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<title>Criticismo</title>
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<wx:section level="1" title="Criticismo" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Criticismo</h1>

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<table style="margin: 0 0 1em 1em; border: solid #aaa 1px; background: #f9f9f9; padding: 1ex; font-size: 90%; clear: right; float: right;" class="noprint" id="wx2">
<tr id="wx3">
<td id="wx4"><a href="/wpt/Imagem:Portal.svg" title="Portal" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Portal.svg" id="wx5"><img src="/wpt/Imagem:Portal.svg" alt="Portal" width="36" id="wx6"/></a> </td>
<td id="wx7">
<p id="wx8">A Wikipédia possui o<br id="wx9"/>
<i id="wx10"><b id="wx11"><a href="/wpt/Portal:Filosofia" class="new" title="Portal:Filosofia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Portal:Filosofia" id="wx12">Portal de filosofia</a></b></i></p>

<div class="hiddenStructure" id="wx13"><i id="wx14"><b id="wx15">{{{Portal2}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx16"><i id="wx17"><b id="wx18">{{{Portal3}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx19"><i id="wx20"><b id="wx21">{{{Portal4}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx22"><i id="wx23"><b id="wx24">{{{Portal5}}}</b></i></div>
</td>
</tr>
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<p id="wx25"><b id="wx26">Criticismo</b> com origem no alemão <i id="wx27">Kritizismus</i>, representa em <a href="/wpt/Filosofia" title="Filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filosofia" wx:page_id="844" id="wx28">filosofia</a> a posição metodológica própria do <a href="/wpt/Kant" title="Kant" wx:linktype="known" wx:pagename="Kant" wx:page_id="8763" id="wx29">kantismo</a>. Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do <a href="/wpt/Conhecimento_racional" title="Conhecimento racional" wx:linktype="known" wx:pagename="Conhecimento_racional" wx:page_id="270606" id="wx30">conhecimento racional</a> constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao <a href="/wpt/Empirismo" title="Empirismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Empirismo" wx:page_id="2918" id="wx31">empirismo</a> e ao <a href="/wpt/Racionalismo" title="Racionalismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Racionalismo" wx:page_id="41826" id="wx32">racionalismo</a>.</p>

<p id="wx33">As teorias do <a href="/wpt/Conhecimento" title="Conhecimento" wx:linktype="known" wx:pagename="Conhecimento" wx:page_id="9513" id="wx34">conhecimento</a> que se desenvolveram na Antiguidade e na <a href="/wpt/Idade_M%C3%A9dia" title="Idade Média" wx:linktype="known" wx:pagename="Idade_Média" wx:page_id="1042" id="wx35">Idade Média</a> não colocavam em dúvida a possibilidade de <a href="/wpt/Conhecer" class="new" title="Conhecer" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Conhecer" id="wx36">conhecer</a> a <a href="/wpt/Realidade" title="Realidade" wx:linktype="known" wx:pagename="Realidade" wx:page_id="58335" id="wx37">realidade</a> tal qual ela é. Contudo as influências do <a href="/wpt/Renascimento" title="Renascimento" wx:linktype="known" wx:pagename="Renascimento" wx:page_id="7441" id="wx38">Renascimento</a> levaram, a partir do século XVII, ao questionamento da possibilidade do conhecimento, dando, nas respostas ensaiadas, origem às teorias <a href="/wpt/Empiristas" class="new" title="Empiristas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Empiristas" id="wx39">empiristas</a> e <a href="/wpt/Racionalistas" class="new" title="Racionalistas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Racionalistas" id="wx40">racionalistas</a>. Kant supera essa dicotomia, concluindo que o conhecimento só é possível pela conjunção das suas fontes: a sensibilidade e o entendimento. A sensibilidade dá a matéria e o entendimento as formas do conhecimento. O criticismo kantiano tinha como objectivo principal a critica das faculdades cognitivas do homem, no sentido de conhecermos os seus limites. Em consequência dessa «critica», foi levado à negação da possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas (<i id="wx41"><a href="/wpt/Numeno" class="new" title="Numeno" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Numeno" id="wx42">numeno</a></i>).</p>

<p id="wx43">Assim, em sentido geral, merece a denominação de criticismo a postura que preconiza a investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para toda e qualquer reflexão filosófica. Segundo esta posição, a pergunta pelo conhecer deve ter primazia sobre a pergunta acerca do ser, uma vez que, sem aquela, não se pode garantir com segurança sobre que base a questão do ser está a ser afirmada. Levado às suas últimas consequências, o criticismo pode ser encarado como uma atitude que nega a <a href="/wpt/Verdade" title="Verdade" wx:linktype="known" wx:pagename="Verdade" wx:page_id="1895" id="wx44">verdade</a> de todo conhecimento que não tenha sido, previamente, submetido a uma crítica de seus fundamentos. Neste sentido, o criticismo aproxima-se do <a href="/wpt/Cepticismo" title="Cepticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cepticismo" wx:page_id="48940" id="wx45">cepticismo</a>, por pretender averiguar o substrato racional de todos os pressupostos da acção e do pensamento humanos. Devemos referir que tal como o <a href="/wpt/Dogmatismo" title="Dogmatismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Dogmatismo" wx:page_id="44573" id="wx46">dogmatismo</a> o criticismo acredita na razão humana e confia nela. Mas ao contrario do dogmatismo, o criticismo "pede contas à razão".</p>

<p id="wx47">Em sentido restrito, o criticismo é empregue para denominar uma parte da filosofia kantiana (aquela que diz respeito à questão do conhecimento). Esta propõe-se investigar as categorias ou formas <i id="wx48"><a href="/wpt/A_priori" title="A priori" wx:linktype="known" wx:pagename="A_priori" wx:page_id="184147" id="wx49">a priori</a></i> do entendimento. A sua meta consiste em determinar o que o entendimento e a razão podem conhecer, encontrando-se livres de toda experiência, bem como os limites impostos a este conhecimento pela necessidade de fazer apelo à experiência sensível para conhecermos. Este projecto pretende fundamentar um pensamento metafísico de carácter não dogmático. Entre o cepticismo e o dogmatismo, o criticismo kantiano instaura-se como a única possibilidade de repensar as questões próprias à <a href="/wpt/Metaf%C3%ADsica" title="Metafísica" wx:linktype="known" wx:pagename="Metafísica" wx:page_id="19223" id="wx50">metafísica</a>.</p>

<p id="wx51"><br id="wx52"/>
</p>

<p id="wx53"><br id="wx54"/>
</p>

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<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: white; border: 1px solid #ccc; padding: 5px; font-size:85%;" class="noprint" id="wx55">
<tr id="wx56">
<td id="wx57"><a href="/wpt/Imagem:Sanzio_01_cropped.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Sanzio_01_cropped.png" id="wx58"><img src="/wpt/Imagem:Sanzio_01_cropped.png" alt="" width="25" id="wx59"/></a> </td>
<td id="wx60">
<p id="wx61">  <i id="wx62">Este artigo é um <a href="/wpt/Wikipedia:Esbo%C3%A7o" title="Wikipedia:Esboço" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Esboço" id="wx63">esboço</a> sobre <b id="wx64"><a href="/wpt/Filosofia" title="Filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filosofia" wx:page_id="844" id="wx65">Filosofia</a></b>. Pode ajudar a Wikipédia <span class="plainlinks" id="wx66"><a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Criticismo&amp;action=edit" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx67">expandindo-o</a></span>.</i></p>
</td>
</tr>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Criticismo" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx68">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx69"><a href="/wpt/Categoria:%21Esbo%C3%A7os_sobre_filosofia" title="Categoria:!Esboços sobre filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Esboços_sobre_filosofia" wx:page_id="117122" id="wx70">!Esboços sobre filosofia</a></span> | <span dir="ltr" id="wx71"><a href="/wpt/Categoria:Filosofia" title="Categoria:Filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Filosofia" wx:page_id="14277" id="wx72">Filosofia</a></span></div>
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