_de_Portugal" title="Sancho I de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Sancho_I_de_Portugal" wx:page_id="731" id="wx147">Sancho I</a>, os dois actores mais antigos portugueses, Bonamis e Acompaniado, realizaram um espectáculo de "<a href="/wpt/Arremedilho" class="new" title="Arremedilho" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Arremedilho" id="wx148">arremedilho</a>"<a href="http://www.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/A/arremedilho.htm" class="external autonumber" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx149"/>, tendo sido pagos pelo rei com uma doação de terras. O arcebispo de Braga, <a href="/wpt/Dom_Frei_Telo" class="new" title="Dom Frei Telo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dom_Frei_Telo" id="wx150">Dom Frei Telo</a>, refere-se, num documento de 1281, a representações litúrgicas por ocasião das principais festividades católicas. Em 1451, o casamento da infanta Dona Leonor com o imperador <a href="/wpt/Frederico_III_da_Alemanha" title="Frederico III da Alemanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Frederico_III_da_Alemanha" wx:page_id="1394415" id="wx151">Frederico III da Alemanha</a> foi acompanhado também de representações teatrais.</p>

<p id="wx152">Segundo as crónicas portuguesas de <a href="/wpt/Fern%C3%A3o_Lopes" title="Fernão Lopes" wx:linktype="known" wx:pagename="Fernão_Lopes" wx:page_id="56321" id="wx153">Fernão Lopes</a>, <a href="/wpt/Zurara" title="Zurara" wx:linktype="known" wx:pagename="Zurara" wx:page_id="204014" id="wx154">Zurara</a>, <a href="/wpt/Rui_de_Pina" title="Rui de Pina" wx:linktype="known" wx:pagename="Rui_de_Pina" wx:page_id="101531" id="wx155">Rui de Pina</a> ou Garcia de Resende, também nas cortes de <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_I_de_Portugal" title="João I de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_I_de_Portugal" wx:page_id="13324" id="wx156">D. João I</a>, <a href="/wpt/Afonso_V_de_Portugal" title="Afonso V de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Afonso_V_de_Portugal" wx:page_id="15348" id="wx157">D. Afonso V</a> e <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_II_de_Portugal" title="João II de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_II_de_Portugal" wx:page_id="15870" id="wx158">D.João II</a>, se faziam encenações espectaculares. <a href="/wpt/Rui_de_Pina" title="Rui de Pina" wx:linktype="known" wx:pagename="Rui_de_Pina" wx:page_id="101531" id="wx159">Rui de Pina</a> refere-se, por exemplo, a um "momo", em que Dom João II participou pessoalmente, fazendo o papel de "<a href="/wpt/Lohengrin" title="Lohengrin" wx:linktype="known" wx:pagename="Lohengrin" wx:page_id="1488070" id="wx160">Cavaleiro do Cisne</a>", num cenário de ondas agitadas (formadas com panos), numa frota de naus que causou espanto entrando sala adentro acompanhado do som de trombetas, atabales, artilharia e música executada por menestréis, além de uma tripulação atarefada de actores vestidos de forma espectacular.</p>

<p id="wx161">Contudo, pouco resta dos textos dramáticos pré-vicentinos. Além das <a href="/wpt/%C3%89cloga" title="Écloga" wx:linktype="known" wx:pagename="Écloga" wx:page_id="551789" id="wx162">éclogas</a> dialogadas de <a href="/wpt/Bernardim_Ribeiro" title="Bernardim Ribeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Bernardim_Ribeiro" wx:page_id="212049" id="wx163">Bernardim Ribeiro</a>, <a href="/wpt/Crist%C3%B3v%C3%A3o_Falc%C3%A3o" class="new" title="Cristóvão Falcão" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Cristóvão_Falcão" id="wx164">Cristóvão Falcão</a> e <a href="/wpt/S%C3%A1_de_Miranda" title="Sá de Miranda" wx:linktype="known" wx:pagename="Sá_de_Miranda" wx:page_id="201712" id="wx165">Sá de Miranda</a>, <a href="/wpt/Andr%C3%A9_Dias" title="André Dias" wx:linktype="known" wx:pagename="André_Dias" wx:page_id="1051086" id="wx166">André Dias</a> publicou em <a href="/wpt/1435" title="1435" wx:linktype="known" wx:pagename="1435" wx:page_id="28140" id="wx167">1435</a> um "Pranto de Santa Maria" considerado um esboço razoável de um drama litúrgico.</p>

<p id="wx168">No <a href="/wpt/Cancioneiro_Geral" title="Cancioneiro Geral" wx:linktype="known" wx:pagename="Cancioneiro_Geral" wx:page_id="978509" id="wx169">Cancioneiro Geral</a> de Garcia de Resende existem alguns textos também significativos, como o <b id="wx170"><a href="/wpt/Entremez_do_Anjo" class="new" title="Entremez do Anjo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Entremez_do_Anjo" id="wx171">Entremez do Anjo</a></b> (assim designado por <a href="/wpt/Te%C3%B3filo_Braga" title="Teófilo Braga" wx:linktype="known" wx:pagename="Teófilo_Braga" wx:page_id="2609" id="wx172">Teófilo Braga</a>), de D. <a href="/wpt/Francisco_de_Portugal" title="Francisco de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Portugal" wx:page_id="1494983" id="wx173">Francisco de Portugal</a>, Conde de Vimioso, ou as trovas de <a href="/wpt/Anrique_da_Mota" class="new" title="Anrique da Mota" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anrique_da_Mota" id="wx174">Anrique da Mota</a> (ou <b id="wx175"><a href="/wpt/Farsa_do_alfaiate" class="new" title="Farsa do alfaiate" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Farsa_do_alfaiate" id="wx176">Farsa do alfaiate</a></b>, segundo <a href="/wpt/Leite_de_Vasconcelos" title="Leite de Vasconcelos" wx:linktype="known" wx:pagename="Leite_de_Vasconcelos" wx:page_id="321965" id="wx177">Leite de Vasconcelos</a>) dedicados a temas e peronagens chocarreiros como "um clérigo sobre uma pipa de vinho que se lhe foi pelo chão", entre outros episódios divertidos.</p>

<p id="wx178">É provável que Gil Vicente tenha assistido algumas destas representações. Viria, contudo, sem qualquer dúvida, a superá-las em mestria e em profundidade, tal como diria <a href="/wpt/Marcelino_Men%C3%A9ndez_Pelayo" class="new" title="Marcelino Menéndez Pelayo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Marcelino_Menéndez_Pelayo" id="wx179">Marcelino Menéndez Pelayo</a> ao considerá-lo a "figura mais importante dos primitivos dramaturgos peninsulares", chegando mesmo a dizer que não havia "quem o excedesse na europa do seu tempo".</p>

<a id="Obra" name="Obra"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Obra" id="wxsec4"><h2 id="wx180">Obra</h2>

<a id="Caracter.C3.ADsticas_principais" name="Caracter.C3.ADsticas_principais"/>
<wx:section level="3" title="Características principais" id="wxsec12"><h3 id="wx181">Características principais</h3>

<p id="wx182">A sua obra vem no seguimento do teatro ibérico popular e religioso que já se fazia, ainda que de forma menos profunda. Os temas pastoris, presentes na escrita de Juan del Encina vão influenciar fortemente a sua primeira fase de produção teatral e permanecerão esporadicamente na sua obra posterior, de maior diversidade temática e sofistificação de meios. De facto, a sua obra tem uma vasta diversidade de formas: o <a href="/wpt/Auto" title="Auto" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto" wx:page_id="48450" id="wx183">auto</a> pastoril, a alegoria religiosa, narrativas bíblicas, farsas episódicas e autos narrativos.</p>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx184"><a href="/wpt/Imagem:Auto_da_Barca_do_Inferno.JPG" title="Ilustração da edição original do Auto da Barca do Inferno" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Auto_da_Barca_do_Inferno.JPG" id="wx185"><img src="/wpt/Imagem:Auto_da_Barca_do_Inferno.JPG" alt="Ilustração da edição original do Auto da Barca do Inferno" width="250" id="wx186"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx187">
<p id="wx188">Ilustração da edição original do <a href="/wpt/Auto_da_Barca_do_Inferno" title="Auto da Barca do Inferno" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_do_Inferno" wx:page_id="86367" id="wx189">Auto da Barca do Inferno</a></p>
</div>
</div>

<p id="wx190">O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em <a href="/wpt/Farsa" title="Farsa" wx:linktype="known" wx:pagename="Farsa" wx:page_id="395213" id="wx191">farsas</a>, <a href="/wpt/Com%C3%A9dia" title="Comédia" wx:linktype="known" wx:pagename="Comédia" wx:page_id="43722" id="wx192">comédias</a> e <a href="/wpt/Tragicom%C3%A9dia" title="Tragicomédia" wx:linktype="known" wx:pagename="Tragicomédia" wx:page_id="815233" id="wx193">tragicomédias</a> (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos <a href="/wpt/Alegoria" title="Alegoria" wx:linktype="known" wx:pagename="Alegoria" wx:page_id="65852" id="wx194">alegóricos</a> religiosos e místicos (o <a href="/wpt/Bem" title="Bem" wx:linktype="known" wx:pagename="Bem" wx:page_id="1429844" id="wx195">Bem</a> e o <a href="/wpt/Mal" title="Mal" wx:linktype="known" wx:pagename="Mal" wx:page_id="188799" id="wx196">Mal</a>).</p>

<p id="wx197">Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVI" title="Século XVI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVI" wx:page_id="10583" id="wx198">século XVI</a>, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens. Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por <a href="/wpt/Moli%C3%A8re" title="Molière" wx:linktype="known" wx:pagename="Molière" wx:page_id="59756" id="wx199">Molière</a> ("Ridendo castigat mores" - rindo se castigam os costumes), Gil Vicente é também um dos mais importantes autores <a href="/wpt/S%C3%A1tira" title="Sátira" wx:linktype="known" wx:pagename="Sátira" wx:page_id="60519" id="wx200">satíricos</a> da língua portuguesa. Em 44 peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura. É comum a presença de marinheiros, <a href="/wpt/Ciganos" title="Ciganos" wx:linktype="known" wx:pagename="Ciganos" wx:page_id="56171" id="wx201">ciganos</a>, camponeses, <a href="/wpt/Fada" title="Fada" wx:linktype="known" wx:pagename="Fada" wx:page_id="160904" id="wx202">fadas</a> e <a href="/wpt/Dem%C3%B4nio" title="Demônio" wx:linktype="known" wx:pagename="Demônio" wx:page_id="67448" id="wx203">demônios</a> e de referências – sempre com um lirismo nato – a dialetos e linguagens populares.</p>

<p id="wx204">Entre suas obras estão <i id="wx205">Auto Pastoril Castelhano</i> (1502) e <a href="/wpt/Auto_dos_Reis_Magos" title="Auto dos Reis Magos" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_dos_Reis_Magos" wx:page_id="1406354" id="wx206">Auto dos Reis Magos</a> (1503), escritas para celebração natalina, e <i id="wx207">Auto da Sibila Cassandra</i> (1503), anunciando os ideais renascentistas em Portugal. Sua obra-prima é a trilogia de sátiras <i id="wx208"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_do_Inferno" title="Auto da Barca do Inferno" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_do_Inferno" wx:page_id="86367" id="wx209">Auto da Barca do Inferno</a></i> (1516), <i id="wx210"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_do_Purgat%C3%B3rio" title="Auto da Barca do Purgatório" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_do_Purgatório" wx:page_id="990421" id="wx211">Auto da Barca do Purgatório</a></i> (1518) e <i id="wx212"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_da_Gl%C3%B3ria" title="Auto da Barca da Glória" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_da_Glória" wx:page_id="218906" id="wx213">Auto da Barca da Glória</a></i> (1519). Em 1523 escreve a <i id="wx214"><a href="/wpt/Farsa_de_In%C3%AAs_Pereira" title="Farsa de Inês Pereira" wx:linktype="known" wx:pagename="Farsa_de_Inês_Pereira" wx:page_id="214481" id="wx215">Farsa de Inês Pereira</a></i>.</p>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx216"><a href="/wpt/Imagem:Auto_de_Mofina_Mendes.jpg" title="Auto de Mofina Mendes, onde se inclui uma anunciação, de acordo com os temas marianos, gratos ao autor" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Auto_de_Mofina_Mendes.jpg" id="wx217"><img src="/wpt/Imagem:Auto_de_Mofina_Mendes.jpg" alt="Auto de Mofina Mendes, onde se inclui uma anunciação, de acordo com os temas marianos, gratos ao autor" width="250" id="wx218"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx219">
<p id="wx220">Auto de Mofina Mendes, onde se inclui uma anunciação, de acordo com os temas marianos, gratos ao autor</p>
</div>
</div>

<p id="wx221">São geralmente apontados, como aspectos positivos das suas peças, a imaginação e originalidade evidenciadas; o sentido dramático e o conhecimento dos aspectos relacionados com a problemática do teatro.</p>

<p id="wx222">Alguns autores consideram que a sua espontaneidade, ainda que reflectindo de forma eficaz os sentimentos colectivos e exprimindo a realidade criticável da sociedade a que pertencia, perde em reflexão e em requinte. De facto, a sua forma de exprimir é simples, chã e directa, sem grandes floreados poéticos.</p>

<p id="wx223">Acima de tudo, o autor exprime-se de forma inspirada, <a href="/wpt/Dion%C3%ADsio" title="Dionísio" wx:linktype="known" wx:pagename="Dionísio" wx:page_id="995539" id="wx224">dionisíaca</a>, nem sempre obedecendo a princípios estéticos e artísticos de equilíbrio. É também versátil nas suas manifestações: se, por um lado, parece ser uma alma rebelde, temerária, impiedosa no que toca em demonstrar os vícios dos outros, quase da mesma forma que se esperaria de um inconsciente e tolo <a href="/wpt/Bobo" title="Bobo" wx:linktype="known" wx:pagename="Bobo" wx:page_id="1416032" id="wx225">bobo</a> da corte, por outro lado, mostra-se dócil, humano e ternurento na sua poesia de cariz religioso e quando se trata de defender aqueles a quem a sociedade maltrata.</p>

<p id="wx226">O seu lirismo religioso, de raiz medieval e que demonstra influências das <i id="wx227"><a href="/wpt/Cantigas_de_Santa_Maria" title="Cantigas de Santa Maria" wx:linktype="known" wx:pagename="Cantigas_de_Santa_Maria" wx:page_id="853239" id="wx228">Cantigas de Santa Maria</a></i> está bem presente, por exemplo, no <i id="wx229">Auto de Mofina Mendes</i>, na cena da <a href="/wpt/Anuncia%C3%A7%C3%A3o" title="Anunciação" wx:linktype="known" wx:pagename="Anunciação" wx:page_id="74453" id="wx230">Anunciação</a>, ou numa oração dita por <a href="/wpt/Agostinho_de_Hipona" title="Agostinho de Hipona" wx:linktype="known" wx:pagename="Agostinho_de_Hipona" wx:page_id="9726" id="wx231">Santo Agostinho</a> no <i id="wx232">Auto da Alma</i>. Por essa razão é, por vezes, designado por "poeta da Virgem".</p>

<p id="wx233">O seu lirismo patriótico presente em "Exortação da Guerra", <i id="wx234">Auto da fama</i> ou <i id="wx235">Cortes de Júpiter</i>, não se limita a glorificar, em estilo épico e orgulhoso, a nacionalidade: de facto, é crítico e eticamente preocupado, principalmente no que diz respeito aos vícios nascidos da nova realidade económica, decorrente do comércio com o Oriente (<i id="wx236">Auto da Índia</i>). O lirismo amoroso, por outro lado, consegue aliar algum <a href="/wpt/Erotismo" title="Erotismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Erotismo" wx:page_id="124548" id="wx237">erotismo</a> e alguma brejeirice com influências mais eruditas (<a href="/wpt/Petrarca" title="Petrarca" wx:linktype="known" wx:pagename="Petrarca" wx:page_id="21496" id="wx238">Petrarca</a>, por exemplo).</p>

<a id="Elementos_filos.C3.B3ficos_na_obra_vicentina" name="Elementos_filos.C3.B3ficos_na_obra_vicentina"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Elementos filosóficos na obra vicentina" id="wxsec13"><h3 id="wx239">Elementos filosóficos na obra vicentina</h3>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx240"><a href="/wpt/Imagem:Adoracao_dos_magos_de_Vicente_Gil.jpg" title="Os temas natalícios, muito presentes na obra de Gil Vicente desde a primeira encomenda de Dona Leonor, têm também um significado fortemente simbólico e sugestivo. Aqui, uma pintura do contemporâneo Vicente Gil (não confundir com o Dramaturgo!)" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Adoracao_dos_magos_de_Vicente_Gil.jpg" id="wx241"><img src="/wpt/Imagem:Adoracao_dos_magos_de_Vicente_Gil.jpg" alt="Os temas natalícios, muito presentes na obra de Gil Vicente desde a primeira encomenda de Dona Leonor, têm também um significado fortemente simbólico e sugestivo. Aqui, uma pintura do contemporâneo Vicente Gil (não confundir com o Dramaturgo!)" id="wx242"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx243">
<p id="wx244">Os temas <a href="/wpt/Natal" title="Natal" wx:linktype="known" wx:pagename="Natal" wx:page_id="22626" id="wx245">natalícios</a>, muito presentes na obra de Gil Vicente desde a primeira encomenda de <a href="/wpt/Leonor_de_Portugal%2C_rainha_de_Portugal" title="Leonor de Portugal, rainha de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Leonor_de_Portugal,_rainha_de_Portugal" wx:page_id="567760" id="wx246">Dona Leonor</a>, têm também um significado fortemente simbólico e sugestivo. Aqui, uma pintura do contemporâneo <a href="/wpt/Vicente_Gil" class="new" title="Vicente Gil" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Vicente_Gil" id="wx247">Vicente Gil</a> (não confundir com o Dramaturgo!)</p>
</div>
</div>

<p id="wx248">A obra de Gil Vicente transmite uma visão do mundo que se assemelha e se posiciona como uma perspectiva pessoal do <a href="/wpt/Platonismo" title="Platonismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Platonismo" wx:page_id="201146" id="wx249">Platonismo</a>: existem dois mundos - o Mundo Primeiro, da serenidade e do amor divino, que leva à paz interior, ao sossego e a uma "resplandecente glória", como dá conta sua carta a D. João III; e o Mundo Segundo, aquele que retrata nas suas farsas: um mundo "todo ele falso", cheio de "canseiras", de desordem sem remédio, "sem firmeza certa". Estes dois mundos reflectem-se em temas diversos da sua obra: por um lado, o mundo dos defeitos humanos e das caricaturas, servidos sem grande preocupação de <a href="/wpt/Verosimilhan%C3%A7a" title="Verosimilhança" wx:linktype="known" wx:pagename="Verosimilhança" wx:page_id="540279" id="wx250">verosimilhança</a> ou de rigor histórico.</p>

<p id="wx251">Muitos autores criticam em Gil Vicente os <a href="/wpt/Anacronismo" title="Anacronismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Anacronismo" wx:page_id="195276" id="wx252">anacronismos</a> e as falhas na narrativa (aquilo a que chamaríamos hoje de "<a href="/wpt/Gaffe" class="new" title="Gaffe" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Gaffe" id="wx253">gaffes</a>"), mas, para alguém que considerava o mundo retratado como pleno de falsidades, essas seriam apenas mais algumas, sem importância e sem dano para a mensagem que se pretendia transmitir. Por outro lado, o autor valoriza os elementos <a href="/wpt/Mito" title="Mito" wx:linktype="known" wx:pagename="Mito" wx:page_id="41256" id="wx254">míticos</a> e <a href="/wpt/S%C3%ADmbolo" title="Símbolo" wx:linktype="known" wx:pagename="Símbolo" wx:page_id="98776" id="wx255">simbólicos</a> religiosos do <a href="/wpt/Natal" title="Natal" wx:linktype="known" wx:pagename="Natal" wx:page_id="22626" id="wx256">Natal</a>: a figura da Virgem Mãe, do Deus Menino, da noite natalícia, demonstrando aí um zelo lírico e uma vontade de harmonia e de pureza artística que não existe nas suas mais conhecidas obras de crítica social.</p>

<p id="wx257">Sem as características do <a href="/wpt/Manique%C3%ADsmo" title="Maniqueísmo" wx:linktype="known" wx:pagename="Maniqueísmo" wx:page_id="52915" id="wx258">maniqueísmo</a> que tantas vezes se constatam nas peças teatrais de quem defende uma tal visão do Mundo, há, realmente, a presença de um forte contraste nos elementos cénicos usados por Gil Vicente: a luz contra a sombra, não numa luta feroz, mas em convivência quase amigável. A noite de natal torna-se também aqui a imagem perfeita que resume a concepção cósmica de Gil Vicente: as grandes trevas emolduram a glória divina da maternidade, do nascimento, do perdão, da serenidade e da boa vontade - mas sem a escuridão, que seria da claridade?</p>

<a id="Legado" name="Legado"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Legado" id="wxsec5"><h2 id="wx259">Legado</h2>

<p id="wx260">Note-se que a obra de Gil Vicente não se resume ao teatro, estendendo-se também à <a href="/wpt/Poesia" title="Poesia" wx:linktype="known" wx:pagename="Poesia" wx:page_id="14822" id="wx261">poesia</a>. Podemos citar vários <a href="/wpt/Vilancete" title="Vilancete" wx:linktype="known" wx:pagename="Vilancete" wx:page_id="345371" id="wx262">vilancetes</a> e <a href="/wpt/Cantiga" title="Cantiga" wx:linktype="known" wx:pagename="Cantiga" wx:page_id="13668" id="wx263">cantigas</a>, ainda influenciadas pelo estilo palaciano e temas dos trovadores. Vários compositores trabalharam poemas de Gil Vicente na forma de <a href="/wpt/Lied" title="Lied" wx:linktype="known" wx:pagename="Lied" wx:page_id="630897" id="wx264">lied</a> (principalmente algumas traduções para o alemão, feitas por <a href="/wpt/Emanuel_von_Geibel" class="new" title="Emanuel von Geibel" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Emanuel_von_Geibel" id="wx265">Emanuel von Geibel</a>), como <a href="/wpt/Max_Bruch" title="Max Bruch" wx:linktype="known" wx:pagename="Max_Bruch" wx:page_id="96349" id="wx266">Max Bruch</a> ou <a href="/wpt/Robert_Schumann" title="Robert Schumann" wx:linktype="known" wx:pagename="Robert_Schumann" wx:page_id="102848" id="wx267">Robert Schumann</a>, o que demonstra o carácter universal da sua obra. Os seus filhos, Paula e Luís Vicente, foram os responsáveis pela primeira edição das suas obras completas. Em 1586, sai à estampa uma segunda edição, com muitas passagens censuradas pela <a href="/wpt/Inquisi%C3%A7%C3%A3o" title="Inquisição" wx:linktype="known" wx:pagename="Inquisição" wx:page_id="1051" id="wx268">Inquisição</a>. Só no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIX" title="Século XIX" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIX" wx:page_id="1774" id="wx269">século XIX</a> se faria a redescoberta do autor, com a terceira edição de <a href="/wpt/1834" title="1834" wx:linktype="known" wx:pagename="1834" wx:page_id="18986" id="wx270">1834</a>, em <a href="/wpt/Hamburgo" title="Hamburgo" wx:linktype="known" wx:pagename="Hamburgo" wx:page_id="26123" id="wx271">Hamburgo</a>, levada a cabo por Barreto Feio.</p>

<a id="Obras" name="Obras"/>
<wx:section level="3" title="Obras" id="wxsec14"><h3 id="wx272">Obras</h3>

<wx:template id="wx_t3" pagename="Predefinição:Col-begin" page_id="310271"/>
<p id="wx273"/>

<table class="" style="background-color: transparent; width: 100%" id="wx274"><wx:templateend start="wx_t3"/>
<wx:template id="wx_t4" pagename="Predefinição:Col-2" page_id="311037"/>
</table>

<br id="wx275"/>
<br id="wx276"/>
 

<table id="wx277">
<tr id="wx278">
<td width="50%" align="left" valign="top" id="wx279"><wx:templateend start="wx_t4"/>
<ul id="wx280">
<li id="wx281"><a href="/wpt/Mon%C3%B3logo_do_Vaqueiro" class="new" title="Monólogo do Vaqueiro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Monólogo_do_Vaqueiro" id="wx282">Monólogo do Vaqueiro</a>
<p id="wx283">ou <i id="wx284"><a href="/wpt/Auto_da_Visita%C3%A7%C3%A3o" class="new" title="Auto da Visitação" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Auto_da_Visitação" id="wx285">Auto da Visitação</a></i> (<a href="/wpt/1502" title="1502" wx:linktype="known" wx:pagename="1502" wx:page_id="16341" id="wx286">1502</a>)</p>
</li>

<li id="wx287">
<p id="wx288">Auto Pastoril Castelhano (1502)</p>
</li>

<li id="wx289"><a href="/wpt/Auto_dos_Reis_Magos" title="Auto dos Reis Magos" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_dos_Reis_Magos" wx:page_id="1406354" id="wx290">Auto dos Reis Magos</a>
<p id="wx291">(<a href="/wpt/1503" title="1503" wx:linktype="known" wx:pagename="1503" wx:page_id="28178" id="wx292">1503</a>)</p>
</li>

<li id="wx293">
<p id="wx294">Auto de São Martinho (<a href="/wpt/1504" title="1504" wx:linktype="known" wx:pagename="1504" wx:page_id="28179" id="wx295">1504</a>)</p>
</li>

<li id="wx296"><a href="/wpt/Quem_Tem_Farelos%3F" title="Quem Tem Farelos?" wx:linktype="known" wx:pagename="Quem_Tem_Farelos?" wx:page_id="370276" id="wx297">Quem Tem Farelos?</a>
<p id="wx298">(<a href="/wpt/1505" title="1505" wx:linktype="known" wx:pagename="1505" wx:page_id="16334" id="wx299">1505</a>)</p>
</li>

<li id="wx300">
<p id="wx301">Auto da Alma (<a href="/wpt/1508" title="1508" wx:linktype="known" wx:pagename="1508" wx:page_id="28181" id="wx302">1508</a>)</p>
</li>

<li id="wx303"><a href="/wpt/Auto_da_%C3%8Dndia" title="Auto da Índia" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Índia" wx:page_id="324582" id="wx304">Auto da Índia</a>
<p id="wx305">(<a href="/wpt/1509" title="1509" wx:linktype="known" wx:pagename="1509" wx:page_id="16939" id="wx306">1509</a>)</p>
</li>

<li id="wx307">
<p id="wx308">Auto da Fé (<a href="/wpt/1510" title="1510" wx:linktype="known" wx:pagename="1510" wx:page_id="13253" id="wx309">1510</a>)</p>
</li>

<li id="wx310"><a href="/wpt/O_Velho_da_Horta" title="O Velho da Horta" wx:linktype="known" wx:pagename="O_Velho_da_Horta" wx:page_id="524058" id="wx311">O Velho da Horta</a>
<p id="wx312">(<a href="/wpt/1512" title="1512" wx:linktype="known" wx:pagename="1512" wx:page_id="16907" id="wx313">1512</a>)</p>
</li>

<li id="wx314">
<p id="wx315">Exortação da Guerra (<a href="/wpt/1513" title="1513" wx:linktype="known" wx:pagename="1513" wx:page_id="28183" id="wx316">1513</a>)</p>
</li>

<li id="wx317">
<p id="wx318">Comédia do Viúvo (<a href="/wpt/1514" title="1514" wx:linktype="known" wx:pagename="1514" wx:page_id="23261" id="wx319">1514</a>)</p>
</li>

<li id="wx320">
<p id="wx321">Auto da Fama (<a href="/wpt/1516" title="1516" wx:linktype="known" wx:pagename="1516" wx:page_id="28185" id="wx322">1516</a>)</p>
</li>

<li id="wx323"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_do_Inferno" title="Auto da Barca do Inferno" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_do_Inferno" wx:page_id="86367" id="wx324">Auto da Barca do Inferno</a>
<p id="wx325">(<a href="/wpt/1517" title="1517" wx:linktype="known" wx:pagename="1517" wx:page_id="28186" id="wx326">1517</a>)</p>
</li>

<li id="wx327"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_do_Purgat%C3%B3rio" title="Auto da Barca do Purgatório" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_do_Purgatório" wx:page_id="990421" id="wx328">Auto da Barca do Purgatório</a>
<p id="wx329">(<a href="/wpt/1518" title="1518" wx:linktype="known" wx:pagename="1518" wx:page_id="28187" id="wx330">1518</a>)</p>
</li>

<li id="wx331"><a href="/wpt/Auto_da_Barca_da_Gl%C3%B3ria" title="Auto da Barca da Glória" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Barca_da_Glória" wx:page_id="218906" id="wx332">Auto da Barca da Glória</a>
<p id="wx333">(<a href="/wpt/1519" title="1519" wx:linktype="known" wx:pagename="1519" wx:page_id="28188" id="wx334">1519</a>)</p>
</li>

<li id="wx335">
<p id="wx336">Cortes de Júpiter (<a href="/wpt/1521" title="1521" wx:linktype="known" wx:pagename="1521" wx:page_id="16030" id="wx337">1521</a>)</p>
</li>

<li id="wx338">
<p id="wx339">Comédia de Rubena (1521)</p>
</li>
</ul>

<wx:template id="wx_t5" pagename="Predefinição:Col-2" page_id="311037"/>
</td>
<td width="50%" align="left" valign="top" id="wx340"><wx:templateend start="wx_t5"/>
<ul id="wx341">
<li id="wx342"><a href="/wpt/Farsa_de_In%C3%AAs_Pereira" title="Farsa de Inês Pereira" wx:linktype="known" wx:pagename="Farsa_de_Inês_Pereira" wx:page_id="214481" id="wx343">Farsa de Inês Pereira</a>
<p id="wx344">(<a href="/wpt/1523" title="1523" wx:linktype="known" wx:pagename="1523" wx:page_id="28191" id="wx345">1523</a>)</p>
</li>

<li id="wx346">
<p id="wx347">Auto Pastoril Português (1523)</p>
</li>

<li id="wx348">
<p id="wx349">Frágua de Amor (<a href="/wpt/1524" title="1524" wx:linktype="known" wx:pagename="1524" wx:page_id="28192" id="wx350">1524</a>)</p>
</li>

<li id="wx351">
<p id="wx352">Farsa do Juiz da Beira (<a href="/wpt/1525" title="1525" wx:linktype="known" wx:pagename="1525" wx:page_id="28194" id="wx353">1525</a>)</p>
</li>

<li id="wx354">
<p id="wx355">Farsa do Templo de Apolo (<a href="/wpt/1526" title="1526" wx:linktype="known" wx:pagename="1526" wx:page_id="28195" id="wx356">1526</a>)</p>
</li>

<li id="wx357">
<p id="wx358">Auto da Nau de Amores (<a href="/wpt/1527" title="1527" wx:linktype="known" wx:pagename="1527" wx:page_id="18199" id="wx359">1527</a>)</p>
</li>

<li id="wx360">
<p id="wx361">Auto da História de Deus (1527)</p>
</li>

<li id="wx362">
<p id="wx363">Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela (1527)</p>
</li>

<li id="wx364">
<p id="wx365">Farsa dos Almocreves (1527)</p>
</li>

<li id="wx366">
<p id="wx367">Auto da Feira (<a href="/wpt/1528" title="1528" wx:linktype="known" wx:pagename="1528" wx:page_id="28196" id="wx368">1528</a>)</p>
</li>

<li id="wx369">
<p id="wx370">Farsa do Clérigo da Beira (<a href="/wpt/1529" title="1529" wx:linktype="known" wx:pagename="1529" wx:page_id="28197" id="wx371">1529</a>)</p>
</li>

<li id="wx372">
<p id="wx373">Auto do Triunfo do Inverno (1529)</p>
</li>

<li id="wx374"><a href="/wpt/Auto_da_Lusit%C3%A2nia" title="Auto da Lusitânia" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto_da_Lusitânia" wx:page_id="1760493" id="wx375">Auto da Lusitânia</a>
<p id="wx376">, intercalado com o entremez <i id="wx377">Todo-o-Mundo e Ninguém</i> (<a href="/wpt/1532" title="1532" wx:linktype="known" wx:pagename="1532" wx:page_id="28199" id="wx378">1532</a>)</p>
</li>

<li id="wx379">
<p id="wx380">Auto de Amadis de Gaula (<a href="/wpt/1533" title="1533" wx:linktype="known" wx:pagename="1533" wx:page_id="28200" id="wx381">1533</a>)</p>
</li>

<li id="wx382">
<p id="wx383">Romagem dos Agravados (1533)</p>
</li>

<li id="wx384">
<p id="wx385">Auto da Cananea (<a href="/wpt/1534" title="1534" wx:linktype="known" wx:pagename="1534" wx:page_id="16607" id="wx386">1534</a>)</p>
</li>

<li id="wx387">
<p id="wx388">Auto de Mofina Mendes (1534)</p>
</li>

<li id="wx389"><a href="/wpt/Floresta_de_Enganos" title="Floresta de Enganos" wx:linktype="known" wx:pagename="Floresta_de_Enganos" wx:page_id="1317373" id="wx390">Floresta de Enganos</a>
<p id="wx391">(<a href="/wpt/1536" title="1536" wx:linktype="known" wx:pagename="1536" wx:page_id="16605" id="wx392">1536</a>)</p>
</li>
</ul>

<wx:template id="wx_t6" pagename="Predefinição:Col-end" page_id="310274"/>
</td>
</tr>
</table>

<wx:templateend start="wx_t6"/>
<wx:template id="wx_t7" pagename="Predefinição:Ref-section" page_id="1467239"/>
<a id="Refer.C3.AAncias" name="Refer.C3.AAncias"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Referências" id="wxsec6"><h2 class="notes" style="cursor:help" title="Esta secção não é editável por razões técnicas. Edite a página toda ao invés disso, ou a secção anterior." id="wx393">Referências</h2>

<div class="references-small" style="height: auto; max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; border: 1px solid #EEEEEE" id="wx394">
<ol class="references" id="wx395">
<li id="_note-Lopes_da_Silva.2C_2002">
<p id="wx396">↑ <a href="#_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_0" title="" wx:fragment="_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_0" wx:linktype="noteref" id="wx397"><sup id="wx398">1,0</sup></a> <a href="#_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_1" title="" wx:fragment="_ref-Lopes_da_Silva.2C_2002_1" wx:linktype="noteref" id="wx399"><sup id="wx400">1,1</sup></a> <i id="wx401">O mundo religioso de Gil Vicente</i>, <a href="/wpt/Covilh%C3%A3" title="Covilhã" wx:linktype="known" wx:pagename="Covilhã" wx:page_id="7566" id="wx402">Covilhã</a>, <a href="/wpt/Universidade_da_Beira_Interior" title="Universidade da Beira Interior" wx:linktype="known" wx:pagename="Universidade_da_Beira_Interior" wx:page_id="132059" id="wx403">Universidade da Beira Interior</a>, 2002</p>
</li>
</ol>
</div>

<wx:templateend start="wx_t7"/>
<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec7"><h2 id="wx404"><wx:template id="wx_t8" pagename="Predefinição:Links_externos" page_id="917352"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t8"/></h2>

<wx:template id="wx_t9" pagename="Predefinição:Wikisource" page_id="58714"/>
<div class="noprint" style="clear: right; border: solid #aaa 1px; margin: 0 0 1em 1em; font-size: 90%; background: #f9f9f9; width: 250px; padding: 2px; spacing: 2px; text-align: center; float: right;" id="wx405">
<div style="float: left; vertical-align:middle;" id="wx406">
<div class="wx_image" wx:align="none" id="wx407"><a href="/wpt/Imagem:Wikisource-logo.svg" title="Wikisource" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Wikisource-logo.svg" id="wx408"><img src="/wpt/Imagem:Wikisource-logo.svg" alt="Wikisource" width="26" id="wx409"/></a></div>
</div>

<div style="margin-left: 30px; line-height:normal; vertical-align:middle;" id="wx410">
<p id="wx411">O <a href="/wpt/Wikisource" title="Wikisource" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikisource" wx:page_id="216544" id="wx412">Wikisource</a> tem material relacionado a este artigo: <i id="wx413"><b id="wx414"><a href="http://pt.wikisource.org/wiki/Autor:Gil_Vicente" class="extiw" title="s:Autor:Gil_Vicente" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="s:Autor:Gil_Vicente" id="wx415">Gil Vicente</a></b></i></p>
</div>
</div>

<wx:templateend start="wx_t9"/>
<ul id="wx416">
<li id="wx417"><a href="http://web.ipn.pt/literatura/gvicente.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx418">Gil Vicente no Projecto Vercial</a></li>

<li id="wx419"><a href="http://purl.pt/index/PT/autor/10663.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx420">Obras de Gil Vicente</a>
<p id="wx421">na <a href="http://bnd.bn.pt" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx422">Biblioteca Nacional Digital</a></p>
</li>

<li id="wx423"><a href="http://www.portoeditora.pt/bdigital/default.asp?autor=8" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx424">Obras de Gil Vicente na Biblioteca Digital da Porto Editora</a></li>

<li id="wx425"><a href="http://amediavoz.com/vicente.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx426">Poemas de Gil Vicente em espanhol</a></li>

<li id="wx427"><a href="http://www.delbarrio.eu/gilvicente.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx428">Um poema em espanhol e tradução</a>
<p id="wx429">em <a href="/wpt/Esperanto" title="Esperanto" wx:linktype="known" wx:pagename="Esperanto" wx:page_id="748" id="wx430">esperanto</a></p>
</li>

<li id="wx431"><a href="http://ardefilmes.no.sapo.pt/barca.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx432">Peças de teatro de Gil Vicente para escolas no Mosteiro dos Jerónimos</a></li>
</ul>

<p id="wx433"><wx:template id="wx_t10" pagename="Predefinição:Biografias" page_id="10343"/>
<br clear="all" id="wx434"/>
</p>

<div class="noprint" align="center" id="wx435">
<table class="toccolours" style="margin: 0 2em 0 2em;" id="wx436">
<tr id="wx437">
<th style="background:#ccccff" id="wx438">
<p id="wx439">BIOGRAFIAS</p>
</th>
</tr>

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