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<title>Guimarães Passos</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Guimarães Passos" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Guimarães Passos</h1>

<p id="wx2"><b id="wx3">Sebastião Cícero dos Guimarães Passos</b> (<a href="/wpt/Macei%C3%B3" title="Maceió" wx:linktype="known" wx:pagename="Maceió" wx:page_id="11202" id="wx4">Maceió</a>, <a href="/wpt/22_de_mar%C3%A7o" title="22 de março" wx:linktype="known" wx:pagename="22_de_março" wx:page_id="41119" id="wx5">22 de março</a> de <a href="/wpt/1867" title="1867" wx:linktype="known" wx:pagename="1867" wx:page_id="24000" id="wx6">1867</a> — <a href="/wpt/Paris" title="Paris" wx:linktype="known" wx:pagename="Paris" wx:page_id="1556" id="wx7">Paris</a>, <a href="/wpt/9_de_setembro" title="9 de setembro" wx:linktype="known" wx:pagename="9_de_setembro" wx:page_id="26032" id="wx8">9 de setembro</a> de <a href="/wpt/1909" title="1909" wx:linktype="known" wx:pagename="1909" wx:page_id="1997" id="wx9">1909</a>) foi um <a href="/wpt/Poeta" title="Poeta" wx:linktype="known" wx:pagename="Poeta" wx:page_id="52795" id="wx10">poeta</a> <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx11">brasileiro</a>.</p>

<p id="wx12">Compareceu às reuniões de instalação da <a href="/wpt/Academia_Brasileira_de_Letras" title="Academia Brasileira de Letras" wx:linktype="known" wx:pagename="Academia_Brasileira_de_Letras" wx:page_id="10813" id="wx13">Academia Brasileira de Letras</a>, onde criou a Cadeira n. 26, que tem como patrono <a href="/wpt/Laurindo_Rabelo" title="Laurindo Rabelo" wx:linktype="known" wx:pagename="Laurindo_Rabelo" wx:page_id="846600" id="wx14">Laurindo Rabelo</a>.</p>

<p id="wx15">Era filho do major Tito Alexandre Ferreira Passos e de Rita Vieira Guimarães Passos. Seu avô, José Alexandre de Passos, fora advogado e professor, dedicado também ao estudo de questões vernáculas. Guimarães Passos fez seus estudos primários e os preparatórios em Alagoas. Aos 19 anos foi para o <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro_%28cidade%29" title="Rio de Janeiro (cidade)" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro_(cidade)" wx:page_id="395679" id="wx16">Rio de Janeiro</a>, onde se juntou aos jovens boêmios da época. Era a idade de ouro da <a href="/wpt/Boemia" title="Boemia" wx:linktype="known" wx:pagename="Boemia" wx:page_id="315224" id="wx17">boemia</a> dos cafés, e não poderia haver melhor ambiente para o espírito do poeta. Entrou para a redação dos jornais, fazendo parte do grupo de <a href="/wpt/Paula_Ney" title="Paula Ney" wx:linktype="known" wx:pagename="Paula_Ney" wx:page_id="460849" id="wx18">Paula Ney</a>, <a href="/wpt/Olavo_Bilac" title="Olavo Bilac" wx:linktype="known" wx:pagename="Olavo_Bilac" wx:page_id="45330" id="wx19">Olavo Bilac</a>, <a href="/wpt/Coelho_Neto" title="Coelho Neto" wx:linktype="known" wx:pagename="Coelho_Neto" wx:page_id="116606" id="wx20">Coelho Neto</a>, <a href="/wpt/Jos%C3%A9_do_Patroc%C3%ADnio" title="José do Patrocínio" wx:linktype="known" wx:pagename="José_do_Patrocínio" wx:page_id="12933" id="wx21">José do Patrocínio</a>, <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_Murat" title="Luís Murat" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_Murat" wx:page_id="448661" id="wx22">Luís Murat</a> e <a href="/wpt/Artur_Azevedo" title="Artur Azevedo" wx:linktype="known" wx:pagename="Artur_Azevedo" wx:page_id="356" id="wx23">Artur Azevedo</a>. Colaborou com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias, A Semana. E nas suas colunas ia publicando crônicas e versos. Nos vários lugares em que trabalhou, escrevia também sob pseudônimos: Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.</p>

<p id="wx24">Foi também <a href="/wpt/Arquivista" title="Arquivista" wx:linktype="known" wx:pagename="Arquivista" wx:page_id="1449733" id="wx25">arquivista</a> da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial. Com a proclamação da <a href="/wpt/Rep%C3%BAblica" title="República" wx:linktype="known" wx:pagename="República" wx:page_id="1664" id="wx26">República</a>, e extinta essa repartição, Guimarães Passos perdeu o lugar e passou a viver unicamente de seus trabalhos jornalísticos. Com a declaração da <a href="/wpt/Revolta_de_6_de_setembro_de_1893" class="new" title="Revolta de 6 de setembro de 1893" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Revolta_de_6_de_setembro_de_1893" id="wx27">revolta de 6 de setembro de 1893</a>, aderiu ao movimento. Fez parte do governo revolucionário instalado no <a href="/wpt/Paran%C3%A1" title="Paraná" wx:linktype="known" wx:pagename="Paraná" wx:page_id="1483" id="wx28">Paraná</a>, e lutou contra <a href="/wpt/Floriano_Peixoto" title="Floriano Peixoto" wx:linktype="known" wx:pagename="Floriano_Peixoto" wx:page_id="17438" id="wx29">Floriano Peixoto</a>. Vencida a revolta, conseguiu fugir. Exilou-se em <a href="/wpt/Buenos_Aires" title="Buenos Aires" wx:linktype="known" wx:pagename="Buenos_Aires" wx:page_id="472" id="wx30">Buenos Aires</a> durante 18 meses. Lá colaborou nos jornais La Nación e La Prensa e fez conferências sobre temas literários relacionados ao <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx31">Brasil</a>.</p>

<p id="wx32">Em <a href="/wpt/1896" title="1896" wx:linktype="known" wx:pagename="1896" wx:page_id="1988" id="wx33">1896</a>, de volta do exílio, foi um dos primeiros poetas chamados para formar a Academia Brasileira de Letras. Escolheu para seu patrono outro boêmio, o poeta Laurindo Rabelo. Encontrou, no <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx34">Rio de Janeiro</a>, a sua geração inteiramente transformada. Alguns dos antigos companheiros encontravam-se agora em postos bem remunerados, eram reconhecidos, enquanto ele permanecia como o último boêmio. Ficou doente de <a href="/wpt/Tuberculose" title="Tuberculose" wx:linktype="known" wx:pagename="Tuberculose" wx:page_id="25073" id="wx35">tuberculose</a> e, não conseguindo melhoras no Brasil, partiu para a <a href="/wpt/Ilha_da_Madeira" title="Ilha da Madeira" wx:linktype="known" wx:pagename="Ilha_da_Madeira" wx:page_id="58887" id="wx36">ilha da Madeira</a> e, daí, para Paris, onde veio a falecer, em 1909. Só em <a href="/wpt/1921" title="1921" wx:linktype="known" wx:pagename="1921" wx:page_id="13742" id="wx37">1921</a>, a Academia Brasileira conseguiu fazer trasladar os restos mortais para o Brasil. Para aqui vieram acompanhados dos de Raimundo Correia, falecido em Paris em <a href="/wpt/1911" title="1911" wx:linktype="known" wx:pagename="1911" wx:page_id="1999" id="wx38">1911</a>.</p>

<p id="wx39">Poeta parnasiano, lírico e, às vezes, um pouco pessimista, Guimarães Passos foi também humorista na sua colaboração para O Filhote, reunida depois no livro Pimentões, que publicou de parceria com Olavo Bilac. Ao tratar de Versos de um simples, <a href="/wpt/Jos%C3%A9_Ver%C3%ADssimo" title="José Veríssimo" wx:linktype="known" wx:pagename="José_Veríssimo" wx:page_id="510469" id="wx40">José Veríssimo</a> viu nele o "poeta delicado, de emoção ligeira e superficial, risonho, de inspiração comum, mas de estro fácil, como o seu verso, natural e espontâneo, poeta despretensioso, poeta no sentido popular da palavra".</p>

<a id="Obras" name="Obras"/>
<wx:section level="2" title="Obras" id="wxsec2"><h2 id="wx41">Obras</h2>

<ul id="wx42">
<li id="wx43">
<p id="wx44">Versos de um simples (1891)</p>
</li>

<li id="wx45">
<p id="wx46">Hipnotismo (1900)</p>
</li>

<li id="wx47">
<p id="wx48">Horas mortas (1901)</p>
</li>

<li id="wx49">
<p id="wx50">Dicionário de rimas, com Olavo Bilac (1905)</p>
</li>

<li id="wx51">
<p id="wx52">Tratado de versificação, com Olavo Bilac (1905)</p>
</li>
</ul>


</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Guimar%C3%A3es_Passos" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx53">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx54"><a href="/wpt/Categoria:Poetas_do_Brasil" title="Categoria:Poetas do Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Poetas_do_Brasil" wx:page_id="72717" id="wx55">Poetas do Brasil</a></span> | <span dir="ltr" id="wx56"><a href="/wpt/Categoria:Maceioenses" title="Categoria:Maceioenses" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Maceioenses" wx:page_id="1125416" id="wx57">Maceioenses</a></span> | <span dir="ltr" id="wx58"><a href="/wpt/Categoria:Membros_da_Academia_Brasileira_de_Letras" title="Categoria:Membros da Academia Brasileira de Letras" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Membros_da_Academia_Brasileira_de_Letras" wx:page_id="1292812" id="wx59">Membros da Academia Brasileira de Letras</a></span> | <span dir="ltr" id="wx60"><a href="/wpt/Categoria:%21Artigos_sem_interwiki" title="Categoria:!Artigos sem interwiki" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Artigos_sem_interwiki" wx:page_id="1133291" id="wx61">!Artigos sem interwiki</a></span></div>
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