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<title>Francisco Manuel de Melo</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Francisco Manuel de Melo" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Francisco Manuel de Melo</h1>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx2"><a href="/wpt/Imagem:Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" title="Dom Francisco Manuel de Melo" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" id="wx3"><img src="/wpt/Imagem:Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" alt="Dom Francisco Manuel de Melo" id="wx4"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx5">
<p id="wx6">Dom Francisco Manuel de Melo</p>
</div>
</div>

<p id="wx7"><b id="wx8">D. Francisco Manuel de Melo</b> (<a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx9">Lisboa</a>, <a href="/wpt/23_de_Novembro" title="23 de Novembro" wx:linktype="known" wx:pagename="23_de_Novembro" wx:page_id="11074" id="wx10">23 de Novembro</a> de <a href="/wpt/1608" title="1608" wx:linktype="known" wx:pagename="1608" wx:page_id="28261" id="wx11">1608</a> – <a href="/wpt/24_de_Agosto" title="24 de Agosto" wx:linktype="known" wx:pagename="24_de_Agosto" wx:page_id="10892" id="wx12">24 de Agosto</a> de <a href="/wpt/1666" title="1666" wx:linktype="known" wx:pagename="1666" wx:page_id="24992" id="wx13">1666</a>) foi um <a href="/wpt/Literatura" title="Literatura" wx:linktype="known" wx:pagename="Literatura" wx:page_id="1124" id="wx14">escritor</a>, <a href="/wpt/Pol%C3%ADtica" title="Política" wx:linktype="known" wx:pagename="Política" wx:page_id="1428" id="wx15">político</a> e <a href="/wpt/Guerra" title="Guerra" wx:linktype="known" wx:pagename="Guerra" wx:page_id="5327" id="wx16">militar</a> <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx17">português</a>, ainda que pertença, de igual modo, à história literária, política e militar da <a href="/wpt/Espanha" title="Espanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Espanha" wx:page_id="785" id="wx18">Espanha</a>. Historiador, pedagogo, moralista, autor teatral, epistológrafo e poeta, foi representante máximo da literatura barroca peninsular. Dedicou-se à <a href="/wpt/Poesia" title="Poesia" wx:linktype="known" wx:pagename="Poesia" wx:page_id="14822" id="wx19">poesia</a>, ao <a href="/wpt/Teatro" title="Teatro" wx:linktype="known" wx:pagename="Teatro" wx:page_id="12300" id="wx20">teatro</a>, à <a href="/wpt/Hist%C3%B3ria" title="História" wx:linktype="known" wx:pagename="História" wx:page_id="958" id="wx21">história</a> e à <a href="/wpt/Epistolografia" class="new" title="Epistolografia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Epistolografia" id="wx22">epistolografia</a>. Tendo publicado cerca de duas dezenas de obras durante a sua vida, foi ainda autor de outras, publicadas postumamente. Aliou ao estilo e temática barroca (a instabilidade do mundo e da fortuna, numa visão religiosa) o seu cosmopolitismo e espírito galante, próprio da aristocracia de onde provinha. Entre suas obras mais importantes, pode-se destacar o texto moralista da “Carta de Guia de Casados” ou a peça de teatro “Fidalgo Aprendiz”(que é uma "Farsa", como foi descrita pelo seu autor desde o início e não um "Auto" como tem vindo a ser designada por edições recentes).</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Biografia" name="Biografia"/>
<wx:section level="2" title="Biografia" id="wxsec2"><h2 id="wx23">Biografia</h2>

<p id="wx24">Nasceu em Lisboa numa família de nobres (pai português - ~Gonçalo Mendes de Sá e D Inês de melo). Pensa-se que terá tido a sua educação académica num colégio de <a href="/wpt/Jesu%C3%ADta" title="Jesuíta" wx:linktype="known" wx:pagename="Jesuíta" wx:page_id="23036" id="wx25">Jesuítas</a> (provavelmente, no colégio jesuíta de Santo Antão, onde terá estudado humanidades), e adquiriu uma erudição que se tornaria patente nas obras. Como pretendia seguir a carreira das armas, a exemplo do pai, estudou <a href="/wpt/Matem%C3%A1tica" title="Matemática" wx:linktype="known" wx:pagename="Matemática" wx:page_id="1210" id="wx26">matemática</a>. Começou, desde cedo, a frequentar a corte.</p>

<p id="wx27">Seguiu a vida militar a serviço da armada espanhola em <a href="/wpt/Flandres" title="Flandres" wx:linktype="known" wx:pagename="Flandres" wx:page_id="97259" id="wx28">Flandres</a> e na <a href="/wpt/Catalunha" title="Catalunha" wx:linktype="known" wx:pagename="Catalunha" wx:page_id="40069" id="wx29">Catalunha</a>. O episódio mais famoso do período ocorreu em <a href="/wpt/1627" title="1627" wx:linktype="known" wx:pagename="1627" wx:page_id="28279" id="wx30">1627</a>, descrito na sua “Epanáfora Trágica”: estando a servir na esquadra comandada por D. <a href="/wpt/Manuel_de_Meneses" class="new" title="Manuel de Meneses" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Manuel_de_Meneses" id="wx31">Manuel de Meneses</a>, esteve perto de naufragar no <a href="/wpt/Golfo_da_Biscaia" title="Golfo da Biscaia" wx:linktype="known" wx:pagename="Golfo_da_Biscaia" wx:page_id="52737" id="wx32">Golfo da Biscaia</a>, tendo atingido a custo a costa francesa. Pouco depois, em <a href="/wpt/1629" title="1629" wx:linktype="known" wx:pagename="1629" wx:page_id="28281" id="wx33">1629</a>, combateu, vitoriosamente, corsários turcos num combate naval no <a href="/wpt/Mar_Mediterr%C3%A2neo" title="Mar Mediterrâneo" wx:linktype="known" wx:pagename="Mar_Mediterrâneo" wx:page_id="14529" id="wx34">Mar Mediterrâneo</a> e foi armado cavaleiro. Em <a href="/wpt/1631" title="1631" wx:linktype="known" wx:pagename="1631" wx:page_id="28283" id="wx35">1631</a> recebeu a <a href="/wpt/Ordem_de_Cristo" title="Ordem de Cristo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ordem_de_Cristo" wx:page_id="38664" id="wx36">ordem de Cristo</a> das mãos de <a href="/wpt/Filipe_IV_de_Espanha" title="Filipe IV de Espanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Filipe_IV_de_Espanha" wx:page_id="18190" id="wx37">Filipe IV de Espanha</a>. A sua presença na corte de Madrid torna-se constante. Capital do Império, a cidade assumia-se como o grande centro político e cultural da Península. D. Francisco Manuel de Melo entrou aí em contacto com os mais eminentes intelectuais, incluindo o célebre <a href="/wpt/Francisco_de_Quevedo" title="Francisco de Quevedo" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Quevedo" wx:page_id="94586" id="wx38">Francisco de Quevedo</a>.</p>

<p id="wx39">Depois de comandar um regimento na <a href="/wpt/Flandres" title="Flandres" wx:linktype="known" wx:pagename="Flandres" wx:page_id="97259" id="wx40">Flandres</a>, em <a href="/wpt/1639" title="1639" wx:linktype="known" wx:pagename="1639" wx:page_id="28289" id="wx41">1639</a>, pela coroa espanhola, contra os holandeses, foi encarregado, em <a href="/wpt/1640" title="1640" wx:linktype="known" wx:pagename="1640" wx:page_id="18454" id="wx42">1640</a>, de reprimir a <a href="/wpt/Revolta_da_Catalunha" class="new" title="Revolta da Catalunha" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Revolta_da_Catalunha" id="wx43">revolta da Catalunha</a>.</p>

<p id="wx44">Em <a href="/wpt/1637" title="1637" wx:linktype="known" wx:pagename="1637" wx:page_id="28287" id="wx45">1637</a> tinha participado na pacificação da <a href="/wpt/Revolta_do_Manuelinho" title="Revolta do Manuelinho" wx:linktype="known" wx:pagename="Revolta_do_Manuelinho" wx:page_id="537382" id="wx46">revolta de Évora</a>, acontecimento que viria a preparar a <a href="/wpt/Restaura%C3%A7%C3%A3o" title="Restauração" wx:linktype="known" wx:pagename="Restauração" wx:page_id="200224" id="wx47">Restauração</a> portuguesa. Assim que esta foi declarada por <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_IV_de_Portugal" title="João IV de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="João_IV_de_Portugal" wx:page_id="18326" id="wx48">D. João IV</a>, a coroa espanhola manda prendê-lo por suspeitar do seu envolvimento na revolução em solo luso. Tendo-lhe sido autorizado deslocar-se para a Flandres, fugiu daí para <a href="/wpt/Inglaterra" title="Inglaterra" wx:linktype="known" wx:pagename="Inglaterra" wx:page_id="1023" id="wx49">Inglaterra</a>, de onde regressou a Portugal. Em <a href="/wpt/1641" title="1641" wx:linktype="known" wx:pagename="1641" wx:page_id="28290" id="wx50">1641</a>, livre, foi encarregado de missões diplomáticas em <a href="/wpt/Paris" title="Paris" wx:linktype="known" wx:pagename="Paris" wx:page_id="1556" id="wx51">Paris</a>, <a href="/wpt/Londres" title="Londres" wx:linktype="known" wx:pagename="Londres" wx:page_id="1197" id="wx52">Londres</a>, <a href="/wpt/Roma" title="Roma" wx:linktype="known" wx:pagename="Roma" wx:page_id="2672" id="wx53">Roma</a> e <a href="/wpt/Haia" title="Haia" wx:linktype="known" wx:pagename="Haia" wx:page_id="1776277" id="wx54">Haia</a>. Neste ano aderiu à causa do rei português, D. João IV, a quem prestará os seus serviços, a nível militar e diplomático.</p>

<p id="wx55">Em <a href="/wpt/1644" title="1644" wx:linktype="known" wx:pagename="1644" wx:page_id="28292" id="wx56">1644</a>, em Portugal, depois de receber a comenda da Ordem de Cristo, foi preso por envolvimento num caso que acarreta muitas dúvidas e conjecturas. Terá participado do homicídio de Francisco Cardoso – não se sabem contudo, os motivos – enquanto alguns referem um caso passional, outros defendem um móbil político. Manteve-se na prisão até <a href="/wpt/1655" title="1655" wx:linktype="known" wx:pagename="1655" wx:page_id="28300" id="wx57">1655</a>, onde escreveu muitas das suas mais celebradas obras. Foi condenado ao degredo em <a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx58">África</a>, conseguindo, depois, que a pena lhe fosse comutada para o exílio no <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx59">Brasil</a>, e viveu por três anos na <a href="/wpt/Bahia" title="Bahia" wx:linktype="known" wx:pagename="Bahia" wx:page_id="453" id="wx60">Bahia</a>. A influência do Novo Mundo, ainda que pouco acentuada, encontra-se em alguns aspectos da sua obra. Em <a href="/wpt/1658" title="1658" wx:linktype="known" wx:pagename="1658" wx:page_id="28302" id="wx61">1658</a>, morto D. João IV, regressou a Portugal.</p>

<p id="wx62">Dedicou-se, então, à “Academia dos Generosos”, agremiação de carácter literário. O novo <a href="/wpt/Afonso_VI_de_Portugal" title="Afonso VI de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Afonso_VI_de_Portugal" wx:page_id="11251" id="wx63">rei</a> voltou a demonstrar-lhe confiança, ao encarregá-lo de missões diplomáticas. Foi nomeado deputado da <a href="/wpt/Junta_dos_Tr%C3%AAs_Estados" title="Junta dos Três Estados" wx:linktype="known" wx:pagename="Junta_dos_Três_Estados" wx:page_id="1332637" id="wx64">Junta dos Três Estados</a> em <a href="/wpt/1666" title="1666" wx:linktype="known" wx:pagename="1666" wx:page_id="24992" id="wx65">1666</a>, ano em que morreu.</p>

<a id="Obra" name="Obra"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Obra" id="wxsec3"><h2 id="wx66">Obra</h2>

<p id="wx67">D. Francisco Manuel de Melo foi autor de uma obra vasta e diversificada, em português e em castelhano.</p>

<a id="Poesia" name="Poesia"/>
<wx:section level="3" title="Poesia" id="wxsec5"><h3 id="wx68">Poesia</h3>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx69"><a href="/wpt/Imagem:Finis_gloriae_mundi_from_Juan_Valdez_Leal.jpg" title="”Finis Gloriae Mundi”, de Juan Valdez Leal: exemplo, na pintura, da concepção barroca do mundo e do tema da transitoridade, também presente na poesia de D. Francisco Manuel de Melo" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Finis_gloriae_mundi_from_Juan_Valdez_Leal.jpg" id="wx70"><img src="/wpt/Imagem:Finis_gloriae_mundi_from_Juan_Valdez_Leal.jpg" alt="”Finis Gloriae Mundi”, de Juan Valdez Leal: exemplo, na pintura, da concepção barroca do mundo e do tema da transitoridade, também presente na poesia de D. Francisco Manuel de Melo" width="250" id="wx71"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx72">
<p id="wx73">”Finis Gloriae Mundi”, de Juan Valdez Leal: exemplo, na pintura, da concepção barroca do mundo e do tema da transitoridade, também presente na poesia de D. Francisco Manuel de Melo</p>
</div>
</div>

<p id="wx74">Em <a href="/wpt/1628" title="1628" wx:linktype="known" wx:pagename="1628" wx:page_id="28280" id="wx75">1628</a>, publicou um conjunto de <a href="/wpt/Soneto" title="Soneto" wx:linktype="known" wx:pagename="Soneto" wx:page_id="74504" id="wx76">sonetos</a>. É, contudo, nas suas “Obras Métricas” (<a href="/wpt/Lyon" title="Lyon" wx:linktype="known" wx:pagename="Lyon" wx:page_id="37122" id="wx77">Lyon</a>, <a href="/wpt/1665" title="1665" wx:linktype="known" wx:pagename="1665" wx:page_id="6520" id="wx78">1665</a>), que o autor se mostra digno representante do estilo barroco, espelhando igualmente a influência do <a href="/wpt/Renascimento" title="Renascimento" wx:linktype="known" wx:pagename="Renascimento" wx:page_id="7441" id="wx79">renascimento</a> e <a href="/wpt/Maneirismo" title="Maneirismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Maneirismo" wx:page_id="20767" id="wx80">maneirismo</a> português. Entre a obra poética publicada neste volume encontra-se também o “Auto do Fidalgo Aprendiz”, já que está escrito em verso.</p>

<p id="wx81">O tema do desconcerto do mundo predomina na sua poesia, tal como na generalidade da poesia e arte <a href="/wpt/Barroco" title="Barroco" wx:linktype="known" wx:pagename="Barroco" wx:page_id="462" id="wx82">barroca</a>. Muito do que conhecemos da sua biografia advém da interpretação de muitas das passagens reflexivas e meditações morais da sua obra poética. Esta, está dividida em três partes: a primeira e a terceira, em castelhano e a segunda em português, contendo sonetos, <a href="/wpt/%C3%89cloga" title="Écloga" wx:linktype="known" wx:pagename="Écloga" wx:page_id="551789" id="wx83">éclogas</a>, <a href="/wpt/Romance" title="Romance" wx:linktype="known" wx:pagename="Romance" wx:page_id="12306" id="wx84">romances</a> e <a href="/wpt/Trova" title="Trova" wx:linktype="known" wx:pagename="Trova" wx:page_id="929940" id="wx85">trovas</a>. A primeira parte, “Las três musas del Melodino”, publicada pela primeira vez em Lisboa em <a href="/wpt/1649" title="1649" wx:linktype="known" wx:pagename="1649" wx:page_id="28296" id="wx86">1649</a>, está dividida em “El harpa de Melpómene”, “La cítara de Erato” e “La tiorba de Polymnia”. A segunda parte, em língua portuguesa, designada por “As Segundas Três Musas do Melodino” que se dividem em “A Tuba de Calíope”, “A Sanfonha de Euterpe” e “A Viola de Talia”. A terceira parte, de novo em castelhano, designada por “El Tercer Coro de las Musas del Melodino”, divide-se em “La Lira de Clio”, “La Avena de Tersicore” e “La Fistula de Urania”.</p>

<p id="wx87">Em “A Tuba de Calíope”, cerca de cem sonetos transmitem as suas reflexões que aliam o humor irónico ao pessimismo barroco, através de sentenças moralistas típicas do autor. Na “Sanfonha de Euterpe” encontramos o famoso poema “Canto da Babilónia”, inspirado na não menos célebre redondilha “Babel e Sião” de <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_Vaz_de_Cam%C3%B5es" title="Luís Vaz de Camões" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_Vaz_de_Camões" wx:page_id="1153" id="wx88">Luís Vaz de Camões</a>. As éclogas “Casamento”, “Temperança” e “Rústica”, influenciadas pelo estilo de <a href="/wpt/S%C3%A1_de_Miranda" title="Sá de Miranda" wx:linktype="known" wx:pagename="Sá_de_Miranda" wx:page_id="201712" id="wx89">Sá de Miranda</a>, encontram-se no mesmo volume.</p>

<p id="wx90">O tema da <a href="/wpt/Morte" title="Morte" wx:linktype="known" wx:pagename="Morte" wx:page_id="50312" id="wx91">morte</a> está diversas vezes presente, como no soneto “Vi eu um dia a Morte andar folgando”, onde se reflecte sobre o poder desordenador, caótico e desequilibrado que a morte impõe ao mundo dos vivos e incautos. O soneto, com a sua forma limitada a catorze versos, vai ao encontro do poder de síntese próprio do autor. É frequente um estilo coloquial que se verifica noutros sonetos, como no “Que vos hei-de mandar de <a href="/wpt/Caparica" title="Caparica" wx:linktype="known" wx:pagename="Caparica" wx:page_id="94974" id="wx92">Caparica</a>”, que não é mais que uma carta de Natal a uma prima, na altura em que esteve preso.</p>

<a id="Teatro" name="Teatro"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Teatro" id="wxsec6"><h3 id="wx93">Teatro</h3>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx94"><a href="/wpt/Imagem:Fidalgo_aprendiz.JPG" title="Frontispício do Auto do Fidalgo Aprendiz" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Fidalgo_aprendiz.JPG" id="wx95"><img src="/wpt/Imagem:Fidalgo_aprendiz.JPG" alt="Frontispício do Auto do Fidalgo Aprendiz" id="wx96"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx97">
<p id="wx98">Frontispício do Auto do Fidalgo Aprendiz</p>
</div>
</div>

<p id="wx99">O teatro português da época estava numa fase pouco criativa, apesar de se representar muito, <a href="/wpt/Auto" title="Auto" wx:linktype="known" wx:pagename="Auto" wx:page_id="48450" id="wx100">autos</a> populares nas ruas e feiras, e <a href="/wpt/Trag%C3%A9dia" title="Tragédia" wx:linktype="known" wx:pagename="Tragédia" wx:page_id="18236" id="wx101">tragédias</a> clássicas nos colégios dos jesuítas, como aquele em que D. Francisco estudou. Imitava-se e adaptava-se muito o que era feito em Espanha.</p>

<p id="wx102">Escrito anteriormente a 1646, na Torre Velha, o <i id="wx103">Auto do Fidalgo Aprendiz</i>, publicado em <a href="/wpt/1676" title="1676" wx:linktype="known" wx:pagename="1676" wx:page_id="28315" id="wx104">1676</a>, satiriza a fidalguia provinciana. Ainda que seja duvidosa a influência directa, há quem a estabeleça com a obra de <a href="/wpt/Moli%C3%A8re" title="Molière" wx:linktype="known" wx:pagename="Molière" wx:page_id="59756" id="wx105">Molière</a>, <i id="wx106">Le Bourgeois Gentilhomme</i> – é provável que os dois dramaturgos tenham trocado impressões e ideias que tenham resultado em obras semelhantes. Apesar de D. Francisco ter escrito muitas mais peças (entre as que se perderam, podemos contar algumas das quais nem sequer conhecemos o nome), esta é a mais conhecida da sua produção teatral. Segue a tradição <a href="/wpt/Gil_Vicente" title="Gil Vicente" wx:linktype="known" wx:pagename="Gil_Vicente" wx:page_id="53009" id="wx107">vincentina</a> (a sátira, a crítica social, o uso da <a href="/wpt/Redondilha" title="Redondilha" wx:linktype="known" wx:pagename="Redondilha" wx:page_id="286140" id="wx108">redondilha</a> – nota-se também a influência, no tema, da farsa “Quem tem farelos?”), ainda que denote claras influências do teatro espanhol (e, em especial de <a href="/wpt/Lope_de_Vega" title="Lope de Vega" wx:linktype="known" wx:pagename="Lope_de_Vega" wx:page_id="206443" id="wx109">Lope de Vega</a>, como se verifica na divisão da peça em “jornadas”). Os equívocos e cenas ao estilo de “capa e espada” eram também inovadores em Portugal, apesar de já serem recursos frequentes no teatro castelhano.</p>

<a id="Literatura_did.C3.A1ctica" name="Literatura_did.C3.A1ctica"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Literatura didáctica" id="wxsec7"><h3 id="wx110">Literatura didáctica</h3>

<p id="wx111">Grande parte da obra de Francisco Manuel de Melo é dedicada ao género didáctico.</p>

<a id="Ap.C3.B3logos_Dialogais" name="Ap.C3.B3logos_Dialogais"/>
<wx:section level="4" title="Apólogos Dialogais" id="wxsec8"><h4 id="wx112">Apólogos Dialogais</h4>

<p id="wx113">Os quatro “Apólogos Dialogais”, de <a href="/wpt/1721" title="1721" wx:linktype="known" wx:pagename="1721" wx:page_id="28352" id="wx114">1721</a>, juntam várias obras: textos de crítica social e moral (“Relógios Falantes”, “Escritório do Avarento”, “Visita das Fontes”) e de crítica literária (“Hospital das Letras”, escrito em <a href="/wpt/1657" title="1657" wx:linktype="known" wx:pagename="1657" wx:page_id="28301" id="wx115">1657</a>, é considerado a primeira obra de crítica literária verdadeiramente estruturada, em português).</p>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx116"><a href="/wpt/Imagem:Apologos_Dialogaes_de_Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" title="Página de rosto dos Apólogos Dialogais de D. Francisco Manuel de Melo" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Apologos_Dialogaes_de_Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" id="wx117"><img src="/wpt/Imagem:Apologos_Dialogaes_de_Francisco_Manuel_de_Melo.JPG" alt="Página de rosto dos Apólogos Dialogais de D. Francisco Manuel de Melo" id="wx118"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx119">
<p id="wx120">Página de rosto dos Apólogos Dialogais de D. Francisco Manuel de Melo</p>
</div>
</div>

<p id="wx121">Os <a href="/wpt/Ap%C3%B3logo" title="Apólogo" wx:linktype="known" wx:pagename="Apólogo" wx:page_id="574402" id="wx122">apólogos</a>, considerados pelo próprio D. Francisco como obras “esquisitas”, consistem em diálogos entre objectos (excepto o “Hospital de Letras”, onde o diálogo é estabelecido entre os autores <a href="/wpt/Trajano_Bocalino" class="new" title="Trajano Bocalino" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Trajano_Bocalino" id="wx123">Trajano Bocalino</a>, <a href="/wpt/Justo_L%C3%ADpsio" class="new" title="Justo Lípsio" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Justo_Lípsio" id="wx124">Justo Lípsio</a>, Francisco Quevedo e o próprio D. Francisco Manuel de Melo), muito apreciados pelo seu refinamento palaciano e ironias subtis. O autor serve-se para fazer uma crítica de costumes não demasiado corrosiva, diplomática, até, ainda que recorrendo à <a href="/wpt/S%C3%A1tira" title="Sátira" wx:linktype="known" wx:pagename="Sátira" wx:page_id="60519" id="wx125">sátira</a>.</p>

<p id="wx126">Em “Relógios falantes” o autor põe a discutir dois relógios de igreja - da Igreja das Chagas e da vila de Belas, representando a cidade e o campo – de forma a fazer ressaltar que em todos os sítios onde vivem homens (seja no meio <a href="/wpt/Campon%C3%AAs" title="Camponês" wx:linktype="known" wx:pagename="Camponês" wx:page_id="56204" id="wx127">campesino</a> ou no meio urbano) existe hipocrisia e frivolidade.</p>

<p id="wx128">Em “Escritório do Avarento” são quatro moedas, numa gaveta de um avarento, que discutem a corrupção.</p>

<p id="wx129">E “Visita das fontes”, conversam a Fonte Nova do <a href="/wpt/Terreiro_do_Pa%C3%A7o" title="Terreiro do Paço" wx:linktype="known" wx:pagename="Terreiro_do_Paço" wx:page_id="76321" id="wx130">Terreiro do Paço</a>, a Fonte Velha do Rossio, a Estátua de Apolo, que ornamenta a primeira e o sentinela que guarda a fonte. Aqui, num lugar bastante concorrido da época, são classificados os transeuntes consoante os seus vícios, fazendo-se um retrato satírico da sociedade lisboeta da época.</p>

<p id="wx131">No “Hospital de Letras”, além de se apontarem defeitos dos autores nacionais, são elogiados <a href="/wpt/Gil_Vicente" title="Gil Vicente" wx:linktype="known" wx:pagename="Gil_Vicente" wx:page_id="53009" id="wx132">Gil Vicente</a>, <a href="/wpt/S%C3%A1_de_Miranda" title="Sá de Miranda" wx:linktype="known" wx:pagename="Sá_de_Miranda" wx:page_id="201712" id="wx133">Sá de Miranda</a>, <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_de_Cam%C3%B5es" title="Luís de Camões" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_de_Camões" wx:page_id="11441" id="wx134">Luís de Camões</a>, <a href="/wpt/Ant%C3%B3nio_Ribeiro_Chiado" title="António Ribeiro Chiado" wx:linktype="known" wx:pagename="António_Ribeiro_Chiado" wx:page_id="651151" id="wx135">António Ribeiro Chiado</a>, <a href="/wpt/Jorge_Ferreira_de_Vasconcelos" class="new" title="Jorge Ferreira de Vasconcelos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Jorge_Ferreira_de_Vasconcelos" id="wx136">Jorge Ferreira de Vasconcelos</a>, entre outros.</p>

<a id="Carta_de_Guia_de_Casados" name="Carta_de_Guia_de_Casados"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Carta de Guia de Casados" id="wxsec9"><h4 id="wx137">Carta de Guia de Casados</h4>

<p id="wx138">A “Carta de Guia de Casados” (publicado em Lisboa em 1651), de carácter moralista, é uma das suas obras maiores, onde tece considerações sobre a vida conjugal e familiar. Foi escrita a pensar num amigo que se ia casar. Datada nas opções que defende (dentro de um espírito marialva e <a href="/wpt/Machismo" title="Machismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Machismo" wx:page_id="66637" id="wx139">machista</a>), a “Carta” é ainda lida pelo seu rigor estilístico, pormenores anedóticos e passagens maliciosas que alternam com passagens mais demonstrativas e axiomáticas (com uma larga profusão de <a href="/wpt/Prov%C3%A9rbio" title="Provérbio" wx:linktype="known" wx:pagename="Provérbio" wx:page_id="100717" id="wx140">provérbios</a>).</p>

<p id="wx141">Apesar de estar escrita em forma de carta, o que poderia levá-la a ser classificada no género epistolar, a “Carta”, pela sua extensão, é considerada, acima de tudo, um tratado de moral onde se defende o “<a href="/wpt/Casamento" title="Casamento" wx:linktype="known" wx:pagename="Casamento" wx:page_id="38024" id="wx142">casamento</a> de razão” em detrimento do casamento originado pela paixão, considerado por ele apenas um acto irracional que leva facilmente a uma vida conjugal instável e infeliz (“amores que a muitos mais empeceram que aproveitaram”), ao contrário do casamento que se funda apenas no “amor-amizade” que, ao longo do tempo se vai afirmando pelo respeito mútuo e por uma intimidade crescente. A mulher é descrita nesta obra como o elemento que se deve submeter à autoridade do marido – não nega, contudo, as capacidades intelectuais femininas – é, até, dito que a mulher tem faculdades mentais em muitos aspectos superiores aos homens – o que as tornariam, por consequência, mais perigosas: “aquela sua agilidade no perceber e discorrer em que nos fazem vantagens é necessário temperá-la com grande cautela”. O autor defende, por isso, que a mulher não deve cultivar demasiado a sua inteligência e que os únicos livros a ela adequados são “a almofada de coser”. Ao homem, cabe ser sério, fugir dos vícios e dedicar-se ao lar e à esposa. Reflexo da época, contudo, são perdoados alguns deslizes do marido (sendo dados, mesmo, alguns conselhos em relação aos filhos bastardos). Alguns dos provérbios desta obra ficaram famosos, como o “Que Deus me guarde de mula que faz him e de mulher que sabe latim”.</p>

<p id="wx143">É interessante verificar que todo o texto se assume como conselhos de um solteiro para outro solteiro – uma conversa de homens que, eventualmente, poderá ser lido por alguma mulher. Talvez por isso o livro acabe por não ofender ninguém – afinal, o autor não tinha experiência directa sobre o assunto tratado e assume isso claramente. Já nas suas “Obras Métricas”, a primeira écloga é sobre o casamento. Usando o verso heptassílabo, também usado por <a href="/wpt/Bernardim_Ribeiro" title="Bernardim Ribeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Bernardim_Ribeiro" wx:page_id="212049" id="wx144">Bernardim Ribeiro</a> e Francisco Sá de Miranda, durante o <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVI" title="Século XVI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVI" wx:page_id="10583" id="wx145">século XVI</a>, D. Francisco quase que resume as suas teorias neste pequeno excerto:</p>

<dl id="wx146">
<dd id="wx147">
<p id="wx148">“André quer mulher fermosa,</p>
</dd>

<dd id="wx149">
<p id="wx150">Mas que não tenha ceitil;</p>
</dd>

<dd id="wx151">
<p id="wx152">Gil não quer mulher fermosa:</p>
</dd>

<dd id="wx153">
<p id="wx154">Quer-la feia e bondosa.</p>
</dd>

<dd id="wx155">
<p id="wx156">Isto quer o André e o Gil.”</p>
</dd>
</dl>

<p id="wx157">É também interessante o catálogo de mulheres efectuado nesta obra, que segue o mesmo princípio de valorização da submissão, do recato, aparecendo como modelo de mulher a ser seguido pelas outras, a de <a href="/wpt/Margarida_de_Valois" title="Margarida de Valois" wx:linktype="known" wx:pagename="Margarida_de_Valois" wx:page_id="69903" id="wx158">Margarida de Valois</a>.</p>

<p id="wx159">Em <a href="/wpt/1664" title="1664" wx:linktype="known" wx:pagename="1664" wx:page_id="28307" id="wx160">1664</a> publicou, em Roma, as suas Obras Morales. Escreveu ainda textos de cariz político e panfletos polemistas.</p>

<a id="Tratado_da_Ci.C3.AAncia" name="Tratado_da_Ci.C3.AAncia"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Tratado da Ciência" id="wxsec10"><h4 id="wx161">Tratado da Ciência</h4>

<p id="wx162">Pode-se, ainda, referir o seu “Tratado da Ciência <a href="/wpt/Cabala" title="Cabala" wx:linktype="known" wx:pagename="Cabala" wx:page_id="9105" id="wx163">Cabala</a>” (publicado postumamente, em <a href="/wpt/1724" title="1724" wx:linktype="known" wx:pagename="1724" wx:page_id="28355" id="wx164">1724</a>), dedicado a Dom Francisco Caetano de Mascarenhas. Este tratado, ao incidir sobre um tema do <a href="/wpt/Ocultismo" title="Ocultismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ocultismo" wx:page_id="5291" id="wx165">ocultismo</a>, corria o risco provável de ser censurado pelo Santo Ofício. Verifica-se, de facto, alguma prudência na forma como o autor expõe os seus conhecimentos.</p>

<p id="wx166">Na “Feira de Anexins” (publicado apenas em <a href="/wpt/1875" title="1875" wx:linktype="known" wx:pagename="1875" wx:page_id="23902" id="wx167">1875</a>), é, de novo, demonstrado o pendor do autor para os provérbios.</p>

<p id="wx168">Enquanto esteve preso escreveu um volume de memórias que reuniu nas suas <i id="wx169">Cartas Familiares</i>, publicadas em Roma, em 1664.</p>

<a id="Epan.C3.A1foras_de_V.C3.A1ria_Hist.C3.B3ria_Portuguesa" name="Epan.C3.A1foras_de_V.C3.A1ria_Hist.C3.B3ria_Portuguesa"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Epanáforas de Vária História Portuguesa" id="wxsec11"><h4 id="wx170">Epanáforas de Vária História Portuguesa</h4>

<p id="wx171">A sua obra historiográfica inclui as <i id="wx172">Epanáforas de Vária História Portugueza</i> (Lisboa, <a href="/wpt/1660" title="1660" wx:linktype="known" wx:pagename="1660" wx:page_id="28303" id="wx173">1660</a>) sobre temas relacionados com Portugal.</p>

<p id="wx174">As cinco <a href="/wpt/Epan%C3%A1fora" class="new" title="Epanáfora" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Epanáfora" id="wx175">Epanáforas</a> são: a “Trágica” de <a href="/wpt/1627" title="1627" wx:linktype="known" wx:pagename="1627" wx:page_id="28279" id="wx176">1627</a>; a “Política”, de <a href="/wpt/1637" title="1637" wx:linktype="known" wx:pagename="1637" wx:page_id="28287" id="wx177">1637</a>; a “Bélica” de <a href="/wpt/1639" title="1639" wx:linktype="known" wx:pagename="1639" wx:page_id="28289" id="wx178">1639</a>, a “Triunfante” de <a href="/wpt/1654" title="1654" wx:linktype="known" wx:pagename="1654" wx:page_id="2009" id="wx179">1654</a> e a “Amorosa”).</p>

<p id="wx180">A “Epanáfora Amorosa” é considerada como uma obra pioneira no género da novela histórica e melodramática – de Dom Francisco, e com esta característica, contamos também as obras “El Fénis de África” de <a href="/wpt/1648" title="1648" wx:linktype="known" wx:pagename="1648" wx:page_id="28295" id="wx181">1648</a>, sobre <a href="/wpt/Agostinho_de_Hipona" title="Agostinho de Hipona" wx:linktype="known" wx:pagename="Agostinho_de_Hipona" wx:page_id="9726" id="wx182">Santo Agostinho</a>, e “El Mayor Pequeño”, sobre São <a href="/wpt/Francisco_de_Assis" title="Francisco de Assis" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Assis" wx:page_id="40894" id="wx183">Francisco de Assis</a>. Divide-se em duas partes – a primeira conta o <a href="/wpt/Lenda_de_Machim" title="Lenda de Machim" wx:linktype="known" wx:pagename="Lenda_de_Machim" wx:page_id="267672" id="wx184">episódio lendário</a> da descoberta da <a href="/wpt/Ilha_da_Madeira" title="Ilha da Madeira" wx:linktype="known" wx:pagename="Ilha_da_Madeira" wx:page_id="58887" id="wx185">ilha da Madeira</a> por dois amantes fugitivos de Inglaterra, Ana d’Arfert e Roberto Machim. A segunda parte descreve a descoberta do arquipélago por <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_Gon%C3%A7alves_Zarco" title="João Gonçalves Zarco" wx:linktype="known" wx:pagename="João_Gonçalves_Zarco" wx:page_id="1107" id="wx186">João Gonçalves Zarco</a> e <a href="/wpt/Bartolomeu_Perestrelo" title="Bartolomeu Perestrelo" wx:linktype="known" wx:pagename="Bartolomeu_Perestrelo" wx:page_id="166205" id="wx187">Bartolomeu Perestrelo</a>.</p>

<p id="wx188">Escreveu, ainda, uma <i id="wx189">História de los Movimientos y Separación de Cataluña</i> (de <a href="/wpt/1645" title="1645" wx:linktype="known" wx:pagename="1645" wx:page_id="28293" id="wx190">1645</a>), muito conceituada na história literária castelhana, e ligada à «Epanáfora Política», já que trata também de uma sublevação contra o domínio filipino (no caso da Epanáfora, a revolta de Évora, ou do Manuelinho, em <a href="/wpt/1637" title="1637" wx:linktype="known" wx:pagename="1637" wx:page_id="28287" id="wx191">1637</a>).</p>

<p id="wx192">A <i id="wx193">Bélica</i> trata do confronto entre holandeses e espanhóis no Canal de Inglaterra, em que D. Francisco também participou, em <a href="/wpt/1639" title="1639" wx:linktype="known" wx:pagename="1639" wx:page_id="28289" id="wx194">1639</a>.</p>

<p id="wx195">A <i id="wx196">Triunfante</i> trata da restauração da soberania portuguesa no estado de Pernambuco, que culmina com a expulsão dos holandeses, por altura da Restauração em Portugal.</p>

<p id="wx197">As Epanáforas deram-lhe o epíteto de “Tácito português”, pelo seu estilo sintético e conciso, também próprio de <a href="/wpt/Corn%C3%A9lio_T%C3%A1cito" title="Cornélio Tácito" wx:linktype="known" wx:pagename="Cornélio_Tácito" wx:page_id="62696" id="wx198">Cornélio Tácito</a>, o historiador romano.</p>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section></wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec4"><h2 id="wx199"><wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Links_externos" page_id="917352"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t1"/></h2>

<ul id="wx200">
<li id="wx201"><a href="http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/artigo?cod=2_134" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx202">História da Literatura Portuguesa - Universal</a></li>

<li id="wx203"><a href="http://web.ipn.pt/literatura/dfmelo.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx204">Projecto Vercial</a></li>

<li id="wx205"><a href="http://purl.pt/index/PT/autor/36181.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx206">Obras de Francisco Manuel de Melo</a>
<p id="wx207">na <a href="http://bnd.bn.pt" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx208">Biblioteca Nacional Digital</a></p>
</li>
</ul>

<p id="wx209"><wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:Biografias" page_id="10343"/>
<br clear="all" id="wx210"/>
</p>

<div class="noprint" align="center" id="wx211">
<table class="toccolours" style="margin: 0 2em 0 2em;" id="wx212">
<tr id="wx213">
<th style="background:#ccccff" id="wx214">
<p id="wx215">BIOGRAFIAS</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx216">
<td align="center" style="font-size: 90%;" id="wx217">
<p id="wx218"><a href="/wpt/Anexo:Biografias:_A" class="new" title="Anexo:Biografias: A" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_A" id="wx219">A</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_B" class="new" title="Anexo:Biografias: B" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_B" id="wx220">B</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_C" class="new" title="Anexo:Biografias: C" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_C" id="wx221">C</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_D" class="new" title="Anexo:Biografias: D" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_D" id="wx222">D</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_E" class="new" title="Anexo:Biografias: E" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_E" id="wx223">E</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_F" class="new" title="Anexo:Biografias: F" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_F" id="wx224">F</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_G" class="new" title="Anexo:Biografias: G" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_G" id="wx225">G</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_H" class="new" title="Anexo:Biografias: H" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_H" id="wx226">H</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_I" class="new" title="Anexo:Biografias: I" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_I" id="wx227">I</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_J" class="new" title="Anexo:Biografias: J" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_J" id="wx228">J</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_K" class="new" title="Anexo:Biografias: K" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_K" id="wx229">K</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_L" class="new" title="Anexo:Biografias: L" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_L" id="wx230">L</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_M" class="new" title="Anexo:Biografias: M" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_M" id="wx231">M</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_N" class="new" title="Anexo:Biografias: N" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_N" id="wx232">N</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_O" class="new" title="Anexo:Biografias: O" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_O" id="wx233">O</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_P" class="new" title="Anexo:Biografias: P" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_P" id="wx234">P</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_Q" class="new" title="Anexo:Biografias: Q" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_Q" id="wx235">Q</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_R" class="new" title="Anexo:Biografias: R" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_R" id="wx236">R</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_S" class="new" title="Anexo:Biografias: S" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_S" id="wx237">S</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_T" class="new" title="Anexo:Biografias: T" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_T" id="wx238">T</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_U" class="new" title="Anexo:Biografias: U" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_U" id="wx239">U</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_V" class="new" title="Anexo:Biografias: V" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_V" id="wx240">V</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_W" class="new" title="Anexo:Biografias: W" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_W" id="wx241">W</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_X" class="new" title="Anexo:Biografias: X" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_X" id="wx242">X</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_Y" class="new" title="Anexo:Biografias: Y" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_Y" id="wx243">Y</a> | <a href="/wpt/Anexo:Biografias:_Z" class="new" title="Anexo:Biografias: Z" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Anexo:Biografias:_Z" id="wx244">Z</a></p>
</td>
</tr>
</table>
</div>

<wx:templateend start="wx_t2"/>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Francisco_Manuel_de_Melo" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx245">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx246"><a href="/wpt/Categoria:Escritores_de_Portugal" title="Categoria:Escritores de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Escritores_de_Portugal" wx:page_id="52252" id="wx247">Escritores de Portugal</a></span></div>
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