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<title>Raymond Firth</title>
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<wx:section level="1" title="Raymond Firth" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Raymond Firth</h1>

<p id="wx2">Em 1998, Raymond Firth, ex-aluno de Malinowski, completou 97 anos e comemorou 70 anos de sua primeira viagem à terra dos Tikopia, na Polinésia. Desta primeira ida à campo, Firth pôde conceber sua primeira grande obra, Nós, os Tikopia, publicada em 1936 e que acaba de ganhar uma versão traduzida para o português. Trata-se de uma monografia de fôlego – nada menos que 756 páginas – sobre essa população do Pacífico, arquitetada a partir de um modelo clássico, muito próprio da escola funcionalista britânica. Com a tradução de Nós, os Tikopia, o leitor ganha mais que uma etnografia exaustiva, encontrando um estilo literário engenhoso, aliado a formulações teóricas criativas passíveis de uma leitura atual. Firth formou-se em Economia em Auckland, Nova Zelândia, seu país natal. Descobriu a Etnologia na London School of Economics, sob a orientação de Bronislaw Malinowski (quem aliás assina o prefácio desse livro). Depois de defender uma tese sobre a economia primitiva dos Maori, baseada em documentos escritos, partiu às ilhas Salomão para encontrar os Tikopia, sobre os quais publicaria sete livros e, sobretudo, com quem estreitaria um vínculo perpassando muitas décadas. Firth se refere a Nós, os Tikopia como apenas uma monografia inicial sobre aquela sociedade primitiva, optando por um dos temas que mais intrigava os antropólogos daquela primeira metade de século: o parentesco. (Temas como religião, economia e mudança cultural seriam, à sua parte, reservados para as publicações posteriores, em que dá continuidade às investigações antropológicas entre os mesmos nativos.)</p>
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