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<title>Maria Judite de Carvalho</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Maria Judite de Carvalho" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Maria Judite de Carvalho</h1>

<p id="wx2"><b id="wx3">Maria Judite de Carvalho</b> (<a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx4">Lisboa</a>, <a href="/wpt/18_de_Setembro" title="18 de Setembro" wx:linktype="known" wx:pagename="18_de_Setembro" wx:page_id="10917" id="wx5">18 de Setembro</a> de <a href="/wpt/1921" title="1921" wx:linktype="known" wx:pagename="1921" wx:page_id="13742" id="wx6">1921</a>-Lisboa, <a href="/wpt/1998" title="1998" wx:linktype="known" wx:pagename="1998" wx:page_id="8837" id="wx7">1998</a>), <a href="/wpt/Escritor" title="Escritor" wx:linktype="known" wx:pagename="Escritor" wx:page_id="14071" id="wx8">escritora</a> <a href="/wpt/Portugueses" title="Portugueses" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugueses" wx:page_id="282574" id="wx9">portuguesa</a>. Entre <a href="/wpt/1949" title="1949" wx:linktype="known" wx:pagename="1949" wx:page_id="11611" id="wx10">1949</a> e <a href="/wpt/1955" title="1955" wx:linktype="known" wx:pagename="1955" wx:page_id="11605" id="wx11">1955</a> viveu em <a href="/wpt/Fran%C3%A7a" title="França" wx:linktype="known" wx:pagename="França" wx:page_id="827" id="wx12">França</a> e na <a href="/wpt/B%C3%A9lgica" title="Bélgica" wx:linktype="known" wx:pagename="Bélgica" wx:page_id="456" id="wx13">Bélgica</a>. Apesar da notória qualidade e profundidade da sua obra e da sua escrita (entre o poético e novelista, entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico, ora ironicamente perverso), a autora permanece ainda desconhecida do grande público.</p>

<p id="wx14">"Maria Judite de Carvalho permanece uma escritora de actualidade renovada, difícil de catalogar no estilo que geralmente lhe é associado (herdeiro do <a href="/wpt/Existencialismo" title="Existencialismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Existencialismo" wx:page_id="17974" id="wx15">existencialismo</a> e do chamado “novo romance”), hábil dissecadora do desespero e da solidão quotidiana na grande cidade.", conforme referido em <a href="http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Maria-Judite-de-Carvalho.htm" class="external free" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx16">http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Maria-Judite-de-Carvalho.htm</a>. A ssuas obras não pretendem dar explicações ou ser tratados morais ou comportamentais pelo que a explicação é substituída pela insinuação e pela sugestão, de onde decorre a opcção por uma escrita "limpa", sem excessos estilísticos, a por narrativas breves.</p>

<a id="Alguns_apontamentos_sobre_a_sua_obra" name="Alguns_apontamentos_sobre_a_sua_obra"/>
<wx:section level="2" title="Alguns apontamentos sobre a sua obra" id="wxsec2"><h2 id="wx17">Alguns apontamentos sobre a sua obra</h2>

<p id="wx18">O Silêncio aparece, na sua obra, como consequência da incompreensão que advém do cruzamento de vozes, de diálogos de surdos e de monólogos, sendo fruto da Solidão e do abandono tantas vezes (pres)sentido pelas suas personagens, aparecendo a solidão como essência do Humano.</p>

<p id="wx19">Nas personagens de Mª Judite de Carvalho projecta-se a solidão enquanto presença constante da inquietação e do desassossego, da depressão, da negatividade, da autodenegação e da vontade de se dissipar, devido ao mundo de desconforto que existe e se constrói (visível, sobretudo, na personagem Mariana do conto "Tanta Gente, Mariana").</p>

<p id="wx20">A existência sem história das personagens desta autora constitui o cenário sobre a qual se ilustram vidas de abandonos, de angústias e de uma solidão irremediável que atinge brutalmente os protagonistas da maioria dos seus contos, em que a solidão aparece como irremediável e perene, compromento qualquer hipótese de felicidade.</p>

<p id="wx21">Alguns dos títulos dos contos de Maria Judite de Carvalho ilustram, quase como uma bandeira, um universo ficcional trespassado pelo vazio, pelo silêncio, pela irreversibilidade do tempo e pelo fingimento: As Palavras Poupadas (1960) revelam a recusa do discurso excessivo, numa postura de rasura do supérfluo; Paisagem sem Barcos (1963), Armários Vazios (1966) e o título dos contos Impressões Digitais e Vínculos Precários sugerem o vazio que preenche as vidas e a superficialidade das acções humanas; A Janela Fingida (1975) parece querer ilustrar o provérbio "nem tudo o que parece é", havendo sempre lugar para a mentira, para a omissão, isto é, para o fingimento.</p>

<p id="wx22">Maria Judite de Carvalho, sobretudo nos seus contos, tem, desde os títulos, uma tendência para nomear as suas pretagonistas, colocando os leitores imediatamente perante personagens concretas e distintas: Rosa, numa pensão à beira mar, Anica nesse tempo, George, Tanta gente, Mariana, A avó Cândida, A menina Arminda, ou, menos directamente e mais discretamente, Uma senhora, A Mãe e A Noiva Inconsolável.</p>

<p id="wx23">Foi casada com <a href="/wpt/Urbano_Tavares_Rodrigues" title="Urbano Tavares Rodrigues" wx:linktype="known" wx:pagename="Urbano_Tavares_Rodrigues" wx:page_id="23769" id="wx24">Urbano Tavares Rodrigues</a>.</p>

<a id="Bibliografia" name="Bibliografia"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Bibliografia" id="wxsec3"><h2 id="wx25">Bibliografia</h2>

<ul id="wx26">
<li id="wx27"><i id="wx28">Tanta Gente, Mariana</i>
<p id="wx29">(contos), Lisboa: Europa América, 1988.</p>
</li>

<li id="wx30"><i id="wx31">As Palavras Poupadas</i>
<p id="wx32">(contos), Lisboa: Europa América,1988. (Prémio <a href="/wpt/Camilo_Castelo_Branco" title="Camilo Castelo Branco" wx:linktype="known" wx:pagename="Camilo_Castelo_Branco" wx:page_id="16070" id="wx33">Camilo Castelo Branco</a>).</p>
</li>

<li id="wx34"><i id="wx35">Paisagem sem Barcos</i>
<p id="wx36">(contos), Lisboa: Europa América, 1990.</p>
</li>

<li id="wx37"><i id="wx38">Os Armários Vazios</i>
<p id="wx39">(romance), Lisboa: Livraria Bertrand, 1978.</p>
</li>

<li id="wx40"><i id="wx41">O Seu Amor por Etel</i>
<p id="wx42">(novela), Lisboa: Movimento, 1967.</p>
</li>

<li id="wx43"><i id="wx44">Flores ao Telefone</i>
<p id="wx45">(contos), Lisboa: Portugália Editora, 1968.</p>
</li>

<li id="wx46"><i id="wx47">Os Idólatras</i>
<p id="wx48">(contos), Lisboa: Prelo Editora, 1969.</p>
</li>

<li id="wx49"><i id="wx50">Tempo de Mercês</i>
<p id="wx51">(contos), Lisboa: Seara Nova, 1973.</p>
</li>

<li id="wx52"><i id="wx53">A Janela Fingida</i>
<p id="wx54">(crónicas), Lisboa: Seara Nova, 1975.</p>
</li>

<li id="wx55"><i id="wx56">O Homem no Arame</i>
<p id="wx57">(crónicas), Amadora: Editorial Bertrand, 1979.</p>
</li>

<li id="wx58"><i id="wx59">Além do Quadro</i>
<p id="wx60">(contos), Lisboa: O Jornal, 1983.</p>
</li>

<li id="wx61"><i id="wx62">Este Tempo</i>
<p id="wx63">(crónicas) Lisboa: Editorial Caminho, 1991.(Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores).</p>
</li>

<li id="wx64"><i id="wx65">Seta Despedida</i>
<p id="wx66">(contos), Lisboa: Europa América, 1995.(Prémio Máxima, Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literário, Grande Prémio do Conto da Associação Portuguesa de escritores, Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas).</p>
</li>

<li id="wx67"><i id="wx68">A Flor Que Havia na Água Parada</i>
<p id="wx69">(poemas), Lisboa: Europa América,1998 (póstumo).</p>
</li>

<li id="wx70"><i id="wx71">Havemos de Rir!</i>
<p id="wx72">(teatro), Lisboa: Europa América,1998 (póstumo).</p>
</li>
</ul>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Maria_Judite_de_Carvalho" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx73">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx74"><a href="/wpt/Categoria:Escritores_de_Portugal" title="Categoria:Escritores de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Escritores_de_Portugal" wx:page_id="52252" id="wx75">Escritores de Portugal</a></span></div>
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