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<title>Kaminaljuyú</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Kaminaljuyú" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Kaminaljuyú</h1>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx2"><a href="/wpt/Imagem:KaminalJuyu.jpg" title="Cabeça esculpida do pré-clássico tardio encontrada em Kaminaljuyú e actualmente no Museo Nacional de Arqueología da Guatemala." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:KaminalJuyu.jpg" id="wx3"><img src="/wpt/Imagem:KaminalJuyu.jpg" alt="Cabeça esculpida do pré-clássico tardio encontrada em Kaminaljuyú e actualmente no Museo Nacional de Arqueología da Guatemala." width="250" id="wx4"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx5">
<p id="wx6">Cabeça esculpida do pré-clássico tardio encontrada em Kaminaljuyú e actualmente no <i id="wx7">Museo Nacional de Arqueología</i> da <a href="/wpt/Guatemala" title="Guatemala" wx:linktype="known" wx:pagename="Guatemala" wx:page_id="4010" id="wx8">Guatemala</a>.</p>
</div>
</div>

<p id="wx9"><b id="wx10">Kaminaljuyú</b>, também escrito <b id="wx11">Kaminal Juyú</b> (em <a href="/wpt/L%C3%ADngua_Ki%27che%27" class="new" title="Língua Ki'che'" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Língua_Ki'che'" id="wx12">ki'che'</a>, <i id="wx13">Colina dos mortos</i>), é um <a href="/wpt/S%C3%ADtio_arqueol%C3%B3gico" title="Sítio arqueológico" wx:linktype="known" wx:pagename="Sítio_arqueológico" wx:page_id="299201" id="wx14">sítio arqueológico</a> <a href="/wpt/Mesoam%C3%A9rica" title="Mesoamérica" wx:linktype="known" wx:pagename="Mesoamérica" wx:page_id="54463" id="wx15">mesoamericano</a>, do período <a href="/wpt/Cronologia_da_Mesoam%C3%A9rica" title="Cronologia da Mesoamérica" wx:linktype="known" wx:pagename="Cronologia_da_Mesoamérica" wx:page_id="624540" id="wx16">pré-clássico</a> <a href="/wpt/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maia" title="Civilização maia" wx:linktype="known" wx:pagename="Civilização_maia" wx:page_id="12718" id="wx17">maia</a>, situado a 1500 m de altitude, nas Terras Altas da <a href="/wpt/Guatemala" title="Guatemala" wx:linktype="known" wx:pagename="Guatemala" wx:page_id="4010" id="wx18">Guatemala</a>, actualmente situado no interior da <a href="/wpt/Cidade_da_Guatemala" title="Cidade da Guatemala" wx:linktype="known" wx:pagename="Cidade_da_Guatemala" wx:page_id="26390" id="wx19">Cidade da Guatemala</a>. Este sítio extenso, com 5 km², apresentava cerca de duas centenas de plataformas e montículos quando foram feitas as primeiras escavações, ainda que o seu estado de conservação fosse um pouco pior que o de outros sítios maias mais visitados pelos turistas como <a href="/wpt/Chich%C3%A9n_Itz%C3%A1" title="Chichén Itzá" wx:linktype="known" wx:pagename="Chichén_Itzá" wx:page_id="134552" id="wx20">Chichén Itzá</a> ou <a href="/wpt/Tikal" title="Tikal" wx:linktype="known" wx:pagename="Tikal" wx:page_id="53667" id="wx21">Tikal</a>. Actualmente apenas a zona correspondente à parte central de Kaminaljuyú se encontra preservada sob a forma de um parque arqueológico.</p>

<p id="wx22">As primeiras escavações foram feitas em 1935 pela <a href="/wpt/Carnegie_Institution" class="new" title="Carnegie Institution" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Carnegie_Institution" id="wx23">Carnegie Institution</a> de <a href="/wpt/Washington%2C_D.C." title="Washington, D.C." wx:linktype="known" wx:pagename="Washington,_D.C." wx:page_id="60051" id="wx24">Washington</a>. As escavações de salvamento, tornadas urgentes com a expansão da Cidade da Guatemala, foram levadas a cabo pela <a href="/wpt/Pennsylvania_State_University" class="new" title="Pennsylvania State University" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Pennsylvania_State_University" id="wx25">Pennsylvania State University</a> na década de 1960.</p>

<p id="wx26">Pouco resta da <i id="wx27">fase Arévalo</i>, a mais antiga do sítio (1100 a.C. - 1000 a.C.), mas a <i id="wx28">fase Las Charcas</i> (1000 a.C. - 700 a.C.) já é um pouco melhor conhecida devido a, entre outros achados, algumas estatuetas femininas muito características. A estela 9, recuperada no montículo C-III-6, representa sem dúvida um dirigente de Kaminaljuyú: é a representação de um personagem de cuja boca se escapa uma <a href="/wpt/Voluta" title="Voluta" wx:linktype="known" wx:pagename="Voluta" wx:page_id="69219" id="wx29">voluta</a>, um símbolo que na Mesoamérica indica a palavra e o poder.</p>

<p id="wx30">Kaminaljuyú atingiu o seu apogeu durante o pré-clássico (400 a.C. - 200). A sua prosperidade estava certamente ligada ao controlo das pedreiras de <a href="/wpt/Obsidiana" title="Obsidiana" wx:linktype="known" wx:pagename="Obsidiana" wx:page_id="29627" id="wx31">obsidiana</a> de <i id="wx32">El Chayal</i>, situadas nas proximidades. Tudo parece indicar que se tratava de um estado hierarquizado, em que as elites estavam em situação de mobilizar uma mão-de-obra impressionante, capaz de construir pirâmides em <a href="/wpt/Tijolo" title="Tijolo" wx:linktype="known" wx:pagename="Tijolo" wx:page_id="138674" id="wx33">tijolos</a> de <a href="/wpt/Adobe" title="Adobe" wx:linktype="known" wx:pagename="Adobe" wx:page_id="102078" id="wx34">adobe</a> (25 milhões de tijolos para as estruturas maiores), actualmente reduzidas à condição de montículos. Um de entre estes, o montículo E-III-3, continha duas sepulturas da <i id="wx35">fase Miraflores</i> que dão testemunho da riqueza da classe dirigente: foram recuperados mais de 300 objectos numa delas e 200 na outra. Incluem-se aqui numerosas estelas esculpidas, algumas das quais apresentam <a href="/wpt/Glifo" title="Glifo" wx:linktype="known" wx:pagename="Glifo" wx:page_id="808888" id="wx36">glifos</a> dispostos em colunas formando um texto, especialmente a estela 10, que foi e continua a ser objecto de várias especulações acerca da origem da <a href="/wpt/Escrita_maia" title="Escrita maia" wx:linktype="known" wx:pagename="Escrita_maia" wx:page_id="1584772" id="wx37">escrita maia</a>. A teoria cada vez mais aceite é a de que os autores dos textos de Kaminaljuyú eram os locutores do grupo maia <i id="wx38">ch'ol</i>. A estela 11, por seu lado, representa um personagem que ostenta na cabeça uma máscara de <i id="wx39">deus Pássaro</i>, parecida à estela 4 de <a href="/wpt/Izapa" title="Izapa" wx:linktype="known" wx:pagename="Izapa" wx:page_id="1062093" id="wx40">Izapa</a> ou à Estela de La Mojarra, datadas da mesma época. O costume de erigir estelas representando personagens importantes, geralmente em combinação com um texto, seria adoptado pelos maias das Terras Baixas durante o período clássico.</p>

<p id="wx41">Durante a fase de transição do período pré-clássico para o período clássico, cerca de 200, a região é afectada por acontecimentos importantes. As rotas comerciais de Kaminaljuyú são perturbadas pela expansão de um outro grupo maia, os <a href="/wpt/K%27iche%27" class="new" title="K'iche'" wx:linktype="unknown" wx:pagename="K'iche'" id="wx42">K'iche'</a>, oriundos do noroeste. Estes últimos acabam por ocupar Kaminaljuyú. Os arqueólogos puderam seguir estas mudanças devido à expansão da cerâmica <i id="wx43">Solano</i>, associada aos K'iche'. Ao longo da <i id="wx44">fase Aurora</i> (200 - 400) a tradição escrita desaparece completamente da cidade. Durante a <i id="wx45">fase esperanza</i>, Kaminaljuyú apresenta a marca incontestável de uma influência de <a href="/wpt/Teotihuacan" title="Teotihuacan" wx:linktype="known" wx:pagename="Teotihuacan" wx:page_id="318061" id="wx46">Teotihuacan</a>, visível em certos monumentos em talude e plataforma ou ainda pela presença de vasos trípodes. As modalidades desta presença foram e continuam a ser objecto de debate. Se praticamente ninguém adere à ideia de uma conquista militar de Kaminaljuyú por Teotihuacan, a hipótese da presença de mercadores ou mesmo de "conselheiros" é plausível.</p>

<p id="wx47">O sítio seria abandonado cerca do ano <a href="/wpt/800" title="800" wx:linktype="known" wx:pagename="800" wx:page_id="27602" id="wx48">800</a>.</p>

<a id="Refer.C3.AAncias" name="Refer.C3.AAncias"/>
<wx:section level="2" title="Referências" id="wxsec2"><h2 id="wx49">Referências</h2>

<ul id="wx50">
<li id="wx51">
<p id="wx52">Nikolai Grube (sous la dir. de), <i id="wx53">Les Mayas - Art et civilisation</i>, Könemann, Colónia, 2000</p>
</li>

<li id="wx54">
<p id="wx55">Robert J. Sharer, <i id="wx56">The Ancient Maya</i>, Stanford University Press, Stanford, 1994</p>
</li>

<li id="wx57">
<p id="wx58">Michael D. Coe, <i id="wx59">The Maya</i>, Penguin Books, Londres, 1977</p>
</li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec3"><h2 id="wx60"><wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Links_externos" page_id="917352"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t1"/></h2>

<ul id="wx61">
<li id="wx62"><wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:En" page_id="257364"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua inglesa|en]]" id="wx63">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_inglesa" title="Língua inglesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_inglesa" wx:page_id="6962" id="wx64">en</a>)</span><wx:templateend start="wx_t2"/> <a href="http://mayaglyphs.net/books/kju-10/000.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx65">(artigo sobre a estela 10)</a></li>

<li id="wx66"><wx:template id="wx_t3" pagename="Predefinição:En" page_id="257364"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua inglesa|en]]" id="wx67">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_inglesa" title="Língua inglesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_inglesa" wx:page_id="6962" id="wx68">en</a>)</span><wx:templateend start="wx_t3"/> <a href="http://authenticmaya.com/Kaminal%20gallery.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx69">Galeria de imagens de Kaminaljuyú</a></li>
</ul>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
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