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<title>Português brasileiro</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Português brasileiro" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Português brasileiro</h1>

<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" align="right" width="300" class="wikitable" id="wx2">
<tr id="wx3">
<th colspan="2" bgcolor="lawngreen" id="wx4"><b id="wx5">Português brasileiro</b> </th>
</tr>

<tr id="wx6">
<td id="wx7">
<p id="wx8">Falado no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx9">Brasil</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx10">
<td id="wx11">
<p id="wx12">Total de falantes: 185-191 milhões</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx13">
<th colspan="3" bgcolor="lawngreen" id="wx14">
<p id="wx15">Estatuto oficial</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx16">
<td id="wx17">
<p id="wx18">Regulado pela <a href="/wpt/Academia_Brasileira_de_Letras" title="Academia Brasileira de Letras" wx:linktype="known" wx:pagename="Academia_Brasileira_de_Letras" wx:page_id="10813" id="wx19">Academia Brasileira de Letras</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx20">
<th colspan="2" bgcolor="lawngreen" id="wx21">
<p id="wx22">Verbetes</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx23">
<td id="wx24">
<p id="wx25">Vocabulário Ortográfico da<br id="wx26"/>
<a href="/wpt/Academia_Brasileira_de_Letras" title="Academia Brasileira de Letras" wx:linktype="known" wx:pagename="Academia_Brasileira_de_Letras" wx:page_id="10813" id="wx27">Academia Brasileira de Letras</a>: 72 mil</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx28">
<td id="wx29">
<p id="wx30">O mais completo:<a href="/wpt/Dicion%C3%A1rio_Aur%C3%A9lio" title="Dicionário Aurélio" wx:linktype="known" wx:pagename="Dicionário_Aurélio" wx:page_id="92092" id="wx31">Dicionário Aurélio</a> (3ª edição): 435 mil</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx32">
<td id="wx33"><a href="/wpt/Dicion%C3%A1rio_Houaiss_da_L%C3%ADngua_Portuguesa" title="Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Dicionário_Houaiss_da_Língua_Portuguesa" wx:page_id="95893" id="wx34">Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa</a>
<p id="wx35">: 228 mil</p>
</td>
</tr>
</table>

<p id="wx36"><b id="wx37">Português brasileiro</b> ou <b id="wx38">português do Brasil</b> é o termo usado para classificar a variedade da <a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx39">língua portuguesa</a> falada pelos mais de 185 milhões de <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx40">brasileiros</a> que vivem dentro e fora do <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx41">Brasil</a>, sendo de longe a variante do português, mais falada, lida e escrita.</p>

<p id="wx42">Devido à importância do Brasil no <a href="/wpt/Mercosul" title="Mercosul" wx:linktype="known" wx:pagename="Mercosul" wx:page_id="11479" id="wx43">Mercosul</a>, esta variante vem sendo ensinada em países da <a href="/wpt/Am%C3%A9rica_do_Sul" title="América do Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="América_do_Sul" wx:page_id="2744" id="wx44">América do Sul</a> ligados ao bloco (e é popular especialmente na <a href="/wpt/Argentina" title="Argentina" wx:linktype="known" wx:pagename="Argentina" wx:page_id="255" id="wx45">Argentina</a>), e também na Europa e nos Estados Unidos. Também há falantes de português brasileiro como língua materna nos países onde há grandes comunidades brasileiras, nomeadamente nos <a href="/wpt/Estados_Unidos" title="Estados Unidos" wx:linktype="known" wx:pagename="Estados_Unidos" wx:page_id="222590" id="wx46">Estados Unidos</a>, <a href="/wpt/Paraguai" title="Paraguai" wx:linktype="known" wx:pagename="Paraguai" wx:page_id="4769" id="wx47">Paraguai</a>, <a href="/wpt/Jap%C3%A3o" title="Japão" wx:linktype="known" wx:pagename="Japão" wx:page_id="1094" id="wx48">Japão</a> e em diversos países da <a href="/wpt/Europa" title="Europa" wx:linktype="known" wx:pagename="Europa" wx:page_id="772" id="wx49">Europa</a>.</p>

<p id="wx50">Antes da chegada de <a href="/wpt/Pedro_%C3%81lvares_Cabral" title="Pedro Álvares Cabral" wx:linktype="known" wx:pagename="Pedro_Álvares_Cabral" wx:page_id="1512" id="wx51">Pedro Álvares Cabral</a> ao Brasil, havia mais de mil línguas no país, faladas por <a href="/wpt/%C3%8Dndio" title="Índio" wx:linktype="known" wx:pagename="Índio" wx:page_id="5722" id="wx52">índios</a> de diversas etnias. No decorrer de sua história, o português brasileiro incorporou empréstimos de termos não só das línguas indígenas e africanas, mas também do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_francesa" title="Língua francesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_francesa" wx:page_id="12070" id="wx53">francês</a>, do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_castelhana" title="Língua castelhana" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_castelhana" wx:page_id="23159" id="wx54">castelhano</a>, do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_italiana" title="Língua italiana" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_italiana" wx:page_id="12057" id="wx55">italiano</a> e do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_inglesa" title="Língua inglesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_inglesa" wx:page_id="6962" id="wx56">inglês</a>.</p>

<p id="wx57">Há várias diferenças entre o <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_europeu" title="Português europeu" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_europeu" wx:page_id="289945" id="wx58">português europeu</a> e o português brasileiro, especialmente no vocabulário, pronúncia e sintaxe, principalmente nas variedades vernáculas; nos textos formais as diferenças são bem menores. Vale ressaltar que dentro daquilo a que se convencionou chamar "português do Brasil" e "português europeu" há um grande número de variações regionais.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="L.C3.ADnguas_ind.C3.ADgenas" name="L.C3.ADnguas_ind.C3.ADgenas"/>
<wx:section level="2" title="Línguas indígenas" id="wxsec2"><h2 id="wx59">Línguas indígenas</h2>

<table align="right" border="0" style="margin: 10px;" id="wx60">
<tr id="wx61">
<th align="left" id="wx62"><i id="wx63">Trecho da poesia<br id="wx64"/>
Língua Portuguesa</i> </th>
</tr>

<tr id="wx65">
<td id="wx66"><small id="wx67">Última flor do Lácio, inculta e bela,</small> </td>
</tr>

<tr id="wx68">
<td id="wx69"><small id="wx70">És, a um tempo, esplendor e sepultura:</small> </td>
</tr>

<tr id="wx71">
<td id="wx72"><small id="wx73">Ouro nativo, que na ganga impura</small> </td>
</tr>

<tr id="wx74">
<td id="wx75"><small id="wx76">A bruta mina entre os cascalhos vela...</small> </td>
</tr>

<tr id="wx77">
<td id="wx78"><i id="wx79"><a href="/wpt/Olavo_Bilac" title="Olavo Bilac" wx:linktype="known" wx:pagename="Olavo_Bilac" wx:page_id="45330" id="wx80">Olavo Bilac</a></i><br id="wx81"/>
</td>
</tr>
</table>

<p id="wx82">Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1.500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx83">Brasil</a>. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos <a href="/wpt/Tupi" title="Tupi" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupi" wx:page_id="1802" id="wx84">Tupi</a>, <a href="/wpt/Macro-J%C3%AA" title="Macro-Jê" wx:linktype="known" wx:pagename="Macro-Jê" wx:page_id="264842" id="wx85">Macro-Jê</a> e <a href="/wpt/L%C3%ADnguas_aruaques" title="Línguas aruaques" wx:linktype="known" wx:pagename="Línguas_aruaques" wx:page_id="169276" id="wx86">Aruaque</a>. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanomami, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru. Evidentemente, o fato de duas sociedades indígenas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.<sup id="_ref-0" class="reference"><a href="#_note-0" title="" wx:fragment="_note-0" wx:linktype="note" id="wx87"/></sup></p>

<p id="wx88">Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua <a href="/wpt/Coloniza%C3%A7%C3%A3o" title="Colonização" wx:linktype="known" wx:pagename="Colonização" wx:page_id="68794" id="wx89">colonização</a> começou efetivamente em <a href="/wpt/1532" title="1532" wx:linktype="known" wx:pagename="1532" wx:page_id="28199" id="wx90">1532</a>, de forma gradativa. Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos <a href="/wpt/Pa%C3%ADses_Baixos" title="Países Baixos" wx:linktype="known" wx:pagename="Países_Baixos" wx:page_id="3374" id="wx91">holandeses</a>, <a href="/wpt/Inglesa" title="Inglesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Inglesa" wx:page_id="206131" id="wx92">ingleses</a> e <a href="/wpt/Fran%C3%A7a" title="França" wx:linktype="known" wx:pagename="França" wx:page_id="827" id="wx93">franceses</a> que tinham ficado de fora do <a href="/wpt/Tratado_de_Tordesilhas" title="Tratado de Tordesilhas" wx:linktype="known" wx:pagename="Tratado_de_Tordesilhas" wx:page_id="39400" id="wx94">Tratado de Tordesilhas</a> (acordo entre <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx95">Portugal</a> e <a href="/wpt/Espanha" title="Espanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Espanha" wx:page_id="785" id="wx96">Espanha</a>, em <a href="/wpt/1494" title="1494" wx:linktype="known" wx:pagename="1494" wx:page_id="28173" id="wx97">1494</a>, que dividiu as terras recém descobertas). No ano de <a href="/wpt/1530" title="1530" wx:linktype="known" wx:pagename="1530" wx:page_id="15733" id="wx98">1530</a>, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por <a href="/wpt/Martim_Afonso_de_Sousa" title="Martim Afonso de Sousa" wx:linktype="known" wx:pagename="Martim_Afonso_de_Sousa" wx:page_id="60377" id="wx99">Martim Afonso de Sousa</a> e tinha como objetivos povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de <a href="/wpt/Cana-de-a%C3%A7%C3%BAcar" title="Cana-de-açúcar" wx:linktype="known" wx:pagename="Cana-de-açúcar" wx:page_id="35779" id="wx100">cana-de-açúcar</a> no Brasil. Com isso a <a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx101">língua portuguesa</a> passa a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações européias vêm para o Brasil, como a <a href="/wpt/Fran%C3%A7a" title="França" wx:linktype="known" wx:pagename="França" wx:page_id="827" id="wx102">França</a> e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de <a href="/wpt/Pernambuco" title="Pernambuco" wx:linktype="known" wx:pagename="Pernambuco" wx:page_id="1518" id="wx103">Pernambuco</a>).</p>

<p id="wx104">No início da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos índios <a href="/wpt/Tupinamb%C3%A1" title="Tupinambá" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupinambá" wx:page_id="502876" id="wx105">Tupinambá</a> (tronco <a href="/wpt/Tupi" title="Tupi" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupi" wx:page_id="1802" id="wx106">Tupi</a>) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. Já no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVI" title="Século XVI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVI" wx:page_id="10583" id="wx107">século XVI</a>, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram uma minoria entre a população indígena. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de <a href="/wpt/L%C3%ADngua_Bras%C3%ADlica" title="Língua Brasílica" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_Brasílica" wx:page_id="366483" id="wx108">Brasílica</a>, intensificou-se e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro. Com o decorrer do tempo essa língua foi-se modificando e, a partir da segunda metade do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVII" title="Século XVII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVII" wx:page_id="10580" id="wx109">século XVII</a>, passou a chamar-se de <a href="/wpt/L%C3%ADngua_geral" title="Língua geral" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_geral" wx:page_id="264791" id="wx110">língua geral</a>.</p>

<p id="wx111">A língua geral era a língua falada pela maioria da população. Era a língua do contato entre índios de diferentes tribos, entre índios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou fortes marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:</p>

<ul id="wx112">
<li id="wx113">
<p id="wx114">A <b id="wx115"><a href="/wpt/L%C3%ADngua_Geral_Paulista" title="Língua Geral Paulista" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_Geral_Paulista" wx:page_id="264787" id="wx116">Língua Geral Paulista</a></b>: originária na língua dos <a href="/wpt/%C3%8Dndio" title="Índio" wx:linktype="known" wx:pagename="Índio" wx:page_id="5722" id="wx117">índios</a> <a href="/wpt/Tupi" title="Tupi" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupi" wx:page_id="1802" id="wx118">Tupi</a> de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Vicente" title="São Vicente" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Vicente" wx:page_id="5035" id="wx119">São Vicente</a> e do alto rio <a href="/wpt/Tiet%C3%AA" title="Tietê" wx:linktype="known" wx:pagename="Tietê" wx:page_id="35211" id="wx120">Tietê</a>, passa a ser falada pelos <a href="/wpt/Bandeirantes" title="Bandeirantes" wx:linktype="known" wx:pagename="Bandeirantes" wx:page_id="63146" id="wx121">bandeirantes</a> no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVII" title="Século XVII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVII" wx:page_id="10580" id="wx122">século XVII</a>. Dessa forma, ouve-se tal idioma em locais em que esses índios jamais estiveram, influenciando o modo de falar dos brasileiros.</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx123">
<li id="wx124">
<p id="wx125">O <b id="wx126"><a href="/wpt/Nheengatu" title="Nheengatu" wx:linktype="known" wx:pagename="Nheengatu" wx:page_id="71806" id="wx127">Nheengatu</a></b>, (<i id="wx128">ie’engatú</i> = "língua boa") é uma língua tupi-guarani falada no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx129">Brasil</a> e países limítrofes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos <a href="/wpt/Jesu%C3%ADtas" title="Jesuítas" wx:linktype="known" wx:pagename="Jesuítas" wx:page_id="112593" id="wx130">jesuítas</a> <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx131">portugueses</a> nos séculos XVII e XVIII, tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia <a href="/wpt/Tupinamb%C3%A1" title="Tupinambá" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupinambá" wx:page_id="502876" id="wx132">tupinambá</a> e como referência a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx133">português</a> e do <a href="/wpt/L%C3%ADngua_castelhana" title="Língua castelhana" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_castelhana" wx:page_id="23159" id="wx134">castelhano</a>.</p>
</li>
</ul>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx135"><a href="/wpt/Imagem:Louis-Michel_van_Loo_003.jpg" title="O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Louis-Michel_van_Loo_003.jpg" id="wx136"><img src="/wpt/Imagem:Louis-Michel_van_Loo_003.jpg" alt="O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral." width="200" id="wx137"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx138">
<p id="wx139">O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral.</p>
</div>
</div>

<a id="O_portugu.C3.AAs_no_Brasil" name="O_portugu.C3.AAs_no_Brasil"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="O português no Brasil" id="wxsec3"><h2 id="wx140">O português no Brasil</h2>

<p id="wx141">Com a saída dos holandeses em <a href="/wpt/1654" title="1654" wx:linktype="known" wx:pagename="1654" wx:page_id="2009" id="wx142">1654</a>, o português passa a ser a única “Língua de Estado” do Brasil. No fim do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVII" title="Século XVII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVII" wx:page_id="10580" id="wx143">século XVII</a>, os <a href="/wpt/Bandeirantes" title="Bandeirantes" wx:linktype="known" wx:pagename="Bandeirantes" wx:page_id="63146" id="wx144">bandeirantes</a> iniciam a exploração do interior do continente, e descobrem <a href="/wpt/Ouro" title="Ouro" wx:linktype="known" wx:pagename="Ouro" wx:page_id="5752" id="wx145">ouro</a> e diamantes. Devido a isso, o número de imigrantes portugueses no Brasil e o número de falantes da Língua Portuguesa no Brasil passam a aumentar, superando os falantes da língua geral (derivada do tupinambá). Em 17 de agosto de <a href="/wpt/1758" title="1758" wx:linktype="known" wx:pagename="1758" wx:page_id="18516" id="wx146">1758</a>, o <a href="/wpt/Marqu%C3%AAs_de_Pombal" title="Marquês de Pombal" wx:linktype="known" wx:pagename="Marquês_de_Pombal" wx:page_id="838082" id="wx147">Marquês de Pombal</a> instituiu o português como a língua oficial do Brasil, ficando proibido o uso da língua geral. Nesta altura, devido à evolução natural da língua, o Português falado no Brasil já tinha características próprias que o diferenciavam do falado em Portugal.</p>

<p id="wx148">No <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVII" title="Século XVII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVII" wx:page_id="10580" id="wx149">século XVII</a>, devido à intensificação do cultivo de <a href="/wpt/Cana-de-a%C3%A7%C3%BAcar" title="Cana-de-açúcar" wx:linktype="known" wx:pagename="Cana-de-açúcar" wx:page_id="35779" id="wx150">cana-de-açúcar</a>, existe um grande fluxo de escravos vindos da <a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx151">África</a>, que se espalharam por todas as regiões ocupadas pelos <a href="/wpt/Portugueses" title="Portugueses" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugueses" wx:page_id="282574" id="wx152">portugueses</a> e que trazem uma influência lexical africana para o português falado no Brasil. Para se ter uma idéia, no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVI" title="Século XVI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVI" wx:page_id="10583" id="wx153">século XVI</a> foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVII" title="Século XVII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVII" wx:page_id="10580" id="wx154">século XVII</a> e 1 milhão e 300 mil no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVIII" title="Século XVIII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVIII" wx:page_id="10579" id="wx155">século XVIII</a>. A influência lexical africana veio principalmente da <a href="/wpt/L%C3%ADngua_iorub%C3%A1" title="Língua iorubá" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_iorubá" wx:page_id="8806" id="wx156">língua iorubá</a>, falado pelos negros vindos da Nigéria, e do <a href="/wpt/Quimbundo" title="Quimbundo" wx:linktype="known" wx:pagename="Quimbundo" wx:page_id="1676561" id="wx157">quimbundo</a> angolano.</p>

<p id="wx158">Com a fuga da família real para o Brasil em <a href="/wpt/1808" title="1808" wx:linktype="known" wx:pagename="1808" wx:page_id="28412" id="wx159">1808</a>, como conseqüência das <a href="/wpt/Guerra_Peninsular" title="Guerra Peninsular" wx:linktype="known" wx:pagename="Guerra_Peninsular" wx:page_id="74433" id="wx160">invasões francesas</a>, ocorre uma <i id="wx161">relusitanização</i> no falar da cidade do <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx162">Rio de Janeiro</a>, que passou a ser a capital do país. Acompanhando a família real, chegam ao Rio de Janeiro cerca de 15 mil portugueses. Essa <i id="wx163">relusitanização</i> expande-se e influencia outras partes do Brasil.</p>

<p id="wx164">Em <a href="/wpt/1822" title="1822" wx:linktype="known" wx:pagename="1822" wx:page_id="18969" id="wx165">1822</a> o Brasil torna-se independente. Com isso o <a href="/wpt/Tr%C3%A1fico_negreiro" title="Tráfico negreiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Tráfico_negreiro" wx:page_id="104923" id="wx166">tráfico negreiro</a> diminui e muitos imigrantes europeus, como alemães e italianos, chegam ao país. Em números absolutos os italianos formaram a maior corrente imigratória no país. Deste modo, as especificidades lingüísticas dos imigrantes italianos interferiram nas transformações da língua portuguesa no Brasil. Assim, palavras foram agregadas de outros idiomas europeus.</p>

<p id="wx167">Na segunda metade do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIX" title="Século XIX" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIX" wx:page_id="1774" id="wx168">século XIX</a> ocorre um tentativa, dos autores <a href="/wpt/Romantismo" title="Romantismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Romantismo" wx:page_id="18685" id="wx169">romantistas</a>, de criar uma <i id="wx170">personalidade literal</i> brasileira. Entretanto, o movimento que consagrou rapidamente a norma brasileira foi o <a href="/wpt/Modernismo_brasileiro" title="Modernismo brasileiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Modernismo_brasileiro" wx:page_id="1626075" id="wx171">Modernismo brasileiro</a>. Esse foi um movimento de nacionalização que rompeu com o <a href="/wpt/Parnasianismo" title="Parnasianismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Parnasianismo" wx:page_id="57648" id="wx172">Parnasianismo</a> e com a imitação do padrão tradicional do Português, privilegiando as peculiaridades do falar brasileiro. O Modernismo brasileiro nasceu no dia <a href="/wpt/11_de_fevereiro" title="11 de fevereiro" wx:linktype="known" wx:pagename="11_de_fevereiro" wx:page_id="41133" id="wx173">11 de fevereiro</a> de <a href="/wpt/1922" title="1922" wx:linktype="known" wx:pagename="1922" wx:page_id="13741" id="wx174">1922</a>, com a <a href="/wpt/Semana_de_arte_moderna_de_1922" title="Semana de arte moderna de 1922" wx:linktype="known" wx:pagename="Semana_de_arte_moderna_de_1922" wx:page_id="915396" id="wx175">Semana de arte moderna de 1922</a>. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos.</p>

<p id="wx176">Há várias idéias acerca de quando começaram a divergir o Português do Brasil e o de Portugal. O professor titular da <a href="/wpt/USP" title="USP" wx:linktype="known" wx:pagename="USP" wx:page_id="7679" id="wx177">USP</a> <a href="/wpt/Ataliba_Teixeira_de_Castilho" title="Ataliba Teixeira de Castilho" wx:linktype="known" wx:pagename="Ataliba_Teixeira_de_Castilho" wx:page_id="424555" id="wx178">Ataliba Teixeira de Castilho</a> disse numa entrevista ao jornal da <a href="/wpt/UNICAMP" title="UNICAMP" wx:linktype="known" wx:pagename="UNICAMP" wx:page_id="13561" id="wx179">UNICAMP</a>:<sup id="_ref-Entrevista_Unicamp_0" class="reference"><a href="#_note-Entrevista_Unicamp" title="" wx:fragment="_note-Entrevista_Unicamp" wx:linktype="note" id="wx180"/></sup></p>

<dl id="wx181">
<dd id="wx182">
<p id="wx183">"Há várias posições sobre isso. Uns dizem que a partir do Século XIX começou a ser construída uma gramática do português brasileiro, quer dizer, uma nova língua, distinta do português europeu. Mas se analisar o português medieval, como fez a minha mulher Célia Maria Moraes de Castilho em sua tese de doutorado, descobre-se que aquilo que se explicava como um abrasileiramento do português, na verdade, já se encontrava lá, sobretudo nos documentos do Século XV. Ou seja, esse português veio para o Brasil e foi preservado. Nós estamos fazendo mudanças gramaticais a partir dessa base. Já Portugal, a partir do Século XVIII, imprimiu um novo rumo à língua, por isso é que muito do que aqui sobreviveu, não existe mais lá. Eles é que estão diferentes, não nós."</p>
</dd>
</dl>

<p id="wx184">É preciso, também, não esquecer que em Portugal existe uma grande variedade de dialetos para além do de Lisboa, alguns mais próximos dos brasileiros.</p>

<a id="Diferen.C3.A7as_entre_o_portugu.C3.AAs_do_Brasil_e_de_Portugal" name="Diferen.C3.A7as_entre_o_portugu.C3.AAs_do_Brasil_e_de_Portugal"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Diferenças entre o português do Brasil e de Portugal" id="wxsec4"><h2 id="wx185">Diferenças entre o português do Brasil e de Portugal</h2>

<a id="Sistema_fon.C3.A9tico_e_fonol.C3.B3gico" name="Sistema_fon.C3.A9tico_e_fonol.C3.B3gico"/>
<wx:section level="3" title="Sistema fonético e fonológico" id="wxsec14"><h3 id="wx186">Sistema fonético e fonológico</h3>

<p id="wx187">O português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul <sup id="_ref-1" class="reference"><a href="#_note-1" title="" wx:fragment="_note-1" wx:linktype="note" id="wx188"/></sup></p>

<p id="wx189">Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira:</p>

<a id="Aspectos_conservadores" name="Aspectos_conservadores"/>
<wx:section level="4" title="Aspectos conservadores" id="wxsec28"><h4 id="wx190">Aspectos conservadores</h4>

<p id="wx191">Na maior parte do Brasil, os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"), em vez de [š] e [ž] como em Portugal.</p>

<p id="wx192">As vogais átonas permaneceram abertas, perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII" <sup id="_ref-2" class="reference"><a href="#_note-2" title="" wx:fragment="_note-2" wx:linktype="note" id="wx193"/></sup></p>

<p id="wx194">Por outro lado, certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ęy] em ditongos como do "ei" em "primeiro", versus a pronúncia [äy]; a pronúncia do "e" tónico como [ę], versus [ä], em palavras como "espelho" ou "vejo" <sup id="_ref-3" class="reference"><a href="#_note-3" title="" wx:fragment="_note-3" wx:linktype="note" id="wx195"/></sup>.</p>

<a id="Aspectos_inovadores" name="Aspectos_inovadores"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Aspectos inovadores" id="wxsec29"><h4 id="wx196">Aspectos inovadores</h4>

<p id="wx197">Entre outros, assinalam-se os seguintes: Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tónicas <i id="wx198">a</i>, <i id="wx199">e</i> e <i id="wx200">o</i> seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. "vénia", "Antônio" vs. "António"); O mesmo fenómeno ocorre nas vogais das sílabas pretónicas (ex: o primeiro "a" de cadeira, pronunciado /a/ no Brasil e /ä/ em Portugal); Vocalização do "l" velar, como em "animal", pronunciado [ąnimąw]. <sup id="_ref-4" class="reference"><a href="#_note-4" title="" wx:fragment="_note-4" wx:linktype="note" id="wx201"/></sup></p>

<a id="Morfologia_e_sintaxe" name="Morfologia_e_sintaxe"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="3" title="Morfologia e sintaxe" id="wxsec15"><h3 id="wx202">Morfologia e sintaxe</h3>

<p id="wx203">A construção <i id="wx204">estar</i> + <i id="wx205">gerúndio</i> domina no Brasil, versus a construção <i id="wx206">estar</i> + <i id="wx207">a</i> + <i id="wx208">infinitivo</i> que se tornou dominante no português padrão europeu (mas o uso do gerúndio permanece no Sul de Portugal e nas ilhas da Madeira e Açores) (ex: "estou escrevendo" vs. "estou a escrever");</p>

<p id="wx209">No Brasil pode-se utilizar o pronome possessivo sem ser precedido de artigo, ao contrário do que acontece em Portugal (ex: "meu computador" vs. "o meu computador");</p>

<p id="wx210">A colocação dos pronomes átonos é diferente no Brasil e em Portugal, na fala apenas. Na escrita, as regras são as mesmas. No entanto, prefere-se sempre o uso da próclise (pronome antes do verbo); ênclise (depois do verbo), apenas em formalidades; e mesóclise (no meio, como construir-te-ia), quase nunca usada.</p>

<ul id="wx211">
<li id="wx212">
<p id="wx213">exemplo: "Me diga uma coisa" (Brasil), vs. "Diga-me uma coisa" (Portugal), "Pode me dizer" (Brasil) vs. "Pode dizer-me"(Portugal) <sup id="_ref-5" class="reference"><a href="#_note-5" title="" wx:fragment="_note-5" wx:linktype="note" id="wx214"/></sup></p>
</li>
</ul>

<a id="Sistema_fon.C3.A9tico" name="Sistema_fon.C3.A9tico"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Sistema fonético" id="wxsec5"><h2 id="wx215">Sistema fonético</h2>

<p id="wx216">Os fonemas usados no português do Brasil são, muitas vezes, diferentes dos usados no português europeu, ou seja, uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu, entretanto, dentro de cada padrão, esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. O português brasileiro utiliza 34 fonemas, sendo treze vogais, dezenove consoantes e duas semivogais.</p>

<p id="wx217"><a href="/wpt/Imagem:Tabelafonemaspb1.gif" title="Imagem:Tabelafonemaspb1.gif" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Tabelafonemaspb1.gif" wx:page_id="334486" id="wx218"><img src="/wpt/Imagem:Tabelafonemaspb1.gif" alt="Imagem:Tabelafonemaspb1.gif" id="wx219"/></a><br id="wx220"/>
<a href="/wpt/Imagem:Tabelafonemaspb2.gif" title="Imagem:Tabelafonemaspb2.gif" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Tabelafonemaspb2.gif" wx:page_id="334490" id="wx221"><img src="/wpt/Imagem:Tabelafonemaspb2.gif" alt="Imagem:Tabelafonemaspb2.gif" id="wx222"/></a></p>

<a id="Alguns_fen.C3.B4menos_de_pron.C3.BAncia" name="Alguns_fen.C3.B4menos_de_pron.C3.BAncia"/>
<wx:section level="3" title="Alguns fenômenos de pronúncia" id="wxsec16"><h3 id="wx223">Alguns fenômenos de pronúncia</h3>

<p id="wx224">O português brasileiro também apresenta alguns fenômenos fonológicos que não ocorreram, tal qual ocorreu no Brasil, na variedade européia. Tais fenômenos ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi, ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. Alguns autores, porém, contestam a tese de que houve uma influência, preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes, embrionárias ou incipientes na língua-tronco"<sup id="_ref-6" class="reference"><a href="#_note-6" title="" wx:fragment="_note-6" wx:linktype="note" id="wx225"/></sup>, porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas.</p>

<ul id="wx226">
<li id="wx227">
<p id="wx228">ensurdecimento e queda do <i id="wx229">r</i> final: ocorre também em francês, provençal, andaluz, etc;</p>
</li>

<li id="wx230"><a href="/wpt/Ie%C3%ADsmo" class="new" title="Ieísmo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Ieísmo" id="wx231">ieísmo</a>
<p id="wx232">(e. g. *<i id="wx233">mu<b id="wx234">i</b>er</i> por <i id="wx235">mu<b id="wx236">lh</b>er</i> ou *<i id="wx237">traba<b id="wx238">i</b>o</i> por <i id="wx239">traba<b id="wx240">lh</b>o</i>): no francês, em espanhol, no galego, em Portugal, em dialetos crioulos portugueses;</p>
</li>

<li id="wx241">
<p id="wx242">redução de <i id="wx243">nd</i> a <i id="wx244">n</i> nos <a href="/wpt/Ger%C3%BAndio" title="Gerúndio" wx:linktype="known" wx:pagename="Gerúndio" wx:page_id="69323" id="wx245">gerúndios</a> (e. g. *<i id="wx246">anda<b id="wx247">n</b>o</i> em vez de <i id="wx248">anda<b id="wx249">nd</b>o</i>): efetuou-se no catalão antigo, aragonês, italiano central e meridional;</p>
</li>

<li id="wx250">
<p id="wx251">alguns casos de <a href="/wpt/Ep%C3%AAntese" title="Epêntese" wx:linktype="known" wx:pagename="Epêntese" wx:page_id="36496" id="wx252">epêntese</a> (e. g., *<i id="wx253">f<b id="wx254">u</b>lô</i> por <i id="wx255">flor</i> ou *<i id="wx256"><b id="wx257">que</b>laro</i> por <i id="wx258">claro</i>): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas;</p>
</li>

<li id="wx259">
<p id="wx260">terminação verbal átona desnasalizada (e. g. *<i id="wx261">amar<b id="wx262">o</b></i> por <i id="wx263">amar<b id="wx264">am</b></i>): ocorre o mesmo em alguns falares do <a href="/wpt/Norte_de_Portugal" title="Norte de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Norte_de_Portugal" wx:page_id="833775" id="wx265">Norte de Portugal</a>, como o do <a href="/wpt/Baixo_Minho_%28prov%C3%ADncia%29" title="Baixo Minho (província)" wx:linktype="known" wx:pagename="Baixo_Minho_(província)" wx:page_id="95488" id="wx266">Baixo Minho</a>;</p>
</li>

<li id="wx267">
<p id="wx268">queda ou vocalização do <i id="wx269">l</i> final (e. g. *<i id="wx270">fina<b id="wx271">w</b></i> em vez de <i id="wx272">fina<b id="wx273">l</b></i>): possível de ouvir também em algumas zonas do <a href="/wpt/Alto_Minho" title="Alto Minho" wx:linktype="known" wx:pagename="Alto_Minho" wx:page_id="95485" id="wx274">Alto Minho</a>, no <a href="/wpt/Norte_de_Portugal" title="Norte de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Norte_de_Portugal" wx:page_id="833775" id="wx275">Norte de Portugal</a>.</p>
</li>
</ul>

<p id="wx276"><small id="wx277">Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas</small></p>

<a id="Dialetos_do_portugu.C3.AAs_brasileiro" name="Dialetos_do_portugu.C3.AAs_brasileiro"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Dialetos do português brasileiro" id="wxsec17"><h3 id="wx278">Dialetos do português brasileiro</h3>

<p id="wx279">A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade, maior ainda do que a da portuguesa<wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Carece_de_fontes" page_id="255346"/><sup id="wx280"><font color="gray" id="wx281">[</font><a href="/wpt/Wikipedia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes" title="Wikipedia:Livro de estilo/Cite as fontes" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Livro_de_estilo/Cite_as_fontes" id="wx282"><span title="Esta afirmativa precisa de uma referência para confirmá-la ." id="wx283"><font color="gray" id="wx284"><i id="wx285">carece de fontes</i></font></span></a><span class="printfooter" id="wx286">?</span><font color="gray" id="wx287">]</font></sup><wx:templateend start="wx_t1"/>, o que surpreende em se tratando de um pais tão grande. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_europeu" title="Português europeu" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_europeu" wx:page_id="289945" id="wx288">português europeu</a> leva à conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas, já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil.</p>

<p id="wx289">Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. Alguns dialetos, como o <a href="/wpt/Dialeto_caipira" title="Dialeto caipira" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_caipira" wx:page_id="68160" id="wx290">dialeto caipira</a>, já foram estudados, estabelecidos e reconhecidos por lingüistas tais como <a href="/wpt/Amadeu_Amaral" title="Amadeu Amaral" wx:linktype="known" wx:pagename="Amadeu_Amaral" wx:page_id="297279" id="wx291">Amadeu Amaral</a>. Contudo, há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos, e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo <a href="/wpt/Filologia" title="Filologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filologia" wx:page_id="70645" id="wx292">filólogo</a> <a href="/wpt/Antenor_Nascentes" title="Antenor Nascentes" wx:linktype="known" wx:pagename="Antenor_Nascentes" wx:page_id="339854" id="wx293">Antenor Nascentes</a>. Em entrevista ao jornal da UNICAMP<sup id="_ref-Entrevista_Unicamp_1" class="reference"><a href="#_note-Entrevista_Unicamp" title="" wx:fragment="_note-Entrevista_Unicamp" wx:linktype="note" id="wx294"/></sup>, o lingüista <a href="/wpt/Ataliba_de_Castilho" title="Ataliba de Castilho" wx:linktype="known" wx:pagename="Ataliba_de_Castilho" wx:page_id="1086085" id="wx295">Ataliba de Castilho</a> diz que o padrão do português paulista espalhou-se pelo Brasil. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras, das entradas e dos tropeiros, verá que os paulistas tomaram várias direções, para Minas e Goiás, para o Mato Grosso, para os estados do sul. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. Na direção do Vale do Paraíba, eles levaram o português paulista até Macaé, no estado do Rio de Janeiro. Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. Isso mudou em 1806, quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. João VI chegou com sua Corte, cerca de 16 mil portugueses. E não eram portugueses quaisquer. Eram portugueses da Corte. Seu prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada. E os cariocas começaram a chiar, como os portugueses de então. O português paulista do século XVI precisa ser estudado, porque ele foi levado para quase todo o país, com exceção do Nordeste e do Norte". A primeira célula do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas bandeirantes paulistas,escravos,índios e europeus, criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas...</p>

<ol id="wx296">
<li id="wx297"><a href="/wpt/Dialeto_caipira" title="Dialeto caipira" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_caipira" wx:page_id="68160" id="wx298">Caipira</a>
<p id="wx299">- <i id="wx300">parte do interior do estado de <b id="wx301">São Paulo</b> e de <b id="wx302">Goiás</b>, parte do norte do <b id="wx303">Paraná</b>, parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sul de <b id="wx304">Minas Gerais</b></i> e Triangulo Mineiro</p>
</li>

<li id="wx305"><a href="/wpt/Dialeto_cearense" class="new" title="Dialeto cearense" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_cearense" id="wx306">Cearense</a>
<p id="wx307">- <i id="wx308"><a href="/wpt/Cear%C3%A1" title="Ceará" wx:linktype="known" wx:pagename="Ceará" wx:page_id="558" id="wx309">Ceará</a></i></p>
</li>

<li id="wx310"><a href="/wpt/Dialeto_baiano" class="new" title="Dialeto baiano" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_baiano" id="wx311">Baiano</a>
<p id="wx312">- <i id="wx313">região da <a href="/wpt/Bahia" title="Bahia" wx:linktype="known" wx:pagename="Bahia" wx:page_id="453" id="wx314">Bahia</a></i></p>
</li>

<li id="wx315"><a href="/wpt/Dialeto_Carioca" class="new" title="Dialeto Carioca" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_Carioca" id="wx316">Carioca</a>
<p id="wx317">- <i id="wx318"><a href="/wpt/Rio_de_Janeiro_%28Capital%29" title="Rio de Janeiro (Capital)" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro_(Capital)" wx:page_id="396683" id="wx319">Rio de Janeiro (Capital)</a></i></p>
</li>

<li id="wx320"><a href="/wpt/Dialeto_fluminense" title="Dialeto fluminense" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_fluminense" wx:page_id="114912" id="wx321">Fluminense</a>
<p id="wx322">(<a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/hlp/geografia/som90.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx323">ouvir</a>) - <i id="wx324">Estado do Rio de Janeiro</i> (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio)</p>
</li>

<li id="wx325"><a href="/wpt/Dialeto_ga%C3%BAcho" title="Dialeto gaúcho" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_gaúcho" wx:page_id="115940" id="wx326">Gaúcho</a>
<p id="wx327">- <i id="wx328"><a href="/wpt/Rio_Grande_do_Sul" title="Rio Grande do Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_Grande_do_Sul" wx:page_id="2731" id="wx329">Rio Grande do Sul</a></i> (a cidade de <a href="/wpt/Porto_Alegre" title="Porto Alegre" wx:linktype="known" wx:pagename="Porto_Alegre" wx:page_id="7197" id="wx330">Porto Alegre</a> possui um jeito de falar próprio)</p>
</li>

<li id="wx331"><a href="/wpt/Dialeto_mineiro" title="Dialeto mineiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_mineiro" wx:page_id="213529" id="wx332">Mineiro</a>
<p id="wx333">- <i id="wx334"><a href="/wpt/Minas_Gerais" title="Minas Gerais" wx:linktype="known" wx:pagename="Minas_Gerais" wx:page_id="1257" id="wx335">Minas Gerais</a></i> (a cidade de <a href="/wpt/Belo_Horizonte" title="Belo Horizonte" wx:linktype="known" wx:pagename="Belo_Horizonte" wx:page_id="484" id="wx336">Belo Horizonte</a> possui um jeito de falar próprio)</p>
</li>

<li id="wx337"><a href="/wpt/Dialeto_nordestino" title="Dialeto nordestino" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_nordestino" wx:page_id="818208" id="wx338">Nordestino</a>
<p id="wx339">(<a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/hlp/geografia/som91.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx340">ouvir</a>) - <i id="wx341">Estados do <a href="/wpt/Nordeste_brasileiro" title="Nordeste brasileiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Nordeste_brasileiro" wx:page_id="52698" id="wx342">nordeste brasileiro</a></i> (o interior e o <a href="/wpt/Recife" title="Recife" wx:linktype="known" wx:pagename="Recife" wx:page_id="1679" id="wx343">Recife</a> têm falares próprios)</p>
</li>

<li id="wx344"><a href="/wpt/Dialeto_nortista" class="new" title="Dialeto nortista" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_nortista" id="wx345">Nortista</a>
<p id="wx346">- <i id="wx347">estados da bacia do <a href="/wpt/Amazonas" title="Amazonas" wx:linktype="known" wx:pagename="Amazonas" wx:page_id="298" id="wx348">Amazonas</a></i>,O estado de <a href="/wpt/Tocantins" title="Tocantins" wx:linktype="known" wx:pagename="Tocantins" wx:page_id="1825" id="wx349">Tocantins</a> tem um falar próprio,semelhante ao nordestino.</p>
</li>

<li id="wx350"><a href="/wpt/Dialeto_paulistano" title="Dialeto paulistano" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_paulistano" wx:page_id="114909" id="wx351">Paulistano</a>
<p id="wx352">- <i id="wx353">cidade de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Paulo_%28cidade%29" title="São Paulo (cidade)" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Paulo_(cidade)" wx:page_id="7847" id="wx354">São Paulo</a></i></p>
</li>

<li id="wx355"><a href="/wpt/Dialeto_sertanejo" class="new" title="Dialeto sertanejo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_sertanejo" id="wx356">Sertão</a>
<p id="wx357">- <i id="wx358">Estados de <a href="/wpt/Goi%C3%A1s" title="Goiás" wx:linktype="known" wx:pagename="Goiás" wx:page_id="917" id="wx359">Goiás</a> e <a href="/wpt/Mato_Grosso" title="Mato Grosso" wx:linktype="known" wx:pagename="Mato_Grosso" wx:page_id="1255" id="wx360">Mato Grosso</a></i>,apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso,apenas <a href="/wpt/Goi%C3%A1s" title="Goiás" wx:linktype="known" wx:pagename="Goiás" wx:page_id="917" id="wx361">Goiás</a> permaneceu com esse dialeto.</p>
</li>

<li id="wx362"><a href="/wpt/Dialeto_sulista" class="new" title="Dialeto sulista" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_sulista" id="wx363">Sulista</a>
<p id="wx364">- <i id="wx365">Estados do <a href="/wpt/Paran%C3%A1" title="Paraná" wx:linktype="known" wx:pagename="Paraná" wx:page_id="1483" id="wx366">Paraná</a> e <a href="/wpt/Santa_Catarina" title="Santa Catarina" wx:linktype="known" wx:pagename="Santa_Catarina" wx:page_id="1705" id="wx367">Santa Catarina</a></i> (a cidade de <a href="/wpt/Curitiba" title="Curitiba" wx:linktype="known" wx:pagename="Curitiba" wx:page_id="608" id="wx368">Curitiba</a> tem um falar próprio,há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense, próximo ao açoriano),o oeste e serra catarinense sofre influência do gaúcho,o norte catarinense e o vale do itajaí falem um dialeto com influências alemãs e o sul catarinense(mais precisamente em <a href="/wpt/Crici%C3%BAma" title="Criciúma" wx:linktype="known" wx:pagename="Criciúma" wx:page_id="606" id="wx369">Criciúma</a>)possui um falar bem parecido com o Italiano chegando a ser quase incompreendível em algumas regiões.</p>
</li>

<li id="wx370">
<p id="wx371">"<a href="/wpt/Manezinho_da_Ilha" title="Manezinho da Ilha" wx:linktype="known" wx:pagename="Manezinho_da_Ilha" wx:page_id="856065" id="wx372">Manezinho da Ilha</a>" - <i id="wx373">Cidade de <a href="/wpt/Florian%C3%B3polis" title="Florianópolis" wx:linktype="known" wx:pagename="Florianópolis" wx:page_id="888" id="wx374">Florianópolis</a></i> (próximo ao açoriano)</p>
</li>

<li id="wx375">
<p id="wx376">"<a href="/wpt/Brasiliense" title="Brasiliense" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasiliense" wx:page_id="68946" id="wx377">Brasiliense</a>" - <i id="wx378">Cidade de <a href="/wpt/Bras%C3%ADlia" title="Brasília" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasília" wx:page_id="449" id="wx379">Brasília</a></i> a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar,graças as várias ondas de migração.</p>
</li>
</ol>

<ul id="wx380">
<li id="wx381">
<p id="wx382">Obs: Algumas cidades do interior do estado de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Paulo" title="São Paulo" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Paulo" wx:page_id="1719" id="wx383">São Paulo</a> tem um modo próprio de falar, exemplificando algumas cidades como <a href="/wpt/Campinas" title="Campinas" wx:linktype="known" wx:pagename="Campinas" wx:page_id="29868" id="wx384">Campinas</a> e algumas da <a href="/wpt/Regi%C3%A3o_Metropolitana_de_Campinas" title="Região Metropolitana de Campinas" wx:linktype="known" wx:pagename="Região_Metropolitana_de_Campinas" wx:page_id="60616" id="wx385">RMC</a>, um modo diferente de se falar, diferentemente do <a href="/wpt/Dialeto_caipira" title="Dialeto caipira" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_caipira" wx:page_id="68160" id="wx386">Caipira</a> que é bem intenso no município de <a href="/wpt/Piracicaba" title="Piracicaba" wx:linktype="known" wx:pagename="Piracicaba" wx:page_id="35080" id="wx387">Piracicaba</a>, e do <a href="/wpt/Dialeto_paulistano" title="Dialeto paulistano" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_paulistano" wx:page_id="114909" id="wx388">Paulistano</a>, mais falado na região da cidade de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Paulo_%28cidade%29" title="São Paulo (cidade)" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Paulo_(cidade)" wx:page_id="7847" id="wx389">São Paulo</a>.</p>
</li>
</ul>

<a id="Diferen.C3.A7as_lexicais" name="Diferen.C3.A7as_lexicais"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Diferenças lexicais" id="wxsec6"><h2 id="wx390">Diferenças lexicais</h2>

<wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:VT" page_id="158227"/>
<div align="right" id="wx391"><i id="wx392"><small id="wx393">Veja-se também:</small> <a href="/wpt/Lista_de_diferen%C3%A7as_lexicais_entre_vers%C3%B5es_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lista_de_diferenças_lexicais_entre_versões_da_língua_portuguesa" wx:page_id="1157778" id="wx394">Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa</a></i></div>

<wx:templateend start="wx_t2"/>
<p id="wx395">Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do PE, existe uma série de peculiaridades que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. Há ainda as palavras que, apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal), não são utilizadas por um ou por outro, gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante.</p>

<a id="Tupinismos" name="Tupinismos"/>
<wx:section level="3" title="Tupinismos" id="wxsec18"><h3 id="wx396">Tupinismos</h3>

<p id="wx397">São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da língua <a href="/wpt/Tupi" title="Tupi" wx:linktype="known" wx:pagename="Tupi" wx:page_id="1802" id="wx398">tupi</a> ou que por ela foram influenciados, como acontece com alguns <a href="/wpt/Sufixo" title="Sufixo" wx:linktype="known" wx:pagename="Sufixo" wx:page_id="62650" id="wx399">sufixos</a> que, segundo alguns autores, funcionam mais como <a href="/wpt/Adjetivo" title="Adjetivo" wx:linktype="known" wx:pagename="Adjetivo" wx:page_id="58512" id="wx400">adjetivos</a> do que como sufixos, já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. São exemplos destes <i id="wx401">sufixos</i> o -açu (grande), -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras <i id="wx402">arapaçu</i> (pássaro de bico grande), <i id="wx403">babaçu</i> (palmeira grande), <i id="wx404">mandiguaçu</i> (peixe grande), <i id="wx405">abatimirim</i> (arroz miúdo) ou <i id="wx406">mesa-mirim</i> (mesa pequena). Existem, no entanto, verdadeiros sufixos, como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras <i id="wx407">bibirana</i> (planta da família das <a href="/wpt/Annonaceae" title="Annonaceae" wx:linktype="known" wx:pagename="Annonaceae" wx:page_id="98895" id="wx408">anonáceas</a>), <i id="wx409">brancarana</i> (mulata clara) ou <i id="wx410">paroara</i> (natural do <a href="/wpt/Par%C3%A1" title="Pará" wx:linktype="known" wx:pagename="Pará" wx:page_id="1516" id="wx411">Pará</a>) e <i id="wx412">marajoara</i> (natural da <a href="/wpt/Ilha_do_Maraj%C3%B3" title="Ilha do Marajó" wx:linktype="known" wx:pagename="Ilha_do_Marajó" wx:page_id="75150" id="wx413">Ilha do Marajó</a>, <a href="/wpt/Par%C3%A1" title="Pará" wx:linktype="known" wx:pagename="Pará" wx:page_id="1516" id="wx414">Pará</a>).</p>

<p id="wx415">Outros exemplos são:</p>

<ul id="wx416">
<li id="wx417"><a href="/wpt/Topon%C3%ADmia" title="Toponímia" wx:linktype="known" wx:pagename="Toponímia" wx:page_id="283637" id="wx418"><b id="wx419">topônimos</b></a>
<p id="wx420">: <i id="wx421"><a href="/wpt/Ipanema" title="Ipanema" wx:linktype="known" wx:pagename="Ipanema" wx:page_id="36454" id="wx422">Ipanema</a></i>, <i id="wx423"><a href="/wpt/Tijuca" title="Tijuca" wx:linktype="known" wx:pagename="Tijuca" wx:page_id="50887" id="wx424">Tijuca</a></i>, <i id="wx425"><a href="/wpt/Cear%C3%A1" title="Ceará" wx:linktype="known" wx:pagename="Ceará" wx:page_id="558" id="wx426">Ceará</a></i>, <i id="wx427"><a href="/wpt/Taquara" title="Taquara" wx:linktype="known" wx:pagename="Taquara" wx:page_id="66809" id="wx428">Taquara</a></i>, <i id="wx429"><a href="/wpt/Par%C3%A1" title="Pará" wx:linktype="known" wx:pagename="Pará" wx:page_id="1516" id="wx430">Pará</a></i> e <i id="wx431"><a href="/wpt/Curicica" title="Curicica" wx:linktype="known" wx:pagename="Curicica" wx:page_id="391493" id="wx432">Curicica</a></i>;</p>
</li>

<li id="wx433"><b id="wx434">nomes ou sobrenomes de pessoas</b>
<p id="wx435">: <i id="wx436">Araci</i>, <i id="wx437">Jandaia</i> e <i id="wx438">Iara</i>;</p>
</li>

<li id="wx439"><b id="wx440"><a href="/wpt/Substantivo" title="Substantivo" wx:linktype="known" wx:pagename="Substantivo" wx:page_id="57243" id="wx441">substantivos</a></b>
<p id="wx442">peculiares da <a href="/wpt/Fauna" title="Fauna" wx:linktype="known" wx:pagename="Fauna" wx:page_id="523392" id="wx443">fauna</a> e <a href="/wpt/Flora" title="Flora" wx:linktype="known" wx:pagename="Flora" wx:page_id="55781" id="wx444">flora</a>: como <i id="wx445"><a href="/wpt/Cupim" title="Cupim" wx:linktype="known" wx:pagename="Cupim" wx:page_id="8795" id="wx446">cupim</a></i>, <i id="wx447"><a href="/wpt/Mandioca" title="Mandioca" wx:linktype="known" wx:pagename="Mandioca" wx:page_id="1227" id="wx448">mandioca</a></i>, <i id="wx449"><a href="/wpt/Jacarand%C3%A1" title="Jacarandá" wx:linktype="known" wx:pagename="Jacarandá" wx:page_id="384367" id="wx450">jacarandá</a></i>, <i id="wx451"><a href="/wpt/Abacaxi" title="Abacaxi" wx:linktype="known" wx:pagename="Abacaxi" wx:page_id="261" id="wx452">abacaxi</a></i> e <i id="wx453"><a href="/wpt/Ara%C3%ADba" class="new" title="Araíba" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Araíba" id="wx454">araíba</a></i>;</p>
</li>

<li id="wx455"><b id="wx456">nomes de utensílios, <a href="/wpt/Cren%C3%A7a" title="Crença" wx:linktype="known" wx:pagename="Crença" wx:page_id="5636" id="wx457">crenças</a> e fenômenos/fenómenos da <a href="/wpt/Natureza" title="Natureza" wx:linktype="known" wx:pagename="Natureza" wx:page_id="51887" id="wx458">natureza</a></b>
<p id="wx459">: <i id="wx460"><a href="/wpt/Urupema" title="Urupema" wx:linktype="known" wx:pagename="Urupema" wx:page_id="34696" id="wx461">urupema</a></i>, <i id="wx462"><a href="/wpt/Tip%C3%B3ia" class="new" title="Tipóia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Tipóia" id="wx463">tipóia</a></i>, <i id="wx464"><a href="/wpt/Moqueca" title="Moqueca" wx:linktype="known" wx:pagename="Moqueca" wx:page_id="59345" id="wx465">moqueca</a></i>, <i id="wx466"><a href="/wpt/Mingau" title="Mingau" wx:linktype="known" wx:pagename="Mingau" wx:page_id="51136" id="wx467">mingau</a></i>, <i id="wx468"><a href="/wpt/Iracema" title="Iracema" wx:linktype="known" wx:pagename="Iracema" wx:page_id="22743" id="wx469">iracema</a></i>, <i id="wx470"><a href="/wpt/Guri" title="Guri" wx:linktype="known" wx:pagename="Guri" wx:page_id="324240" id="wx471">guri</a></i> e <i id="wx472"><a href="/wpt/Xar%C3%A1" title="Xará" wx:linktype="known" wx:pagename="Xará" wx:page_id="1685342" id="wx473">xará</a></i>;</p>
</li>

<li id="wx474"><b id="wx475"><a href="/wpt/Doen%C3%A7a" title="Doença" wx:linktype="known" wx:pagename="Doença" wx:page_id="41074" id="wx476">enfermidades</a></b>
<p id="wx477">: <i id="wx478"><a href="/wpt/Catapora" title="Catapora" wx:linktype="known" wx:pagename="Catapora" wx:page_id="61880" id="wx479">catapora</a></i>.</p>
</li>
</ul>

<a id="Amerindinismos" name="Amerindinismos"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Amerindinismos" id="wxsec19"><h3 id="wx480">Amerindinismos</h3>

<p id="wx481">Existem influências de outras línguas índigenas não tupis que se falavam no país à data da chegada dos <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx482">portugueses</a> e com as quais houve contato. Os missionários <a href="/wpt/Jesu%C3%ADtas" title="Jesuítas" wx:linktype="known" wx:pagename="Jesuítas" wx:page_id="112593" id="wx483">jesuítas</a> denominaram de <i id="wx484"><a href="/wpt/Tapuia" title="Tapuia" wx:linktype="known" wx:pagename="Tapuia" wx:page_id="178673" id="wx485">tapuias</a></i> os <a href="/wpt/Povo_ind%C3%ADgena" title="Povo indígena" wx:linktype="known" wx:pagename="Povo_indígena" wx:page_id="1734660" id="wx486">aborígenes</a> não tupi.</p>

<a id="Africanismos" name="Africanismos"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Africanismos" id="wxsec20"><h3 id="wx487">Africanismos</h3>

<p id="wx488">O tráfico de <a href="/wpt/Escravatura" title="Escravatura" wx:linktype="known" wx:pagename="Escravatura" wx:page_id="1383915" id="wx489">escravos</a>, especialmente de <a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx490">África</a> para os engenhos brasileiros, trouxe consigo, mormente da família <i id="wx491"><a href="/wpt/Bantu" title="Bantu" wx:linktype="known" wx:pagename="Bantu" wx:page_id="272991" id="wx492">banto</a></i>, toda uma série de termos que em breve veio a determinar a criação de duas línguas africanas gerais: o <i id="wx493"><a href="/wpt/Nag%C3%B4" title="Nagô" wx:linktype="known" wx:pagename="Nagô" wx:page_id="15854" id="wx494">nagô</a></i> ou <i id="wx495"><a href="/wpt/Ioruba" title="Ioruba" wx:linktype="known" wx:pagename="Ioruba" wx:page_id="268565" id="wx496">ioruba</a></i> — especialmente na <a href="/wpt/Bahia" title="Bahia" wx:linktype="known" wx:pagename="Bahia" wx:page_id="453" id="wx497">Bahia</a> — e o <i id="wx498"><a href="/wpt/Quimbundo" title="Quimbundo" wx:linktype="known" wx:pagename="Quimbundo" wx:page_id="1676561" id="wx499">quimbundo</a></i>, mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país.</p>

<a id="Neologismos" name="Neologismos"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Neologismos" id="wxsec21"><h3 id="wx500">Neologismos</h3>

<p id="wx501">Há palavras novas (neologismos, que designam novos objetos, invenções, técnicas, etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal. São exemplos <i id="wx502">ônibus</i> por oposição a <i id="wx503"><a href="/wpt/Autocarro" title="Autocarro" wx:linktype="known" wx:pagename="Autocarro" wx:page_id="67112" id="wx504">autocarro</a></i>, <i id="wx505"><a href="/wpt/Trem" title="Trem" wx:linktype="known" wx:pagename="Trem" wx:page_id="47196" id="wx506">trem</a></i> por oposição a <i id="wx507">comboio</i>, <i id="wx508">bonde</i> por oposição a <i id="wx509"><a href="/wpt/El%C3%A9ctrico" title="Eléctrico" wx:linktype="known" wx:pagename="Eléctrico" wx:page_id="76355" id="wx510">eléctrico</a></i> ou <a href="/wpt/Comiss%C3%A1rio_de_bordo" title="Comissário de bordo" wx:linktype="known" wx:pagename="Comissário_de_bordo" wx:page_id="646767" id="wx511">aeromoça</a> por oposição a <i id="wx512">hospedeira de bordo</i>.</p>

<p id="wx513">Outras exemplos são <i id="wx514">gol</i> (pt <i id="wx515">golo</i>, de <i id="wx516">goal</i>, inglês, )), <i id="wx517">esporte</i> (pt <i id="wx518">desporto</i>, do inglês <i id="wx519">sport</i>), xampu (pt <i id="wx520">champô</i>, de <i id="wx521">shampoo</i>, inglês), <i id="wx522">usuário</i> (pt <i id="wx523">utilizador</i> [da Internet], do inglês <i id="wx524">user</i>).</p>

<p id="wx525">A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais:</p>

<center id="wx526">tr&gt; 

<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" align="center" width="300" class="wikitable" id="wx527">
<tr id="wx528">
<th id="wx529">
<p id="wx530">Brasil</p>
</th>
<th id="wx531">
<p id="wx532">Portugal</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx533">
<td id="wx534">
<p id="wx535">abridor de garrafas <i id="wx536">ou</i> saca-rolhas</p>
</td>
<td id="wx537">
<p id="wx538">saca-rolhas</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx539">
<td id="wx540">
<p id="wx541">abridor de latas</p>
</td>
<td id="wx542">
<p id="wx543">abre-latas</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx544">
<td id="wx545">
<p id="wx546">água-viva <i id="wx547">ou</i> medusa</p>
</td>
<td id="wx548">
<p id="wx549">alforreca <i id="wx550">ou</i> medusa</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx551">
<td id="wx552">
<p id="wx553">alho-poró</p>
</td>
<td id="wx554">
<p id="wx555">alho-porro</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx556">
<td id="wx557">
<p id="wx558">aquarela</p>
</td>
<td id="wx559">
<p id="wx560">aguarela</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx561">
<td id="wx562">
<p id="wx563">arquivo (de computador)</p>
</td>
<td id="wx564">
<p id="wx565">ficheiro</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx566">
<td id="wx567">
<p id="wx568">aterrissagem</p>
</td>
<td id="wx569">
<p id="wx570">aterragem</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx571">
<td id="wx572">
<p id="wx573">banheiro</p>
</td>
<td id="wx574">
<p id="wx575">casa-de-banho <i id="wx576">ou</i> quarto-de-banho</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx577">
<td id="wx578">
<p id="wx579">brócolis</p>
</td>
<td id="wx580">
<p id="wx581">brócolos</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx582">
<td id="wx583">
<p id="wx584">caminhão <i id="wx585">ou</i> camião (linguagem oral)</p>
</td>
<td id="wx586">
<p id="wx587">camião</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx588">
<td id="wx589">
<p id="wx590">carona</p>
</td>
<td id="wx591">
<p id="wx592">boleia</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx593">
<td id="wx594">
<p id="wx595">carro conversível</p>
</td>
<td id="wx596">
<p id="wx597">carro descapotável</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx598">
<td id="wx599">
<p id="wx600">carteira de identidade ou Registro Geral/RG</p>
</td>
<td id="wx601">
<p id="wx602">bilhete de identidade/BI</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx603">
<td id="wx604">
<p id="wx605">carteira/carta de motorista</p>
</td>
<td id="wx606">
<p id="wx607">carta de condução</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx608">
<td id="wx609">
<p id="wx610">chaveiro</p>
</td>
<td id="wx611">
<p id="wx612">porta-chaves <i id="wx613">ou</i> chaveiro</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx614">
<td id="wx615">
<p id="wx616">concreto</p>
</td>
<td id="wx617">
<p id="wx618">betão</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx619">
<td id="wx620">
<p id="wx621">diretor (de cinema)</p>
</td>
<td id="wx622">
<p id="wx623">realizador</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx624">
<td id="wx625">
<p id="wx626">esparadrapo, bandeide (band-aid)</p>
</td>
<td id="wx627">
<p id="wx628">penso, penso-rápido</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx629">
<td id="wx630">
<p id="wx631">fila de pessoas</p>
</td>
<td id="wx632">
<p id="wx633">fila <i id="wx634">ou</i> bicha</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx635">
<td id="wx636">
<p id="wx637">fones de ouvido</p>
</td>
<td id="wx638">
<p id="wx639">auscultadores, auriculares, fones</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx640">
<td id="wx641">
<p id="wx642">gol</p>
</td>
<td id="wx643">
<p id="wx644">golo</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx645">
<td id="wx646">
<p id="wx647">grampeador</p>
</td>
<td id="wx648">
<p id="wx649">agrafador</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx650">
<td id="wx651">
<p id="wx652">maiô</p>
</td>
<td id="wx653">
<p id="wx654">fato-de-banho</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx655">
<td id="wx656">
<p id="wx657">mamadeira</p>
</td>
<td id="wx658">
<p id="wx659">biberão</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx660">
<td id="wx661">
<p id="wx662">metrô</p>
</td>
<td id="wx663">
<p id="wx664">metro, metropolitano</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx665">
<td id="wx666">
<p id="wx667">nadadeiras, pé-de-pato</p>
</td>
<td id="wx668">
<p id="wx669">barbatanas</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx670">
<td id="wx671">
<p id="wx672">ônibus</p>
</td>
<td id="wx673">
<p id="wx674">autocarro</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx675">
<td id="wx676">
<p id="wx677">perua, van</p>
</td>
<td id="wx678">
<p id="wx679">carrinha</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx680">
<td id="wx681">
<p id="wx682">salva-vidas <i id="wx683">ou</i> guarda-vidas</p>
</td>
<td id="wx684">
<p id="wx685">salva-vidas <i id="wx686">ou</i> nadador-salvador</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx687">
<td id="wx688">
<p id="wx689">secretária eletrônica</p>
</td>
<td id="wx690">
<p id="wx691">atendedor de chamadas</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx692">
<td id="wx693">
<p id="wx694">sunga</p>
</td>
<td id="wx695">
<p id="wx696">calções de banho, calção de banho</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx697">
<td id="wx698">
<p id="wx699">(telefone) celular</p>
</td>
<td id="wx700">
<p id="wx701">telemóvel</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx702">
<td id="wx703">
<p id="wx704">terno</p>
</td>
<td id="wx705">
<p id="wx706">fato</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx707">
<td id="wx708">
<p id="wx709">trem</p>
</td>
<td id="wx710">
<p id="wx711">comboio</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="Ortografia" name="Ortografia"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Ortografia" id="wxsec7"><h2 id="wx712">Ortografia</h2>

<wx:template id="wx_t3" pagename="Predefinição:Ver_artigo_principal" page_id="189305"/>
<dl id="wx713">
<dd id="wx714">
<div class="noprint" id="wx715"><a href="/wpt/Imagem:Crystal_Clear_app_xmag.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Crystal_Clear_app_xmag.png" id="wx716"><img src="/wpt/Imagem:Crystal_Clear_app_xmag.png" alt="" width="18" id="wx717"/></a><i id="wx718">Ver artigo principal: <a href="/wpt/Ortografia_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Ortografia da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Ortografia_da_língua_portuguesa" wx:page_id="549391" id="wx719">Ortografia da língua portuguesa</a></i></div>
</dd>
</dl>

<wx:templateend start="wx_t3"/>
<p id="wx720">Desde 1945, existem duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas", que foram eliminadas da escrita no Brasil. Por exemplo, as palavras <i id="wx721">ação</i> e <i id="wx722">atual,</i> que em Portugal são grafadas <i id="wx723">acção</i> e <i id="wx724">actual</i>, mas ditas como no PB. Existe uma <a href="/wpt/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990" title="Acordo Ortográfico de 1990" wx:linktype="known" wx:pagename="Acordo_Ortográfico_de_1990" wx:page_id="512298" id="wx725">tentativa de unificar os dois sistemas ortográficos</a>, organizada pela <a href="/wpt/Comunidade_dos_Pa%C3%ADses_de_L%C3%ADngua_Portuguesa" title="Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Comunidade_dos_Países_de_Língua_Portuguesa" wx:page_id="13263" id="wx726">Comunidade dos Países de Língua Portuguesa</a> (CPLP). Contudo, devido a motivos mais políticos do que lingüísticos, a unificação até hoje não conseguiu avançar muito.</p>

<center id="wx727">
<table border="1" class="wikitable" id="wx728">
<tr id="wx729">
<th id="wx730">
<p id="wx731">Português europeu</p>
</th>
<th id="wx732">
<p id="wx733">Português brasileiro</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx734">
<td id="wx735">
<p id="wx736">acção</p>
</td>
<td id="wx737">
<p id="wx738">ação</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx739">
<td id="wx740">
<p id="wx741">baptismo</p>
</td>
<td id="wx742">
<p id="wx743">batismo</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx744">
<td id="wx745">
<p id="wx746">contacto</p>
</td>
<td id="wx747">
<p id="wx748">contato</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx749">
<td id="wx750">
<p id="wx751">direcção</p>
</td>
<td id="wx752">
<p id="wx753">direção</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx754">
<td id="wx755">
<p id="wx756">eléctrico</p>
</td>
<td id="wx757">
<p id="wx758">elétrico</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx759">
<td id="wx760">
<p id="wx761">óptimo</p>
</td>
<td id="wx762">
<p id="wx763">ótimo</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="O_trema" name="O_trema"/>
<wx:section level="3" title="O trema" id="wxsec22"><h3 id="wx764">O trema</h3>

<p id="wx765">O <a href="/wpt/Trema" title="Trema" wx:linktype="known" wx:pagename="Trema" wx:page_id="39583" id="wx766">trema</a> é usado no português brasileiro para assinalar que a letra <i id="wx767">u</i> nas combinações <i id="wx768">que</i>, <i id="wx769">qui</i>, <i id="wx770">gue</i> e <i id="wx771">gui</i>, normalmente muda, deve ser pronunciada. <b id="wx772">Exemplos</b>: <i id="wx773">sangüíneo</i> (pronuncia-se então <wx:template id="wx_t4" pagename="Predefinição:IPA" page_id="66310"/><span title="IPA" class="IPA" style="font-family:Code2000, Gentium, Doulos SIL, Gentium Alternative, TITUS Cyberbit Basic, Arial Unicode MS, Lucida Sans Unicode, Lucida Grande, Bitstream Cyberbit, GentiumAlt, Chrysanthi Unicode, DejaVu Sans, Bitstream Vera Sans, Hiragino Kaku Gothic Pro, Matrix Unicode;" id="wx774">/sãˈgwinju/</span><wx:templateend start="wx_t4"/>) e <i id="wx775">conseqüência</i> (pronuncia-se então <wx:template id="wx_t5" pagename="Predefinição:IPA" page_id="66310"/><span title="IPA" class="IPA" style="font-family:Code2000, Gentium, Doulos SIL, Gentium Alternative, TITUS Cyberbit Basic, Arial Unicode MS, Lucida Sans Unicode, Lucida Grande, Bitstream Cyberbit, GentiumAlt, Chrysanthi Unicode, DejaVu Sans, Bitstream Vera Sans, Hiragino Kaku Gothic Pro, Matrix Unicode;" id="wx776">/kõseˈkwẽsja/</span><wx:templateend start="wx_t5"/>).</p>

<p id="wx777">A ortografia do <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_europeu" title="Português europeu" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_europeu" wx:page_id="289945" id="wx778">português europeu</a> não utiliza o trema, reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros, como <i id="wx779">mülleriano</i> (do antropônimo <i id="wx780">Müller</i>).</p>

<p id="wx781">Mesmo no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx782">Brasil</a>, o uso do trema é controverso. Embora a norma ortográfica em vigor no Brasil determine que o trema deva ser grafado, muitos livros não o utilizam, seja por desconhecimento ou por se considerar seu uso desnecessário. Vários meios de <a href="/wpt/Comunica%C3%A7%C3%A3o" title="Comunicação" wx:linktype="known" wx:pagename="Comunicação" wx:page_id="524" id="wx783">comunicação</a> <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx784">brasileiros</a> já baniram o trema, entretanto ele ainda é amplamente empregado na linguagem escrita do Brasil.</p>

<center id="wx785">
<table border="1" class="wikitable" id="wx786">
<tr id="wx787">
<th id="wx788">
<p id="wx789">Português europeu</p>
</th>
<th id="wx790">
<p id="wx791">Português brasileiro</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx792">
<td id="wx793">
<p id="wx794">linguiça</p>
</td>
<td id="wx795">
<p id="wx796">lingüiça</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx797">
<td id="wx798">
<p id="wx799">sequência</p>
</td>
<td id="wx800">
<p id="wx801">seqüência</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx802">
<td id="wx803">
<p id="wx804">frequência</p>
</td>
<td id="wx805">
<p id="wx806">freqüência</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx807">
<td id="wx808">
<p id="wx809">quinquénio</p>
</td>
<td id="wx810">
<p id="wx811">qüinqüênio</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx812">
<td id="wx813">
<p id="wx814">pinguim</p>
</td>
<td id="wx815">
<p id="wx816">pingüim</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="Acentua.C3.A7.C3.A3o" name="Acentua.C3.A7.C3.A3o"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Acentuação" id="wxsec23"><h3 id="wx817">Acentuação</h3>

<p id="wx818">Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal, as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo, por terem a vogal tônica fechada, em Portugal recebem acento agudo, por terem a vogal tônica aberta. Observe:</p>

<center id="wx819">
<table border="1" class="wikitable" id="wx820">
<tr id="wx821">
<th id="wx822">
<p id="wx823">Português europeu</p>
</th>
<th id="wx824">
<p id="wx825">Português brasileiro</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx826">
<td id="wx827">
<p id="wx828">cómodo</p>
</td>
<td id="wx829">
<p id="wx830">cômodo</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx831">
<td id="wx832">
<p id="wx833">fenómeno</p>
</td>
<td id="wx834">
<p id="wx835">fenômeno</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx836">
<td id="wx837">
<p id="wx838">tónico</p>
</td>
<td id="wx839">
<p id="wx840">tônico</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx841">
<td id="wx842">
<p id="wx843">génio</p>
</td>
<td id="wx844">
<p id="wx845">gênio</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="Aspectos_gramaticais" name="Aspectos_gramaticais"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Aspectos gramaticais" id="wxsec8"><h2 id="wx846">Aspectos gramaticais</h2>

<a id="Voc.C3.AA_e_tu" name="Voc.C3.AA_e_tu"/>
<wx:section level="3" title="Você e tu" id="wxsec24"><h3 id="wx847">Você e tu</h3>

<p id="wx848">Em algumas regiões do Brasil, o <a href="/wpt/Pronome_de_tratamento" title="Pronome de tratamento" wx:linktype="known" wx:pagename="Pronome_de_tratamento" wx:page_id="289401" id="wx849">pronome de tratamento</a> <i id="wx850">você</i> ganhou estatuto de pronome pessoal, e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do <i id="wx851">tu</i> e do <i id="wx852">vós</i>. O <i id="wx853">você</i> em Portugal é uma forma de tratamento semi-formal, já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa, excetuando-se pessoas mais velhas ou, em situações formais, superiores hierárquicos ou autoridades (neste caso é empregada a forma de tratamento <i id="wx854">o senhor</i> ou <i id="wx855">a senhora</i>). Os pronomes <i id="wx856">você</i> e <i id="wx857">vocês</i> requerem formas verbais de terceira pessoa, o que reduz o numero de flexões do verbo em relação aos pronomes. Quanto menor é o numero de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes, mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal. Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o <a href="/wpt/L%C3%ADngua_francesa" title="Língua francesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_francesa" wx:page_id="12070" id="wx858">francês</a> e o <a href="/wpt/L%C3%ADngua_inglesa" title="Língua inglesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_inglesa" wx:page_id="6962" id="wx859">inglês</a>.</p>

<ul id="wx860">
<li id="wx861">
<p id="wx862">Apesar do pouco uso do pronome reto <i id="wx863">tu</i> no português falado na maior parte do Brasil, o seu correspondente pronome oblíquo <i id="wx864">te</i> ainda é amplamente utilizado no português brasileiro, freqüentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. Apesar de comum mesmo entre falantes escolarizados, o uso de <i id="wx865">te</i> com <i id="wx866">você</i> é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita.</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx867">
<li id="wx868">
<p id="wx869">O pronome possessivo <i id="wx870">teu</i> também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa, embora seja menos comum do que o oblíquo <i id="wx871">te</i>.</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx872">
<li id="wx873">
<p id="wx874">A combinação <i id="wx875">você/te/teu</i> no português brasileiro falado assemelha-se em natureza à combinação <i id="wx876">vocês/vos/vosso</i> encontrada freqüentemente no português europeu coloquial.</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx877">
<li id="wx878">
<p id="wx879">O <i id="wx880">tu</i> é amplamente utilizado nas regiões <a href="/wpt/Regi%C3%A3o_Norte_do_Brasil" title="Região Norte do Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Região_Norte_do_Brasil" wx:page_id="39915" id="wx881">Norte</a> , <a href="/wpt/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil" title="Região Nordeste do Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Região_Nordeste_do_Brasil" wx:page_id="11239" id="wx882">Nordeste</a>, <a href="/wpt/Regi%C3%A3o_Sul" title="Região Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Região_Sul" wx:page_id="42568" id="wx883">Sul</a> e <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx884">no Rio de Janeiro</a>, mas conjugado freqüentemente na 3ª pessoa do singular: <i id="wx885">Tu fala</i>, <i id="wx886">tu foi</i>, <i id="wx887">tu é</i>. Em algumas regiões do Sul e do Norte, o uso do <i id="wx888">tu</i> na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o <i id="wx889">você</i>.</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx890">
<li id="wx891">
<p id="wx892">Em alguns lugares da região Sul, Norte e em praticamente todo o Nordeste, o tratamento por <i id="wx893">tu</i> é mais comum, usando-se os <a href="/wpt/Pronome_pessoal" title="Pronome pessoal" wx:linktype="known" wx:pagename="Pronome_pessoal" wx:page_id="417326" id="wx894">pronomes pessoais oblíquos</a> de forma mais consistente (p.ex. <i id="wx895">para ti</i>, com o mesmo significado que teria <i id="wx896">para você</i>).</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx897">
<li id="wx898">
<p id="wx899">Em parte da <a href="/wpt/Regi%C3%A3o_Sul" title="Região Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Região_Sul" wx:page_id="42568" id="wx900">Região Sul</a> e do Nordeste, muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal <i id="wx901">tu</i> com a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo. Ex: Tu fizesse isso? Tu comesse no bar ontem?</p>
</li>
</ul>

<center id="wx902">
<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" align="center" width="700" class="wikitable" id="wx903">
<tr id="wx904">
<th colspan="4" bgcolor="lawngreen" id="wx905"><big id="wx906">Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento</big> </th>
</tr>

<tr id="wx907">
<td id="wx908">
<p id="wx909">1.ª pess. sin.</p>
</td>
<td id="wx910">
<p id="wx911">Eu</p>
</td>
<td id="wx912">
<p id="wx913">falo</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx914">
<td id="wx915">
<p id="wx916">2.ª pess. sin.</p>
</td>
<td id="wx917">
<p id="wx918">Tu</p>
</td>
<td id="wx919">
<p id="wx920">falas</p>
</td>
<td id="wx921">
<p id="wx922">Brasil (algumas regiões): pouco usado</p>

<p id="wx923">Portugal: informal</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx924">
<td id="wx925">
<p id="wx926">3.ª pess. sin.</p>
</td>
<td id="wx927">
<p id="wx928">Ele/Ela</p>

<p id="wx929">Você</p>

<p id="wx930">O senhor/A senhora</p>

<p id="wx931">A gente</p>
</td>
<td id="wx932">
<p id="wx933">fala</p>
</td>
<td id="wx934">
<p id="wx935">Você no Brasil: informal</p>

<p id="wx936">Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semi-formal</p>

<p id="wx937">O senhor/A senhora: sempre formal</p>

<p id="wx938">A gente: sempre informal</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx939">
<td id="wx940">
<p id="wx941">1.ª pess. pl.</p>
</td>
<td id="wx942">
<p id="wx943">Nós</p>
</td>
<td id="wx944">
<p id="wx945">falamos</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx946">
<td id="wx947">
<p id="wx948">2.ª pess. pl.</p>
</td>
<td id="wx949">
<p id="wx950">Vós</p>
</td>
<td id="wx951">
<p id="wx952">falais</p>
</td>
<td id="wx953">
<p id="wx954">Brasil: não se usa</p>

<p id="wx955">Portugal: usa-se (pouco) nos dialectos setentrionais e galegos</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx956">
<td id="wx957">
<p id="wx958">3.ª pess. pl.</p>
</td>
<td id="wx959">
<p id="wx960">Eles/Elas</p>

<p id="wx961">Vocês</p>

<p id="wx962">Os senhores/As senhoras</p>
</td>
<td id="wx963">
<p id="wx964">falam</p>
</td>
<td id="wx965">
<p id="wx966">Vocês: sempre informal</p>

<p id="wx967">Os senhores/As senhoras: sempre formal</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="Uso_de_reflexivos_e_da_voz_passiva_sint.C3.A9tica" name="Uso_de_reflexivos_e_da_voz_passiva_sint.C3.A9tica"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Uso de reflexivos e da voz passiva sintética" id="wxsec25"><h3 id="wx968">Uso de reflexivos e da voz passiva sintética</h3>

<p id="wx969">Há no Sudeste e no Sul do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos, exemplo: <i id="wx970">eu lembro</i> ao invés de <i id="wx971">eu me lembro</i>, ou <i id="wx972">eu deito</i> ao invés de <i id="wx973">eu me deito.</i> Em particular, verbos que indicam movimento como <i id="wx974">levantar-se</i>, <i id="wx975">sentar-se</i>, <i id="wx976">mudar-se</i>, ou <i id="wx977">deitar-se</i> são normalmente tratados como não-reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes, onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora <i id="wx978">-se</i> é preferida. Como exemplo, é muito mais comum dizer-se no Brasil <i id="wx979">a partida foi disputada</i> do que <i id="wx980">a partida disputou-se</i> ou <i id="wx981">a partida se disputou</i>.</p>

<a id="Pronomes_obl.C3.ADquos" name="Pronomes_obl.C3.ADquos"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Pronomes oblíquos" id="wxsec26"><h3 id="wx982">Pronomes oblíquos</h3>

<p id="wx983">O PB é uma variante com forte tendência <a href="/wpt/Coloca%C3%A7%C3%A3o_pronominal" title="Colocação pronominal" wx:linktype="known" wx:pagename="Colocação_pronominal" wx:page_id="197567" id="wx984">proclítica</a>, ainda que as gramáticas normativas não legitimem o uso dessa <a href="/wpt/Coloca%C3%A7%C3%A3o_pronominal" title="Colocação pronominal" wx:linktype="known" wx:pagename="Colocação_pronominal" wx:page_id="197567" id="wx985">colocação pronominal</a> em vários contextos. Há, contudo, um início de revisão dessa questão por parte da Academia Brasileira de Letras. No Português brasileiro, usa-se geralmente o pronome oblíquo antes do verbo (próclise), a não ser nos casos em que o verbo inicie a frase. O PE, por sua vez, apresenta-se como uma variante mais enclítica. Já a mesóclise, possível nos tempos simples do futuro no PE, é pouco utilizada no PB, com exceção de contextos litúrgicos onde o padrão bíblico, que privilegia essa colocação pronominal, é adotado.</p>

<p id="wx986"><b id="wx987">Exemplos</b></p>

<center id="wx988">
<table border="1" class="wikitable" id="wx989">
<tr id="wx990">
<th id="wx991">
<p id="wx992">PB</p>
</th>
<th id="wx993">
<p id="wx994">PE</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx995">
<td id="wx996">
<p id="wx997">Eu o convido</p>
</td>
<td id="wx998">
<p id="wx999">Convido-o</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1000">
<td id="wx1001">
<p id="wx1002">Ele me viu</p>
</td>
<td id="wx1003">
<p id="wx1004">Ele viu-me</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1005">
<td id="wx1006">
<p id="wx1007">Eu te amo</p>
</td>
<td id="wx1008">
<p id="wx1009">Amo-te</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1010">
<td id="wx1011">
<p id="wx1012">Ele se encontra</p>
</td>
<td id="wx1013">
<p id="wx1014">Ele encontra-se</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1015">
<td id="wx1016">
<p id="wx1017">Me parece</p>
</td>
<td id="wx1018">
<p id="wx1019">Parece-me</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<p id="wx1020">No PB falado, os pronomes oblíquos 'o', 'a', 'os' e 'as' praticamente não são usados, sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele', 'ela'...). O uso dos pronomes oblíquos é, entretanto, mais comum, principalmente na fala culta, quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo', 'la, 'los, 'las'. O uso dos oblíquos de terceira pessoa é também obrigatório, em qualquer caso, na linguagem formal escrita. <a id="O_ger.C3.BAndio" name="O_ger.C3.BAndio"/></p>

</wx:section><wx:section level="3" title="O gerúndio" id="wxsec27"><h3 id="wx1021">O gerúndio</h3>

<p id="wx1022">Em muitos aspectos o português brasileiro é mais conservador que o europeu. Um exemplo disso é o emprego do <a href="/wpt/Ger%C3%BAndio" title="Gerúndio" wx:linktype="known" wx:pagename="Gerúndio" wx:page_id="69323" id="wx1023">gerúndio</a>. Recentemente, nas variantes dialetais de Portugal a norte do rio Tejo, o gerúndio perifrástico combinado com verbos como <i id="wx1024">estar</i> e <i id="wx1025">andar</i>, (que dá idéia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição <i id="wx1026">a</i> (e. g. <i id="wx1027">estou a fazer</i> em vez de <i id="wx1028">estou fazendo</i>). No Brasil este fenómeno também existe, mas é mais raro e aplica-se a um número muito mais reduzido de contextos gramaticais.</p>

<center id="wx1029">
<table border="1" cellpadding="2" cellspacing="0" align="center" width="700" class="wikitable" id="wx1030">
<tr id="wx1031">
<th id="wx1032">
<p id="wx1033">Português brasileiro</p>
</th>
<th id="wx1034">
<p id="wx1035">Português europeu (a norte do Tejo)</p>
</th>
<th id="wx1036">
<p id="wx1037">Observações</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx1038">
<td id="wx1039">
<p id="wx1040">Eu estou cantando</p>
</td>
<td id="wx1041">
<p id="wx1042">Eu estou a cantar</p>
</td>
<td id="wx1043">
<p id="wx1044">Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a ideia de que em Portugal não se usa gerúndio</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1045">
<td id="wx1046">
<p id="wx1047">A vida vai moldando a pessoa...</p>
</td>
<td id="wx1048">
<p id="wx1049">A vida vai moldando a pessoa...</p>
</td>
<td id="wx1050">
<p id="wx1051">Neste caso (verbo ir, expressando mudança gradual), é sempre usado o gerúndio em qualquer região</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1052">
<td id="wx1053">
<p id="wx1054">O governo continua defendendo...</p>
</td>
<td id="wx1055">
<p id="wx1056">O governo continua a defender...</p>
</td>
<td id="wx1057">
<p id="wx1058">Há casos (como nos verbos <i id="wx1059">continuar</i> e <i id="wx1060">acabar</i>) em que no Brasil também se pode não usar o gerúndio</p>
</td>
</tr>
</table>
</center>

<a id="Sem.C3.A2ntica" name="Sem.C3.A2ntica"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Semântica" id="wxsec9"><h2 id="wx1061">Semântica</h2>

<p id="wx1062">Muitas palavras, sem perderem o seu significado tradicional, enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx1063">Brasil</a>. Por exemplo, <i id="wx1064">virar</i> também significa <i id="wx1065">transformar-se em</i> e <i id="wx1066">prosa</i> é também utilizado com o sentido de <i id="wx1067">loquaz</i>, <i id="wx1068">conversador</i> ou <i id="wx1069">gabarola</i>.</p>

<a id="Refer.C3.AAncias_e_sugest.C3.B5es_de_leitura" name="Refer.C3.AAncias_e_sugest.C3.B5es_de_leitura"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Referências e sugestões de leitura" id="wxsec10"><h2 id="wx1070">Referências e sugestões de leitura</h2>

<div class="references-small" id="wx1071"><wx:template id="wx_t6" pagename="Predefinição:Col-begin" page_id="310271"/>
<p id="wx1072"/>

<table class="" style="background-color: transparent; width: 100%" id="wx1073"><wx:templateend start="wx_t6"/>
<wx:template id="wx_t7" pagename="Predefinição:Col-2" page_id="311037"/>
</table>

<br id="wx1074"/>
<br id="wx1075"/>
 

<table id="wx1076">
<tr id="wx1077">
<td width="50%" align="left" valign="top" id="wx1078"><wx:templateend start="wx_t7"/>
<ol id="wx1079">
<li id="wx1080">
<p id="wx1081">BAGNO, Marcos. <i id="wx1082">Português ou brasileiro? um convite à pesquisa</i>. Parábola Editorial. São Paulo: 2001.</p>
</li>

<li id="wx1083">
<p id="wx1084">BAGNO, Marcos. <i id="wx1085">Preconceito Lingüístico</i>. São Paulo: Edições Loyola, 1999.</p>
</li>

<li id="wx1086">
<p id="wx1087">CIPRO NETO, Pasquale. <i id="wx1088">O dia-a-dia da nossa língua</i>. Publifolha. São Paulo: 2002.</p>
</li>

<li id="wx1089">
<p id="wx1090">CONRAD, Robert. (1978[1972]). Os últimos anos da escravatura no Brasil: 1850-1880. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.</p>
</li>

<li id="wx1091">
<p id="wx1092">COUTO, Jorge. (1997). A construção do Brasil: ameríndios, portugueses e africanos do início do povoamento a finais de quinhentos. 2ª. ed. Lisboa: Cosmos.</p>
</li>

<li id="wx1093">
<p id="wx1094">CUNHA, Celso, CINTRA, Lindley. <i id="wx1095">Nova gramática do português contemporâneo</i>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.</p>
</li>

<li id="wx1096">
<p id="wx1097">GÄRTNER, Eberhard. <i id="wx1098">Portugiesische Aussprache. Brasilianisches Portugiesisch</i>. Gebundene Ausgabe, 1984.</p>
</li>

<li id="wx1099">
<p id="wx1100">HOUAISS, Antônio. (1985). O português no Brasil. Rio de Janeiro: UNIBRADE/UNESCO.</p>
</li>

<li id="wx1101">
<p id="wx1102">INSTITUTO SÓCIO-AMBIENTAL (org.). (2000). Povos indígenas no Brasil 1996/2000. São Paulo: I. S. A.</p>
</li>

<li id="wx1103">
<p id="wx1104">KREUTZ, Lúcio. (2000). A educação de imigrantes no Brasil. In LOPES, E. et alii (orgs.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica. p. 347-370.</p>
</li>

<li id="wx1105">
<p id="wx1106">MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. (2000). Da sócio-história do Português Brasileiro para o ensino do português no Brasil hoje. In AZEREDO, J. C. (org.). Língua portuguesa em debate. Petrópolis: Vozes. p. 19-33.</p>
</li>

<li id="wx1107">
<p id="wx1108">MATTOS E SILVA, Rosa Virgínia. (2001). (org.). Para a história do Português Brasileiro. Primeiros estudos. v. II, tomos I e II, S. Paulo, Universidade de S. Paulo.</p>
</li>

<li id="wx1109">
<p id="wx1110">MATTOS e SILVA, Rosa Virgínia. <i id="wx1111">O português são dois – novas fronteiras, velhos problemas</i>. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.</p>
</li>

<li id="wx1112">
<p id="wx1113">MÓIA, Telmo e Evani Viotti, «Differences and Similarities between European and Brazilian Portuguese in the Use of the "Gerúndio"», Journal of Portuguese Linguistics, 3.1, 2004, pp. 111-139.</p>
</li>

<li id="wx1114">
<p id="wx1115">MONTEIRO, John Manuel. (1995). Negros da terra. Índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras.</p>
</li>

<li id="wx1116">
<p id="wx1117">_____. <i id="wx1118">Ensaios para uma sócio-história do português brasileiro</i>. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.<wx:template id="wx_t8" pagename="Predefinição:Col-2" page_id="311037"/></p>
</li>
</ol>
</td>
<td width="50%" align="left" valign="top" id="wx1119"><wx:templateend start="wx_t8"/>
<ol id="wx1120">
<li id="wx1121">
<p id="wx1122">NARO, Anthony e SCHERRE, Martha. (1993). Sobre as origens do português popular do Brasil. D.E.L.T.A. (nº. especial): 437-455.</p>
</li>

<li id="wx1123">
<p id="wx1124">NARO, Anthony e SCHERRE, Martha. (2000). Variable concord in Portuguese: the situation in Brazil and Portugal. Creole language library, 21: 235-255.</p>
</li>

<li id="wx1125">
<p id="wx1126">PERINI, Mário A. <i id="wx1127">A língua do Brasil amanhã e outros mistérios</i>. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.</p>
</li>

<li id="wx1128">
<p id="wx1129">RIBEIRO, Ilza. (1999). A origem do português culto. A escolarização. Comunicação em Encontro da UNIFACS. Salvador. (mimeo).</p>
</li>

<li id="wx1130">
<p id="wx1131">ROBERTS, I. e KATO, M. (1993) (orgs.). Português Brasileiro: uma viagem diacrônica. Campinas: Editora UNICAMP.</p>
</li>

<li id="wx1132">
<p id="wx1133">RODRIGUES, Aryon. (1986). Línguas brasileiras. Para um conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Loyola.</p>
</li>

<li id="wx1134">
<p id="wx1135">SCHERRE, Martha e NARO, Anthony. (1997). A concordância de número no português do Brasil: um caso típico de variação inerente. In HORA, D. (org.). Diversidade lingüística do Brasil. João Pessoa: Idéia. p. 93-114.</p>
</li>

<li id="wx1136">
<p id="wx1137">SILVA NETO, Serafim da Silva. (1986[1950)]. Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Presença.</p>
</li>

<li id="wx1138">
<p id="wx1139">SILVA NETO, Serafim da Silva. (1960). A língua portuguesa no Brasil. Problemas. Rio de Janeiro: Acadêmica.</p>
</li>

<li id="wx1140">
<p id="wx1141">SUE, Tyson-Ward. <i id="wx1142">Teach Yourself Brazilian Portuguese: Complete Course</i>. Paperback</p>
</li>

<li id="wx1143">
<p id="wx1144">STÖRIG, Hans Joachim. <i id="wx1145">A aventura das línguas – uma história dos idiomas do mundo</i>. São Paulo: Melhoramentos, 2003.</p>
</li>

<li id="wx1146">
<p id="wx1147">TEYSSIER, Paul. <i id="wx1148">História da Língua Portuguesa</i>. São Paulo: Martins Fontes, 1977.</p>
</li>

<li id="wx1149">
<p id="wx1150">TEYSSIER, Paul. <i id="wx1151">História da língua portuguesa</i>. Lisboa: Sá da Costa. 1980</p>
</li>

<li id="wx1152">
<p id="wx1153">THOMAS, Earl W. <i id="wx1154">Grammar of Spoken Brazilian Portuguese</i>. Paperback</p>
</li>

<li id="wx1155">
<p id="wx1156">WALTER, Henriette. <i id="wx1157">A aventura das línguas no ocidente</i>. São Paulo: Mandarim, 1997.</p>
</li>

<li id="wx1158">
<p id="wx1159">Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa</p>
</li>
</ol>

<wx:template id="wx_t9" pagename="Predefinição:Col-end" page_id="310274"/>
</td>
</tr>
</table>

<wx:templateend start="wx_t9"/>
</div>

<a id="Ver_tamb.C3.A9m" name="Ver_tamb.C3.A9m"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ver também" id="wxsec11"><h2 id="wx1160"><wx:template id="wx_t10" pagename="Predefinição:Veja_também" page_id="63065"/>Ver também<wx:templateend start="wx_t10"/></h2>

<ul id="wx1161">
<li id="wx1162"><a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx1163">Língua portuguesa</a></li>

<li id="wx1164"><a href="/wpt/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990" title="Acordo Ortográfico de 1990" wx:linktype="known" wx:pagename="Acordo_Ortográfico_de_1990" wx:page_id="512298" id="wx1165">Acordo Ortográfico de 1990</a></li>

<li id="wx1166"><a href="/wpt/CELPE-Bras" title="CELPE-Bras" wx:linktype="known" wx:pagename="CELPE-Bras" wx:page_id="1122926" id="wx1167">CELPE-Bras</a></li>

<li id="wx1168"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_angolano" title="Português angolano" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_angolano" wx:page_id="1144068" id="wx1169">Português angolano</a></li>

<li id="wx1170"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_europeu" title="Português europeu" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_europeu" wx:page_id="289945" id="wx1171">Português europeu</a></li>

<li id="wx1172"><a href="/wpt/Academia_Brasileira_de_Letras" title="Academia Brasileira de Letras" wx:linktype="known" wx:pagename="Academia_Brasileira_de_Letras" wx:page_id="10813" id="wx1173">Academia Brasileira de Letras</a></li>

<li id="wx1174"><a href="/wpt/Lista_de_diferen%C3%A7as_lexicais_entre_vers%C3%B5es_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lista_de_diferenças_lexicais_entre_versões_da_língua_portuguesa" wx:page_id="1157778" id="wx1175">Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa</a></li>

<li id="wx1176"><a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/Wikcion%C3%A1rio:Vers%C3%B5es_da_l%C3%ADngua_portuguesa/Tabela" class="extiw" title="wikt:Wikcionário:Versões_da_língua_portuguesa/Tabela" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="wikt:Wikcionário:Versões_da_língua_portuguesa/Tabela" id="wx1177">Lista de palavras diferentes</a>
<p id="wx1178">, no Wikcionário em português</p>
</li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec12"><h2 id="wx1179"><wx:template id="wx_t11" pagename="Predefinição:Ligações_externas" page_id="62491"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t11"/></h2>

<ul id="wx1180">
<li id="wx1181"><a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2006/ju333pag6-7.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1182">Reportagem no Jornal da UNICAMP</a></li>

<li id="wx1183"><a href="http://www.comciencia.br/reportagens/linguagem/ling03.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1184">Uma história do português brasileiro</a></li>

<li id="wx1185"><a href="http://www.usp.br/agen/bols/1998_2001/rede859.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1186">Língua portuguesa ou "brasileira"?</a>
<p id="wx1187">- breve resenha do livro <i id="wx1188">Português ou Brasileiro: um convite à Pesquisa</i></p>
</li>

<li id="wx1189">
<p id="wx1190">Musica <a href="/wpt/Oslodum" title="Oslodum" wx:linktype="known" wx:pagename="Oslodum" wx:page_id="573051" id="wx1191">Oslodum</a> de <a href="/wpt/Gilberto_Gil" title="Gilberto Gil" wx:linktype="known" wx:pagename="Gilberto_Gil" wx:page_id="23448" id="wx1192">Gilberto Gil</a>, de <a href="/wpt/Dom%C3%ADnio_p%C3%BAblico" title="Domínio público" wx:linktype="known" wx:pagename="Domínio_público" wx:page_id="6936" id="wx1193">domínio público</a>, cantada em português brasileiro. <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/som/Gilberto%20Gil%20-%20Oslodum.mp3" class="external autonumber" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1194"/></p>
</li>

<li id="wx1195"><a href="http://www.pitoresco.com/consultoria/variedades/29.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1196">Dicionário lusitano-brasileiro com cerca de 1200 verbetes</a></li>
</ul>

<wx:template id="wx_t12" pagename="Predefinição:Ref-section" page_id="1467239"/>
<a id="Notas" name="Notas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Notas" id="wxsec13"><h2 class="notes" style="cursor:help" title="Esta secção não é editável por razões técnicas. Edite a página toda ao invés disso, ou a secção anterior." id="wx1197">Notas</h2>

<div class="references-small" style="height: auto; max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; border: 1px solid #EEEEEE" id="wx1198">
<ol class="references" id="wx1199">
<li id="_note-0"><a href="#_ref-0" title="" wx:fragment="_ref-0" wx:linktype="noteref" id="wx1200">↑</a>
<p id="wx1201">Tal como, por exemplo, <a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx1202">português</a> e o <a href="/wpt/L%C3%ADngua_francesa" title="Língua francesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_francesa" wx:page_id="12070" id="wx1203">francês</a>. Sendo ambas <a href="/wpt/L%C3%ADnguas_rom%C3%A2nicas" title="Línguas românicas" wx:linktype="known" wx:pagename="Línguas_românicas" wx:page_id="2630" id="wx1204">línguas românicas</a> ou neolatinas, os falantes de uma e outra língua não se entendem, apesar das muitas semelhanças lingüísticas existentes entre ambas.</p>
</li>

<li id="_note-Entrevista_Unicamp">
<p id="wx1205">↑ <a href="#_ref-Entrevista_Unicamp_0" title="" wx:fragment="_ref-Entrevista_Unicamp_0" wx:linktype="noteref" id="wx1206"><sup id="wx1207">2,0</sup></a> <a href="#_ref-Entrevista_Unicamp_1" title="" wx:fragment="_ref-Entrevista_Unicamp_1" wx:linktype="noteref" id="wx1208"><sup id="wx1209">2,1</sup></a> <a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2006/ju328pag4-5.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1210">Jornal da UNICAMP, Edição 328</a>, de junho de 2006.</p>
</li>

<li id="_note-1"><a href="#_ref-1" title="" wx:fragment="_ref-1" wx:linktype="noteref" id="wx1211">↑</a>
<p id="wx1212">Paul Teyssier, "História da Língua Portuguesa", Lisboa: Livraria Sá da Costa, p. 80.</p>
</li>

<li id="_note-2"><a href="#_ref-2" title="" wx:fragment="_ref-2" wx:linktype="noteref" id="wx1213">↑</a>
<p id="wx1214">Paul Teyssier, "História da Língua Portuguesa", Lisboa: Livraria Sá da Costa, p. 81.</p>
</li>

<li id="_note-3"><a href="#_ref-3" title="" wx:fragment="_ref-3" wx:linktype="noteref" id="wx1215">↑</a>
<p id="wx1216">Paul Teyssier, "História da Língua Portuguesa", Lisboa: Livraria Sá da Costa, pp. 80-81.</p>
</li>

<li id="_note-4"><a href="#_ref-4" title="" wx:fragment="_ref-4" wx:linktype="noteref" id="wx1217">↑</a>
<p id="wx1218">Paul Teyssier, "História da Língua Portuguesa", Lisboa: Livraria Sá da Costa, pp. 81-83.</p>
</li>

<li id="_note-5"><a href="#_ref-5" title="" wx:fragment="_ref-5" wx:linktype="noteref" id="wx1219">↑</a>
<p id="wx1220">Paul Teyssier, "História da Língua Portuguesa", Lisboa: Livraria Sá da Costa, pp. 84-85.</p>
</li>

<li id="_note-6"><a href="#_ref-6" title="" wx:fragment="_ref-6" wx:linktype="noteref" id="wx1221">↑</a>
<p id="wx1222">MELO, Gladstone Chaves de. "A língua do Brasil". 4. Ed. Melhorada e aum., Rio de Janeiro: Padrão, 1981</p>
</li>
</ol>
</div>

<wx:templateend start="wx_t12"/>
<wx:template id="wx_t13" pagename="Predefinição:Língua_portuguesa" page_id="1495802"/>
<table class="navbox noprint collapsible autocollapse nowraplinks" style="margin:auto; background:white;background:white;" id="wx1223">
<tr id="wx1224">
<th colspan="2" style="text-align:center;width:100%;" id="wx1225">
<div style="float:left; width:6em; vertical-align:middle; text-align:left;" id="wx1226">
<div class="noprint plainlinksneverexpand" style="background-color:transparent; padding:0; white-space:nowrap; font-weight:normal; font-size:xx-small; ;border:none;;" id="wx1227">
<p id="wx1228"><a href="/wpt/Predefini%C3%A7%C3%A3o:L%C3%ADngua_portuguesa" title="Predefinição:Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Predefinição:Língua_portuguesa" wx:page_id="1495802" id="wx1229"><span title="Ver esta predefinição" style=";border:none;;" id="wx1230">v</span></a> <span style="font-size:80%;" id="wx1231">•</span> <a href="/wpt/Predefini%C3%A7%C3%A3o_Discuss%C3%A3o:L%C3%ADngua_portuguesa" class="new" title="Predefinição Discussão:Língua portuguesa" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Predefinição_Discussão:Língua_portuguesa" id="wx1232"><span style="color:#002bb8;;border:none;;" title="Discussão sobre esta predefinição" id="wx1233">d</span></a> <span style="font-size:80%;" id="wx1234">•</span> <a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Predefini%C3%A7%C3%A3o:L%C3%ADngua_portuguesa&amp;action=edit" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1235"><span style="color:#002bb8;;border:none;;" title="Editar esta predefinição" id="wx1236">e</span></a> <span style="font-size:80%;" id="wx1237">•</span> <a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Predefini%C3%A7%C3%A3o:L%C3%ADngua_portuguesa&amp;action=history" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx1238"><span style="color:#002bb8;;border:none;;" title="Histórico desta predefinição" id="wx1239">h</span></a></p>
</div>
</div>

<span style="font-size:110%;" id="wx1240"><a href="/wpt/L%C3%ADngua_portuguesa" title="Língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_portuguesa" wx:page_id="12071" id="wx1241">Língua portuguesa</a></span></th>
</tr>

<tr id="wx1242">
<th style="white-space:nowrap;background:#ddddff;text-align:right;" id="wx1243"><a href="/wpt/Europa" title="Europa" wx:linktype="known" wx:pagename="Europa" wx:page_id="772" id="wx1244">Europa</a></th>
<td colspan="1" style="text-align:left;width:100%;font-size:95%;" id="wx1245"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_europeu" title="Português europeu" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_europeu" wx:page_id="289945" id="wx1246">Português de Portugal</a>
<p id="wx1247">: <a href="/wpt/A%C3%A7oriano" title="Açoriano" wx:linktype="known" wx:pagename="Açoriano" wx:page_id="995495" id="wx1248">Açoriano</a> • <a href="/wpt/Alentejano" title="Alentejano" wx:linktype="known" wx:pagename="Alentejano" wx:page_id="1020556" id="wx1249">Alentejano</a> • <a href="/wpt/Algarvio" title="Algarvio" wx:linktype="known" wx:pagename="Algarvio" wx:page_id="115529" id="wx1250">Algarvio</a> • <a href="/wpt/Alto-alentejano" class="new" title="Alto-alentejano" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Alto-alentejano" id="wx1251">Alto-alentejano</a> • <a href="/wpt/Alto-minhoto" class="new" title="Alto-minhoto" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Alto-minhoto" id="wx1252">Alto-minhoto</a> • <a href="/wpt/Baixo-beir%C3%A3o" class="new" title="Baixo-beirão" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Baixo-beirão" id="wx1253">Baixo-beirão</a> • <a href="/wpt/Barranquenho" title="Barranquenho" wx:linktype="known" wx:pagename="Barranquenho" wx:page_id="101830" id="wx1254">Barranquenho</a> • <a href="/wpt/Beir%C3%A3o" title="Beirão" wx:linktype="known" wx:pagename="Beirão" wx:page_id="1431130" id="wx1255">Beirão</a> • <a href="/wpt/Estremenho" class="new" title="Estremenho" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Estremenho" id="wx1256">Estremenho</a> • <a href="/wpt/Madeirense" title="Madeirense" wx:linktype="known" wx:pagename="Madeirense" wx:page_id="230305" id="wx1257">Madeirense</a> • <a href="/wpt/Nortenho" class="new" title="Nortenho" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nortenho" id="wx1258">Nortenho</a> • <a href="/wpt/Transmontano" title="Transmontano" wx:linktype="known" wx:pagename="Transmontano" wx:page_id="798605" id="wx1259">Transmontano</a><br id="wx1260"/>
 <a href="/wpt/Fala_da_Extremadura" title="Fala da Extremadura" wx:linktype="known" wx:pagename="Fala_da_Extremadura" wx:page_id="611558" id="wx1261">Fala da Extremadura</a> • <a href="/wpt/Judeu-portugu%C3%AAs" title="Judeu-português" wx:linktype="known" wx:pagename="Judeu-português" wx:page_id="663012" id="wx1262">Judeu-português</a> • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_oliventino" title="Português oliventino" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_oliventino" wx:page_id="470797" id="wx1263">Português de Olivença</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1264">
<th style="white-space:nowrap;background:#ddddff;text-align:right;" id="wx1265"><a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx1266">África</a></th>
<td colspan="1" style="text-align:left;width:100%;font-size:95%;background:#f7f7f7;" id="wx1267"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_Angola" title="Português de Angola" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_de_Angola" wx:page_id="342894" id="wx1268">Português de Angola</a>
<p id="wx1269">(<a href="/wpt/Benguelense" class="new" title="Benguelense" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Benguelense" id="wx1270">Benguelense</a> • <a href="/wpt/Luandense" title="Luandense" wx:linktype="known" wx:pagename="Luandense" wx:page_id="1372156" id="wx1271">Luandense</a> • <a href="/wpt/Sulista" title="Sulista" wx:linktype="known" wx:pagename="Sulista" wx:page_id="1631260" id="wx1272">Sulista</a>) • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_cabo-verdiano" title="Português cabo-verdiano" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_cabo-verdiano" wx:page_id="1031569" id="wx1273">Português de Cabo Verde</a> • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_da_Guin%C3%A9-Bissau" class="new" title="Português da Guiné-Bissau" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Português_da_Guiné-Bissau" id="wx1274">Português da Guiné-Bissau</a> • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_Mo%C3%A7ambique" class="new" title="Português de Moçambique" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Português_de_Moçambique" id="wx1275">Português de Moçambique</a> • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_S%C3%A3o_Tom%C3%A9_e_Pr%C3%ADncipe" title="Português de São Tomé e Príncipe" wx:linktype="known" wx:pagename="Português_de_São_Tomé_e_Príncipe" wx:page_id="608522" id="wx1276">Português de São Tomé e Príncipe</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1277">
<th style="white-space:nowrap;background:#ddddff;text-align:right;" id="wx1278"><a href="/wpt/Am%C3%A9rica" title="América" wx:linktype="known" wx:pagename="América" wx:page_id="341" id="wx1279">América</a></th>
<td colspan="1" style="text-align:left;width:100%;font-size:95%;" id="wx1280"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_brasileiro" title="Português brasileiro" wx:linktype="self" wx:pagename="Português_brasileiro" wx:page_id="43306" id="wx1281">Português do Brasil</a>
<p id="wx1282">: <a href="/wpt/Dialeto_caipira" title="Dialeto caipira" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_caipira" wx:page_id="68160" id="wx1283">Caipira</a> • <a href="/wpt/Dialeto_fluminense" title="Dialeto fluminense" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_fluminense" wx:page_id="114912" id="wx1284">Fluminense</a> • <a href="/wpt/Dialeto_cearense" class="new" title="Dialeto cearense" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_cearense" id="wx1285">Cearense</a> •<a href="/wpt/Dialeto_brasiliense" class="new" title="Dialeto brasiliense" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_brasiliense" id="wx1286">Brasiliense</a> • <a href="/wpt/Dialeto_baiano" class="new" title="Dialeto baiano" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_baiano" id="wx1287">Baiano</a> • <a href="/wpt/Dialeto_ga%C3%BAcho" title="Dialeto gaúcho" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_gaúcho" wx:page_id="115940" id="wx1288">Gaúcho</a> • <a href="/wpt/Manez%C3%AAs" title="Manezês" wx:linktype="known" wx:pagename="Manezês" wx:page_id="443825" id="wx1289">Manezês</a> • <a href="/wpt/Dialeto_mineiro" title="Dialeto mineiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_mineiro" wx:page_id="213529" id="wx1290">Mineiro</a> • <a href="/wpt/Dialetos_nordestinos" title="Dialetos nordestinos" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialetos_nordestinos" wx:page_id="336740" id="wx1291">Nordestino</a> • <a href="/wpt/Nortista" class="new" title="Nortista" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nortista" id="wx1292">Nortista</a> • <a href="/wpt/Dialeto_paulistano" title="Dialeto paulistano" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialeto_paulistano" wx:page_id="114909" id="wx1293">Paulistano</a> • <a href="/wpt/Dialeto_sertanejo" class="new" title="Dialeto sertanejo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialeto_sertanejo" id="wx1294">Sertanejo</a> • <a href="/wpt/Sulista" title="Sulista" wx:linktype="known" wx:pagename="Sulista" wx:page_id="1631260" id="wx1295">Sulista</a><br id="wx1296"/>
 <a href="/wpt/Dialectos_portugueses_do_Uruguai" class="new" title="Dialectos portugueses do Uruguai" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dialectos_portugueses_do_Uruguai" id="wx1297">Dialectos portugueses do Uruguai</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1298">
<th style="white-space:nowrap;background:#ddddff;text-align:right;" id="wx1299"><a href="/wpt/%C3%81sia" title="Ásia" wx:linktype="known" wx:pagename="Ásia" wx:page_id="1977" id="wx1300">Ásia</a></th>
<td colspan="1" style="text-align:left;width:100%;font-size:95%;background:#f7f7f7;" id="wx1301"><a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_Goa" class="new" title="Português de Goa" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Português_de_Goa" id="wx1302">Português de Goa</a>
<p id="wx1303">• <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_Macau" class="new" title="Português de Macau" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Português_de_Macau" id="wx1304">Português de Macau</a> • <a href="/wpt/Portugu%C3%AAs_de_Timor-Leste" class="new" title="Português de Timor-Leste" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Português_de_Timor-Leste" id="wx1305">Português de Timor-Leste</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx1306">
<th style="white-space:nowrap;background:#ddddff;text-align:right;" id="wx1307">
<p id="wx1308">Ver também</p>
</th>
<td colspan="1" style="text-align:left;width:100%;font-size:95%;" id="wx1309"><a href="/wpt/Dialectos_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Dialectos da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Dialectos_da_língua_portuguesa" wx:page_id="173955" id="wx1310">Dialectos da língua portuguesa</a>
<p id="wx1311">• <a href="/wpt/Geografia_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Geografia da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Geografia_da_língua_portuguesa" wx:page_id="95317" id="wx1312">Geografia da língua portuguesa</a> • <a href="/wpt/Hist%C3%B3ria_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="História da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="História_da_língua_portuguesa" wx:page_id="95255" id="wx1313">História da língua portuguesa</a> • <a href="/wpt/Ortografia_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Ortografia da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Ortografia_da_língua_portuguesa" wx:page_id="549391" id="wx1314">Ortografia da língua portuguesa</a></p>
</td>
</tr>
</table>

<wx:templateend start="wx_t13"/>
<table id="wx1315">
<tr id="wx1316">
<td id="wx1317"/>
</tr>
</table>

<table id="wx1318">
<tr id="wx1319">
<td id="wx1320"/>
</tr>
</table>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Portugu%C3%AAs_brasileiro" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx1321">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx1322"><a href="/wpt/Categoria:%21Artigos_que_carecem_de_fontes" title="Categoria:!Artigos que carecem de fontes" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Artigos_que_carecem_de_fontes" wx:page_id="255353" id="wx1323">!Artigos que carecem de fontes</a></span> | <span dir="ltr" id="wx1324"><a href="/wpt/Categoria:Dialetos_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Categoria:Dialetos da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Dialetos_da_língua_portuguesa" wx:page_id="70047" id="wx1325">Dialetos da língua portuguesa</a></span></div>
<div id="wx_languagelinks">
Outras línguas: <a href="http://de.wikipedia.org/wiki/Brasilianisches_Portugiesisch" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="de:Brasilianisches_Portugiesisch" id="wx1326">Deutsch</a> | <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brazilian_Portuguese" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="en:Brazilian_Portuguese" id="wx1327">English</a> | <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%A9s_brasile%C3%B1o" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="es:Portugués_brasileño" id="wx1328">Español</a> | <a href="http://fi.wikipedia.org/wiki/Brasilianportugali" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="fi:Brasilianportugali" id="wx1329">Suomi</a> | <a href="http://hr.wikipedia.org/wiki/Brazilski_portugalski_jezik" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="hr:Brazilski_portugalski_jezik" id="wx1330">Hrvatski</a> | <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E3%83%96%E3%83%A9%E3%82%B8%E3%83%AB%E3%83%9D%E3%83%AB%E3%83%88%E3%82%AC%E3%83%AB%E8%AA%9E" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="ja:ブラジルポルトガル語" id="wx1331">日本語</a> | <a href="http://ka.wikipedia.org/wiki/%E1%83%91%E1%83%A0%E1%83%90%E1%83%96%E1%83%98%E1%83%9A%E1%83%98%E1%83%A3%E1%83%A0%E1%83%98_%E1%83%9E%E1%83%9D%E1%83%A0%E1%83%A2%E1%83%A3%E1%83%92%E1%83%90%E1%83%9A%E1%83%98%E1%83%A3%E1%83%A0%E1%83%98" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="ka:ბრაზილიური_პორტუგალიური" id="wx1332">ქართული</a> | <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Braziliaans_Portugees" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="nl:Braziliaans_Portugees" id="wx1333">Nederlands</a> | <a href="http://no.wikipedia.org/wiki/Brasiliansk_portugisisk" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="no:Brasiliansk_portugisisk" id="wx1334">Norsk (bokmål)</a> | <a href="http://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%9F%D0%BE%D1%80%D1%82%D1%83%D0%B3%D0%B0%D0%BB%D1%8C%D1%81%D0%BA%D0%B8%D0%B9_%D1%8F%D0%B7%D1%8B%D0%BA_%D0%B2_%D0%91%D1%80%D0%B0%D0%B7%D0%B8%D0%BB%D0%B8%D0%B8" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="ru:Португальский_язык_в_Бразилии" id="wx1335">Русский</a></div>
</body>
<wx:templatearguments for="wx_t1"><wx:argument name=""/></wx:templatearguments>
<wx:templatearguments for="wx_t2"><wx:argument name="1">
<p id="wx1336">Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa</p>
</wx:argument></wx:templatearguments>
<wx:templatearguments for="wx_t3"><wx:argument name="1">
<a href="/wpt/Ortografia_da_l%C3%ADngua_portuguesa" title="Ortografia da língua portuguesa" wx:linktype="known" wx:pagename="Ortografia_da_língua_portuguesa" wx:page_id="549391" id="wx1337">Ortografia da língua portuguesa</a>
</wx:argument></wx:templatearguments>
<wx:templatearguments for="wx_t4"><wx:argument name="1">
<p id="wx1338">/sãˈgwinju/</p>
</wx:argument></wx:templatearguments>
<wx:templatearguments for="wx_t5"><wx:argument name="1">
<p id="wx1339">/kõseˈkwẽsja/</p>
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<p id="wx1340">/kõseˈkwẽsja/</p>
</wx:argument></wx:templatearguments>
<wx:templatearguments for="wx_t7"><wx:argument name="1">
<p id="wx1341">/kõseˈkwẽsja/</p>
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<p id="wx1342">/kõseˈkwẽsja/</p>
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<p id="wx1343">/kõseˈkwẽsja/</p>
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<p id="wx1344">/kõseˈkwẽsja/</p>
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