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<title>Conventos no Brasil Colônia</title>
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<wx:section level="1" title="Conventos no Brasil Colônia" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Conventos no Brasil Colônia</h1>

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<div style="width: 75%; padding: 7px; background: #f5faff; border: 1px solid #cedff2; margin: 0 auto; text-align: center;" id="wx2">
<div class="wx_image" wx:align="left" id="wx3"><a href="/wpt/Imagem:Merge-arrows.svg" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Merge-arrows.svg" id="wx4"><img src="/wpt/Imagem:Merge-arrows.svg" alt="" width="50" id="wx5"/></a></div>

<p id="wx6">Foi proposta a <a href="/wpt/Wikipedia:Fus%C3%A3o" title="Wikipedia:Fusão" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Fusão" id="wx7">fusão</a> deste artigo com: <i id="wx8"><a href="/wpt/Convento" title="Convento" wx:linktype="known" wx:pagename="Convento" wx:page_id="119219" id="wx9">Convento</a></i>.</p>
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<p id="wx10">A história dos conventos no período colonial brasileiro guarda relação íntima com o precário sistema feitoral aplicado no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx11">Brasil</a>. A Coroa Protuguesa sempre estimulou a vinda de portugueses solteiros que não titubeavam em manter relações carnais com as nativas, chocando os <a href="/wpt/Jesu%C3%ADtas" title="Jesuítas" wx:linktype="known" wx:pagename="Jesuítas" wx:page_id="112593" id="wx12">jesuítas</a> que aqui chegavam por volta de 1549. Vale ressaltar a notória carta do Padre Manoel da Nóbrega solicitando ao rei lusitano o envio de mulheres brancas, órfãs e até "desonestas" para casaram com os colonos.</p>

<p id="wx13">Esse desequilíbrio demográfico surgido entre homens e mulheres brancas causaria no aparecimento dos conventos e clausuras femininas até o século XVIII.</p>

<p id="wx14">Porém, apesar desta necessidade social, não foram raros os pedidos para a implantação destas intituições, inclusive para as mulheres devotas ou que estivessem com a honra em perigo pela orfandade ou ausência prolongada dos pais, maridos e demais familiares.</p>

<p id="wx15">O famoso padre ainda suplicara para que organizassem "casas de recolhimento com freiras para abrigar meninas indígenas" e assim protegê-las dos "vícios da carne" que se alastravam pela colônia. A criação destas casas foi, de fato, medida eficaz para determinar a abertura de conventos femininos, desviando-se dos obstáculos criados pela Metrópole.</p>

<p id="wx16">O primeiro recolhimento colonial foi fundado em <a href="/wpt/Olinda" title="Olinda" wx:linktype="known" wx:pagename="Olinda" wx:page_id="12904" id="wx17">Olinda</a> (1576).</p>

<p id="wx18">Conventos e casas de recolhimento assemelhavam-se na estrutura funcional. As internas faziam profissão de fé ou votos religiosos como as freiras regulares, embora boa parte do tempo se encontravam em regime de reclusão total ou parcial.</p>

<p id="wx19">Nestes recolhimentos, as meninas eram educadas nos princípios religiosos, "protegendo-as dos defeitos ordinários de seu sexo" e limitando o aprendizado a ler, escrever, calcular, coser e bordar. Atuavam, ainda, na reabilitação de madalenas arrependidas por erros cometidos no passado (assim chamadas por referência a Maria Madalena, citada nos Evangelhos, que teria sido prostituta). Inclusive, naquela época eles também funcionavam como confinamento de mulheres, solteira ou casadas, de "má fama", acusadas de traição ou algo semelhante, onde ficavam enclausuradas enquantos seus pais ou maridos viajavam ou como forma de punição por atos infames.</p>

<p id="wx20">Os recolhimentos surgiram em várias capitaniais, muitas vezes sem autorização prévia do rei, o que ocorreu com o Recolhimento de Santa Teresa em São Paulo ou o Recolhimento das Macaúbas em <a href="/wpt/Minas_Gerais" title="Minas Gerais" wx:linktype="known" wx:pagename="Minas_Gerais" wx:page_id="1257" id="wx21">Minas Gerais</a>.</p>

<p id="wx22">O primeiro convento em Salvador, capital da colônia à época, cujo pedido foi feito em 1644, somente fora autorizado pelo rei em 1665 e pelo papa, em 1669. Criou-se, então, o Convento do Desterro da Bahia (1677), fundado pelas madres do mosteiro das Clarissas de Évora, sendo sua primeira abadessa a madre Margarida da Coluna. Entretanto, este não foi o marco do término das restrições impostas pela Coroa, pois só no século XVIII outras casas pias foram abertas, a maioria delas mantendo a função mista de convento e recolhimento, assim como aconteceu no Recolhimento do Senhor Bom Jesus dos Perdões (1723) e na Santa Casa de Misericórdia (1725), ambos na <a href="/wpt/Bahia" title="Bahia" wx:linktype="known" wx:pagename="Bahia" wx:page_id="453" id="wx23">Bahia</a>.</p>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Conventos_no_Brasil_Col%C3%B4nia" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx24">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx25"><a href="/wpt/Categoria:%21Artigos_a_sofrerem_fus%C3%A3o" title="Categoria:!Artigos a sofrerem fusão" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Artigos_a_sofrerem_fusão" wx:page_id="520174" id="wx26">!Artigos a sofrerem fusão</a></span> | <span dir="ltr" id="wx27"><a href="/wpt/Categoria:Conventos" title="Categoria:Conventos" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Conventos" wx:page_id="117616" id="wx28">Conventos</a></span></div>
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<p id="wx29">Convento</p>
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