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<title>Igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário</h1>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx2"><a href="/wpt/Imagem:Piren%C3%B3polis_-Arquitetura_do_Brasil_Col%C3%B4nia_ao_redor_das_minas_de_ouro.jpg" title="Fachada da Igreja Matriz" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Pirenópolis_-Arquitetura_do_Brasil_Colônia_ao_redor_das_minas_de_ouro.jpg" id="wx3"><img src="/wpt/Imagem:Piren%C3%B3polis_-Arquitetura_do_Brasil_Col%C3%B4nia_ao_redor_das_minas_de_ouro.jpg" alt="Fachada da Igreja Matriz" width="300" id="wx4"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx5">
<p id="wx6">Fachada da Igreja Matriz</p>
</div>
</div>

<p id="wx7">A <b id="wx8">Igreja de Nossa Senhora do Rosário</b>, a Matriz de Pirenópolis, é um templo <a href="/wpt/Cat%C3%B3lico" title="Católico" wx:linktype="known" wx:pagename="Católico" wx:page_id="39815" id="wx9">católico</a>, localizado na cidade de <a href="/wpt/Piren%C3%B3polis" title="Pirenópolis" wx:linktype="known" wx:pagename="Pirenópolis" wx:page_id="12417" id="wx10">Pirenópolis</a>, <a href="/wpt/Goi%C3%A1s" title="Goiás" wx:linktype="known" wx:pagename="Goiás" wx:page_id="917" id="wx11">Goiás</a>.</p>

<p id="wx12">Para o povo goiano a Igreja de Nossa Senhora do Rosário é o maior centro da fé católica, e ainda daquelas que, pelo <a href="/wpt/Sincretismo" title="Sincretismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Sincretismo" wx:page_id="10820" id="wx13">sincretismo</a>, têm no local o ponto máximo da religião. É a mais tradicional igreja católica da cidade, dedicada a <a href="/wpt/Nossa_Senhora_do_Ros%C3%A1rio" title="Nossa Senhora do Rosário" wx:linktype="known" wx:pagename="Nossa_Senhora_do_Rosário" wx:page_id="1401969" id="wx14">Nossa Senhora do Rosário</a>, padroeira dos pirenopolinos. A imagem de Nossa Senhora do Rosário veio para Pirenópolis em <a href="/wpt/1727" title="1727" wx:linktype="known" wx:pagename="1727" wx:page_id="28358" id="wx15">1727</a>, sendo a padroeira da cidade.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Hist.C3.B3rico" name="Hist.C3.B3rico"/>
<wx:section level="2" title="Histórico" id="wxsec2"><h2 id="wx16">Histórico</h2>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx17"><a href="/wpt/Imagem:Matriz11.jpg" title="Igreja Matriz de Pirenópolis" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Matriz11.jpg" id="wx18"><img src="/wpt/Imagem:Matriz11.jpg" alt="Igreja Matriz de Pirenópolis" id="wx19"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx20">
<p id="wx21">Igreja Matriz de Pirenópolis</p>
</div>
</div>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx22"><a href="/wpt/Imagem:Piri_057.jpg" title="Vista noturna da Igreja Matriz" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Piri_057.jpg" id="wx23"><img src="/wpt/Imagem:Piri_057.jpg" alt="Vista noturna da Igreja Matriz" id="wx24"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx25">
<p id="wx26">Vista noturna da Igreja Matriz</p>
</div>
</div>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx27"><a href="/wpt/Imagem:212223.jpg" title="De quase toda cidade é possível ver a Matriz" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:212223.jpg" id="wx28"><img src="/wpt/Imagem:212223.jpg" alt="De quase toda cidade é possível ver a Matriz" id="wx29"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx30">
<p id="wx31">De quase toda cidade é possível ver a Matriz</p>
</div>
</div>

<a id="A_constru.C3.A7.C3.A3o" name="A_constru.C3.A7.C3.A3o"/>
<wx:section level="3" title="A construção" id="wxsec8"><h3 id="wx32">A construção</h3>

<p id="wx33">O Arraial das Minas de Nossa Senhora do Rosário, atual Pirenópolis, foi fundado em <a href="/wpt/1727" title="1727" wx:linktype="known" wx:pagename="1727" wx:page_id="28358" id="wx34">1727</a>, pelos mineradores que aqui se estabeleceram a fim de explorarem o potencial aurífero das margens do <a href="/wpt/Rio_das_Almas" title="Rio das Almas" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_das_Almas" wx:page_id="73572" id="wx35">rio das Almas</a>.</p>

<p id="wx36">A construção da igreja que seria consagrada a Nossa Senhora do Rosário iniciou-se no ano de <a href="/wpt/1728" title="1728" wx:linktype="known" wx:pagename="1728" wx:page_id="28359" id="wx37">1728</a>, sendo construída por meio de um sistema misto em <a href="/wpt/Taipa" title="Taipa" wx:linktype="known" wx:pagename="Taipa" wx:page_id="6342" id="wx38">taipa</a> de pilão, <a href="/wpt/Adobe" title="Adobe" wx:linktype="known" wx:pagename="Adobe" wx:page_id="102078" id="wx39">adobe</a>, <a href="/wpt/Alvenaria" title="Alvenaria" wx:linktype="known" wx:pagename="Alvenaria" wx:page_id="109527" id="wx40">alvenaria</a> de pedra e madeira.</p>

<p id="wx41">Os primeiros registros relacionados à matriz foram feitos em <a href="/wpt/1732" title="1732" wx:linktype="known" wx:pagename="1732" wx:page_id="28363" id="wx42">1732</a>, com o primeiro batizado realizado na igreja e em <a href="/wpt/1734" title="1734" wx:linktype="known" wx:pagename="1734" wx:page_id="18653" id="wx43">1734</a>, quando foram iniciados os registros no <i id="wx44">Livro de Óbitos</i> dos sepultamentos realizados na Matriz.</p>

<p id="wx45">Para chegar ao seu aspecto contemporâneo, a igreja passou por vários acréscimos e alterações. Em <a href="/wpt/1758" title="1758" wx:linktype="known" wx:pagename="1758" wx:page_id="18516" id="wx46">1758</a> foi assentado o assoalho da <a href="/wpt/Capela-mor" title="Capela-mor" wx:linktype="known" wx:pagename="Capela-mor" wx:page_id="254999" id="wx47">capela-mor</a> e, em <a href="/wpt/1761" title="1761" wx:linktype="known" wx:pagename="1761" wx:page_id="18705" id="wx48">1761</a>, foram construídos o <a href="/wpt/Ret%C3%A1bulo" title="Retábulo" wx:linktype="known" wx:pagename="Retábulo" wx:page_id="138675" id="wx49">retábulo</a> e as quatro janelas da capela-mor, além das portas de acesso à <a href="/wpt/Sacristia" title="Sacristia" wx:linktype="known" wx:pagename="Sacristia" wx:page_id="835877" id="wx50">sacristia</a> e ao <a href="/wpt/Consist%C3%B3rio" title="Consistório" wx:linktype="known" wx:pagename="Consistório" wx:page_id="44875" id="wx51">consistório</a>. A “camarinha”, espaço localizado atrás da capela-mor, foi acrescentada em <a href="/wpt/1763" title="1763" wx:linktype="known" wx:pagename="1763" wx:page_id="28387" id="wx52">1763</a>, ano em que foi deliberado pela <a href="/wpt/Irmandade" title="Irmandade" wx:linktype="known" wx:pagename="Irmandade" wx:page_id="20833" id="wx53">Irmandade</a> do Santíssimo Sacramento a construção da segunda torre, provavelmente a torre esquerda (lado do nascente).</p>

<p id="wx54">As pinturas do <a href="/wpt/Frontisp%C3%ADcio" title="Frontispício" wx:linktype="known" wx:pagename="Frontispício" wx:page_id="13520" id="wx55">frontispício</a> do altar-mor foram executadas em <a href="/wpt/1766" title="1766" wx:linktype="known" wx:pagename="1766" wx:page_id="28389" id="wx56">1766</a>, por <a href="/wpt/Reginaldo_Fragoso_de_Albuquerque" class="new" title="Reginaldo Fragoso de Albuquerque" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Reginaldo_Fragoso_de_Albuquerque" id="wx57">Reginaldo Fragoso de Albuquerque</a>. Para aumentar espaço da capela-mor, em <a href="/wpt/1769" title="1769" wx:linktype="known" wx:pagename="1769" wx:page_id="28391" id="wx58">1769</a> o altar principal foi recuado. As duas estátuas de anjos com trombetas e o cortinado que compõem o <a href="/wpt/Arco" title="Arco" wx:linktype="known" wx:pagename="Arco" wx:page_id="39373" id="wx59">arco</a> do cruzeiro foram feitos em <a href="/wpt/1770" title="1770" wx:linktype="known" wx:pagename="1770" wx:page_id="28392" id="wx60">1770</a>, em entalhe de madeira. Em <a href="/wpt/1771" title="1771" wx:linktype="known" wx:pagename="1771" wx:page_id="28393" id="wx61">1771</a> foi feita a refundição do sino original, pelo mestre <a href="/wpt/Manuel_Jos%C3%A9_Pereira" class="new" title="Manuel José Pereira" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Manuel_José_Pereira" id="wx62">Manuel José Pereira</a>. Em <a href="/wpt/1803" title="1803" wx:linktype="known" wx:pagename="1803" wx:page_id="28410" id="wx63">1803</a> foi instalado o sino, que foi refundido em <a href="/wpt/1939" title="1939" wx:linktype="known" wx:pagename="1939" wx:page_id="7172" id="wx64">1939</a> (o mesmo que permaneceu até o momento do incêndio de <a href="/wpt/2002" title="2002" wx:linktype="known" wx:pagename="2002" wx:page_id="8773" id="wx65">2002</a>). O <a href="/wpt/Bot%C3%A2nico" title="Botânico" wx:linktype="known" wx:pagename="Botânico" wx:page_id="37894" id="wx66">botânico</a> inglês <a href="/wpt/William_John_Burchel" class="new" title="William John Burchel" wx:linktype="unknown" wx:pagename="William_John_Burchel" id="wx67">William John Burchel</a> (<a href="/wpt/1823" title="1823" wx:linktype="known" wx:pagename="1823" wx:page_id="24996" id="wx68">1823</a>) passou pela região e fez registros da igreja com as torres mais altas do que a configuração atual.</p>

<p id="wx69">Em <a href="/wpt/1832" title="1832" wx:linktype="known" wx:pagename="1832" wx:page_id="24762" id="wx70">1832</a> foram deliberados grandes reparos na Matriz, que na verdade só aconteceram em <a href="/wpt/1838" title="1838" wx:linktype="known" wx:pagename="1838" wx:page_id="19573" id="wx71">1838</a>, com o desabamento do telhado sobre a arcada do altar-mor, dando início assim à reforma conduzida pelo <a href="/wpt/Comendador" title="Comendador" wx:linktype="known" wx:pagename="Comendador" wx:page_id="1295080" id="wx72">Comendador</a> <a href="/wpt/Joaquim_Alves_de_Oliveira" class="new" title="Joaquim Alves de Oliveira" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Joaquim_Alves_de_Oliveira" id="wx73">Joaquim Alves de Oliveira</a>, quando a igreja passou a adquirir sua feição contemporânea.</p>

<p id="wx74">Entre os anos de <a href="/wpt/1863" title="1863" wx:linktype="known" wx:pagename="1863" wx:page_id="19596" id="wx75">1863</a> e <a href="/wpt/1864" title="1864" wx:linktype="known" wx:pagename="1864" wx:page_id="23999" id="wx76">1864</a> foram executadas a ornamentação da igreja, a pintura do forro da capela-mor e da <a href="/wpt/Ab%C3%B3bada" title="Abóbada" wx:linktype="known" wx:pagename="Abóbada" wx:page_id="61344" id="wx77">abóbada</a> do trono, pelos artistas meiapontenses <a href="/wpt/In%C3%A1cio_Pereira_Leal" class="new" title="Inácio Pereira Leal" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Inácio_Pereira_Leal" id="wx78">Inácio Pereira Leal</a> e <a href="/wpt/Ant%C3%B4nio_da_Costa_Nascimento" class="new" title="Antônio da Costa Nascimento" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Antônio_da_Costa_Nascimento" id="wx79">Antônio da Costa Nascimento</a>, auxiliados pelo jovem <a href="/wpt/Francisco_Herculano_de_Pina" class="new" title="Francisco Herculano de Pina" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Francisco_Herculano_de_Pina" id="wx80">Francisco Herculano de Pina</a>.</p>

<p id="wx81">O relógio de Matriz foi instalado na torre sineira em <a href="/wpt/1866" title="1866" wx:linktype="known" wx:pagename="1866" wx:page_id="1984" id="wx82">1866</a> e foi substituído por outro de <a href="/wpt/P%C3%AAndulo" title="Pêndulo" wx:linktype="known" wx:pagename="Pêndulo" wx:page_id="44023" id="wx83">pêndulo</a>, de fabricação alemã, em <a href="/wpt/1885" title="1885" wx:linktype="known" wx:pagename="1885" wx:page_id="19281" id="wx84">1885</a>. Em <a href="/wpt/1936" title="1936" wx:linktype="known" wx:pagename="1936" wx:page_id="11660" id="wx85">1936</a> foi demolido o <a href="/wpt/P%C3%BAlpito" title="Púlpito" wx:linktype="known" wx:pagename="Púlpito" wx:page_id="832849" id="wx86">púlpito</a> bicentenário.</p>

<p id="wx87">A Igreja Matriz de Pirenópolis foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no ano de <a href="/wpt/1941" title="1941" wx:linktype="known" wx:pagename="1941" wx:page_id="11622" id="wx88">1941</a>. No período entre os anos de <a href="/wpt/1973" title="1973" wx:linktype="known" wx:pagename="1973" wx:page_id="11429" id="wx89">1973</a> e <a href="/wpt/1986" title="1986" wx:linktype="known" wx:pagename="1986" wx:page_id="11386" id="wx90">1986</a> o SPHAN (atual <a href="/wpt/IPHAN" title="IPHAN" wx:linktype="known" wx:pagename="IPHAN" wx:page_id="181874" id="wx91">IPHAN</a>) realizou vários reparos no edifício.</p>

<a id="Caracter.C3.ADsticas" name="Caracter.C3.ADsticas"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Características" id="wxsec3"><h2 id="wx92">Características</h2>

<p id="wx93">Em estilo colonial, a matriz tem os alicerces de <a href="/wpt/Cantaria" title="Cantaria" wx:linktype="known" wx:pagename="Cantaria" wx:page_id="449389" id="wx94">cantaria</a> (pedra) e as paredes feitas de taipa de pilão (barro socado). Apenas as paredes mais altas das torres são feitas de adobe (tijolo cozido ao sol). Na parte frontal, a taipa é reforçada por uma gaiola de madeira (aroeira), externa e internamente.</p>

<p id="wx95">A igreja foi construída de forma que, a qualquer hora do dia, o sol ilumine a sua fachada. A torre do lado do nascente foi construída em 1763. Até essa época, só existia a torre onde se encontra o sino.</p>

<a id="Elementos_art.C3.ADsticos" name="Elementos_art.C3.ADsticos"/>
<wx:section level="3" title="Elementos artísticos" id="wxsec9"><h3 id="wx96">Elementos artísticos</h3>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx97"><a href="/wpt/Imagem:Ive_023.jpg" title="Nossa Senhora do Rosário - Padroeira de Pirenópolis" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Ive_023.jpg" id="wx98"><img src="/wpt/Imagem:Ive_023.jpg" alt="Nossa Senhora do Rosário - Padroeira de Pirenópolis" id="wx99"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx100">
<p id="wx101">Nossa Senhora do Rosário - Padroeira de Pirenópolis</p>
</div>
</div>

<p id="wx102">Em <a href="/wpt/Talha" title="Talha" wx:linktype="known" wx:pagename="Talha" wx:page_id="619086" id="wx103">talha</a> de madeira com laminações em <a href="/wpt/Ouro" title="Ouro" wx:linktype="known" wx:pagename="Ouro" wx:page_id="5752" id="wx104">ouro</a>, os cinco magníficos altares expressam a habilidade e paciência dos eméritos entalhadores e marceneiros meiapontenses do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIX" title="Século XIX" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIX" wx:page_id="1774" id="wx105">século XIX</a>.</p>

<p id="wx106">O altar-mor, construído em 1761, expressa a feição típica de um <a href="/wpt/Barroco" title="Barroco" wx:linktype="known" wx:pagename="Barroco" wx:page_id="462" id="wx107">barroco</a> singelo bem como o uso parcimonioso dos ornatos dourados. Integram-no um <a href="/wpt/Trono" title="Trono" wx:linktype="known" wx:pagename="Trono" wx:page_id="281158" id="wx108">trono</a> central, que exibe a imagem de Nossa Senhora do Rosário, e dois <a href="/wpt/Nicho" title="Nicho" wx:linktype="known" wx:pagename="Nicho" wx:page_id="140194" id="wx109">nichos</a> laterais, à meia altura, ocupados por <a href="/wpt/S%C3%A3o_Vicente_de_Paulo" title="São Vicente de Paulo" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Vicente_de_Paulo" wx:page_id="121519" id="wx110">São Vicente de Paulo</a>, à esquerda, e por <a href="/wpt/S%C3%A3o_Jos%C3%A9" title="São José" wx:linktype="known" wx:pagename="São_José" wx:page_id="100541" id="wx111">São José</a>, à direita.</p>

<p id="wx112">As antigas estátuas da Igreja Matriz, em talha de madeira, são de origem portuguesa. Em <a href="/wpt/1773" title="1773" wx:linktype="known" wx:pagename="1773" wx:page_id="28395" id="wx113">1773</a> já se encontravam nos altares laterais as imagens de <a href="/wpt/Santo_Ant%C3%B4nio_de_P%C3%A1dua" title="Santo Antônio de Pádua" wx:linktype="known" wx:pagename="Santo_Antônio_de_Pádua" wx:page_id="550892" id="wx114">Santo Antônio de Pádua</a>, <a href="/wpt/Miguel_%28arcanjo%29" title="Miguel (arcanjo)" wx:linktype="known" wx:pagename="Miguel_(arcanjo)" wx:page_id="117442" id="wx115">São Miguel</a> e <a href="/wpt/Francisco_de_Paula" title="Francisco de Paula" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Paula" wx:page_id="260574" id="wx116">São Francisco de Paula</a>.</p>

<p id="wx117">Do lado do Evangelho, o <a href="/wpt/Ret%C3%A1bulo" title="Retábulo" wx:linktype="known" wx:pagename="Retábulo" wx:page_id="138675" id="wx118">retábulo</a> colateral é dedicado exclusivamente ao <a href="/wpt/Sagrado_Cora%C3%A7%C3%A3o_de_Jesus" title="Sagrado Coração de Jesus" wx:linktype="known" wx:pagename="Sagrado_Coração_de_Jesus" wx:page_id="855339" id="wx119">Sagrado Coração de Jesus</a>. No retábulo lateral, encontram-se o altar de <a href="/wpt/Nossa_Senhora_das_Dores" title="Nossa Senhora das Dores" wx:linktype="known" wx:pagename="Nossa_Senhora_das_Dores" wx:page_id="555990" id="wx120">Nossa Senhora das Dores</a> e as imagens de São Francisco de Paula, Santo Antônio de Pádua e <a href="/wpt/Santo_Em%C3%ADdio" class="new" title="Santo Emídio" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Santo_Emídio" id="wx121">Santo Emídio</a>.</p>

<p id="wx122">Do lado da Epístola, o retábulo colateral exibe o altar de São Miguel, a imagem de <a href="/wpt/Nossa_Senhora_da_Penha" class="new" title="Nossa Senhora da Penha" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nossa_Senhora_da_Penha" id="wx123">Nossa Senhora da Penha</a> e, sob o altar, a imagem do Senhor Morto. No retábulo lateral, estão o altar de <a href="/wpt/Santa_Ana" title="Santa Ana" wx:linktype="known" wx:pagename="Santa_Ana" wx:page_id="67882" id="wx124">Santa Ana</a> e as imagens de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_Batista" title="São João Batista" wx:linktype="known" wx:pagename="São_João_Batista" wx:page_id="38089" id="wx125">São João Batista</a> e <a href="/wpt/S%C3%A3o_Gon%C3%A7alo" title="São Gonçalo" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Gonçalo" wx:page_id="5823" id="wx126">São Gonçalo</a>.</p>

<p id="wx127">O arco cruzeiro, emoldurado por um cortinado vermelho com franjas que imitam tecido, é ladeado por dois <a href="/wpt/Anjo" title="Anjo" wx:linktype="known" wx:pagename="Anjo" wx:page_id="40891" id="wx128">anjos</a> que tocam <a href="/wpt/Trombeta" title="Trombeta" wx:linktype="known" wx:pagename="Trombeta" wx:page_id="66129" id="wx129">trombetas</a> e coroado por um <a href="/wpt/Medalh%C3%A3o" title="Medalhão" wx:linktype="known" wx:pagename="Medalhão" wx:page_id="905103" id="wx130">medalhão</a> com ornatos dourados.</p>

<a id="O_Restauro_de_1996_a_1999" name="O_Restauro_de_1996_a_1999"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="O Restauro de 1996 a 1999" id="wxsec4"><h2 id="wx131">O Restauro de 1996 a 1999</h2>

<p id="wx132">Entre os anos de <a href="/wpt/1996" title="1996" wx:linktype="known" wx:pagename="1996" wx:page_id="11367" id="wx133">1996</a> e <a href="/wpt/1999" title="1999" wx:linktype="known" wx:pagename="1999" wx:page_id="11365" id="wx134">1999</a> foi feita a restauração arquitetônica e artística da Matriz, com participação da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis, sob orientação do IPHAN, através de recursos fornecidos pela <a href="/wpt/Telebr%C3%A1s" title="Telebrás" wx:linktype="known" wx:pagename="Telebrás" wx:page_id="82430" id="wx135">Telebrás</a>, via <a href="/wpt/Lei_do_Mecenato" class="new" title="Lei do Mecenato" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Lei_do_Mecenato" id="wx136">Lei do Mecenato</a>.</p>

<p id="wx137">O processo de restauro contou com <a href="/wpt/Engenheiro" title="Engenheiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Engenheiro" wx:page_id="95327" id="wx138">engenheiros</a>, <a href="/wpt/Arquiteto" title="Arquiteto" wx:linktype="known" wx:pagename="Arquiteto" wx:page_id="37897" id="wx139">arquitetos</a>, <a href="/wpt/Restaurador" title="Restaurador" wx:linktype="known" wx:pagename="Restaurador" wx:page_id="1117442" id="wx140">restauradores</a>, mestres de obra e operários que, ligados por uma saudável e profícua convivência, se empenharam no aperfeiçoamento constante das tarefas realizadas.</p>

<p id="wx141">Além de melhorar o nível técnico-profissional, a absorção da mão-de-obra local contribuiu para gerar empregos e para reter recursos na própria cidade. Desde o primeiro momento, o canteiro de obra manteve-se aberto à visitação pública, com exposições didáticas, organizadas com o objetivo de esclarecer cada aspecto do processo de restauro. O registro diário das etapas de trabalho e a documentação fotográfica profissional realizada em períodos determinados, além de permitirem o acompanhamento completo das obras, geraram significativas imagens que passaram a integrar o acervo da Igreja Matriz.</p>

<a id="Arquitetura" name="Arquitetura"/>
<wx:section level="3" title="Arquitetura" id="wxsec10"><h3 id="wx142">Arquitetura</h3>

<p id="wx143">Os primeiros trabalhos concentraram-se na recuperação arquitetônica do edifício, já bastante danificado pela ação do tempo e dos predadores como cupins, abelhas, morcegos e pombos.</p>

<a id="Taipa_de_pil.C3.A3o" name="Taipa_de_pil.C3.A3o"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Taipa de pilão" id="wxsec11"><h3 id="wx144">Taipa de pilão</h3>

<p id="wx145">Para consolidar a estrutura e neutralizar os efeitos da decadência da taipa de pilão, usou-se uma técnica de enxerto dos vazios com alvenaria de tijolos maciços travados entre si e engastados na própria taipa. Arame farpado, colocado entre os tijolos e presos à estrutura de madeira, contribuíram, em alguns casos, para garantir uma maior aderência.</p>

<a id="Gaiolas_de_madeira" name="Gaiolas_de_madeira"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Gaiolas de madeira" id="wxsec12"><h3 id="wx146">Gaiolas de madeira</h3>

<p id="wx147">As gaiolas de madeira das fachadas principal e posterior passaram por uma revisão completa: peças deterioradas foram substituídas e cantoneiras metálicas introduzidas para possibilitar o reforço das junções estruturais.</p>

<a id="Barrado" name="Barrado"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Barrado" id="wxsec13"><h3 id="wx148">Barrado</h3>

<p id="wx149">Por meio da remoção de várias camadas de reboco e repinturas nas paredes da capela mor, foi possível resgatar uma pintura parietal possivelmente datada de <a href="/wpt/1863" title="1863" wx:linktype="known" wx:pagename="1863" wx:page_id="19596" id="wx150">1863</a>. A pintura, um barrado azul ornamentados com flores, foi restaurada em um trecho e replicada no restante da capela devido à falta de referências originais.</p>

<a id="Altar-mor" name="Altar-mor"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Altar-mor" id="wxsec14"><h3 id="wx151">Altar-mor</h3>

<p id="wx152">Após os trabalhos de recomposição de perdas, reintegração cromática, policromia e douramento, a pintura do frontispício do altar-mor, realizada originalmente em 1766 por Reginaldo Fragoso de Albuquerque, readquiriu a integridade e o colorido originais.</p>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx153"><a href="/wpt/Imagem:Piri_013.jpg" title="Nossa Senhora das Dores" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Piri_013.jpg" id="wx154"><img src="/wpt/Imagem:Piri_013.jpg" alt="Nossa Senhora das Dores" id="wx155"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx156">
<p id="wx157">Nossa Senhora das Dores</p>
</div>
</div>

<a id="Forro" name="Forro"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Forro" id="wxsec15"><h3 id="wx158">Forro</h3>

<p id="wx159">A restauração da pintura do forro da capela-mor, realizada originalmente entre 1863 e 1864 pelos pintores meiapontenses Inácio Pereira Leal, Antônio da Costa Nascimento, permitiu resgatar a belíssima rosácea central dedicada à Padroeira.</p>

<a id="Arco_cruzeiro" name="Arco_cruzeiro"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Arco cruzeiro" id="wxsec16"><h3 id="wx160">Arco cruzeiro</h3>

<p id="wx161">O arco cruzeiro, encimado por um medalhão, foi restaurado e todos os ornamentos em talha de madeira, inclusive as quatro colunas que emolduram o nicho central e o sacrário, readquiriram sua feição original.</p>

<a id="Imagin.C3.A1ria" name="Imagin.C3.A1ria"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Imaginária" id="wxsec17"><h3 id="wx162">Imaginária</h3>

<p id="wx163">A imagem de Nossa Senhora das Dores foi restaurada e assentada no retábulo lateral para que, por meio de sua imagem, se fizessem lembrados e venerados os sofrimentos de Maria.</p>

<p id="wx164">A imagem da Padroeira Nossa Senhora do Rosário, trazida de <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx165">Portugal</a> no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVIII" title="Século XVIII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVIII" wx:page_id="10579" id="wx166">século XVIII</a>, se fez renovada e voltou a ocupar o trono central do altar-mor da Matriz que lhe foi consagrada.</p>

<a id="O_Inc.C3.AAndio" name="O_Inc.C3.AAndio"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="O Incêndio" id="wxsec5"><h2 id="wx167">O Incêndio</h2>

<p id="wx168">Em <a href="/wpt/5_de_setembro" title="5 de setembro" wx:linktype="known" wx:pagename="5_de_setembro" wx:page_id="18781" id="wx169">5 de setembro</a> de <a href="/wpt/2002" title="2002" wx:linktype="known" wx:pagename="2002" wx:page_id="8773" id="wx170">2002</a> a igreja sofreu um incêndio que consumiu o telhado e toda a parte interna do monumento. No mesmo ano iniciaram-se as obras de salvamento emergencial do edifício. O início das obras de restauração aconteceu em <a href="/wpt/2003" title="2003" wx:linktype="known" wx:pagename="2003" wx:page_id="11364" id="wx171">2003</a> e, em <a href="/wpt/2004" title="2004" wx:linktype="known" wx:pagename="2004" wx:page_id="7634" id="wx172">2004</a>, foi aberta a exposição <i id="wx173">Canteiro Aberto</i>.</p>

<a id="A_reconstru.C3.A7.C3.A3o" name="A_reconstru.C3.A7.C3.A3o"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="A reconstrução" id="wxsec6"><h2 id="wx174">A reconstrução</h2>

<p id="wx175">A reconstrução da Igreja Matriz iniciou em 2003, sendo reinaugurada em <a href="/wpt/30_de_mar%C3%A7o" title="30 de março" wx:linktype="known" wx:pagename="30_de_março" wx:page_id="41124" id="wx176">30 de março</a> de <a href="/wpt/2006" title="2006" wx:linktype="known" wx:pagename="2006" wx:page_id="24047" id="wx177">2006</a>.</p>

<a id="Canteiro_Aberto:_visitando_a_obra" name="Canteiro_Aberto:_visitando_a_obra"/>
<wx:section level="3" title="Canteiro Aberto: visitando a obra" id="wxsec18"><h3 id="wx178"><i id="wx179">Canteiro Aberto: visitando a obra</i></h3>

<p id="wx180">O <i id="wx181">Canteiro Aberto</i>, exposição montada no interior da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, permitiu que os moradores de Pirenópolis e visitantes pudessem acompanhar o processo de restauração, iniciado após o incêndio de setembro de 2002.</p>

<p id="wx182">Aberta para a visitação no dia <a href="/wpt/29_de_maio" title="29 de maio" wx:linktype="known" wx:pagename="29_de_maio" wx:page_id="12820" id="wx183">29 de maio</a> de 2004 e funcionando até <a href="/wpt/17_de_Janeiro" title="17 de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="17_de_Janeiro" wx:page_id="10673" id="wx184">17 de Janeiro</a> de 2006, a exposição recebeu um total de 35.000 visitantes de todas as regiões do Brasil e de outros países.</p>

<p id="wx185">Através de painéis explicativos, visitas guiadas e da própria observação do edifício, foi promovido um interessante trabalho de educação patrimonial, onde os visitantes puderam interagir com o edifício, conhecendo seu valor histórico, religioso e social e participar do restauro através das críticas e sugestões.</p>

<p id="wx186">O <i id="wx187">Canteiro Aberto</i> sensibilizou e emocionou a muitos que o visitaram, com a beleza e grandiosidade do edifício atingido pelo incêndio, deixando em seus visitantes grandes expectativas para a conclusão do restauro.</p>

<a id="O_Renascimento_de_um_Edif.C3.ADcio" name="O_Renascimento_de_um_Edif.C3.ADcio"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="O Renascimento de um Edifício" id="wxsec19"><h3 id="wx188">O Renascimento de um Edifício</h3>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx189"><a href="/wpt/Imagem:Ive_016.jpg" title="Setenário - Semana Santa" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Ive_016.jpg" id="wx190"><img src="/wpt/Imagem:Ive_016.jpg" alt="Setenário - Semana Santa" id="wx191"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx192">
<p id="wx193">Setenário - Semana Santa</p>
</div>
</div>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx194"><a href="/wpt/Imagem:Ive_021.jpg" title="Interior da Igreja" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Ive_021.jpg" id="wx195"><img src="/wpt/Imagem:Ive_021.jpg" alt="Interior da Igreja" id="wx196"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx197">
<p id="wx198">Interior da Igreja</p>
</div>
</div>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx199"><a href="/wpt/Imagem:12345666.jpg" title="Torre do Batistério" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:12345666.jpg" id="wx200"><img src="/wpt/Imagem:12345666.jpg" alt="Torre do Batistério" id="wx201"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx202">
<p id="wx203">Torre do Batistério</p>
</div>
</div>

<p id="wx204">A Matriz, como uma <a href="/wpt/F%C3%AAnix" title="Fênix" wx:linktype="known" wx:pagename="Fênix" wx:page_id="13100" id="wx205">fênix</a>, ressurgiu literalmente das cinzas para ocupar o seu lugar no cenário e na paisagem da bucólica da cidade de Pirenópolis. Após o impacto do grave incêndio, que destruiu boa parte da Igreja, apenas três anos depois de uma meticulosa obra de restauração, ficou a questão: como a cidade enfrentaria a perda parcial de seu maior ícone arquitetônico e urbano? Com o futuro comprometido pela avaria de seu imponente símbolo incrustado no coração da vila, sem dúvida tratava-se de uma obra que, mexendo com a mente e a alma de todos, causava controvérsias.</p>

<p id="wx206">Houve os que duvidavam do sentido de se recuperar alguma coisa a partir do que chamavam de ruína. Outros insistiam que era importante preservar a integridade da própria ruína, sem nada acrescentar. Quando muito, diziam, dever-se-ia deixar a grama crescer e, eventualmente, utilizar o local para atividades culturais como shows etc.</p>

<p id="wx207">Mas a que ruína se referiam? Para existir uma ruína, é necessário e indispensável decorrer algum tempo, ou seja, o arruinamento se dá, de forma progressiva, com o fluir do tempo. Com a Matriz, o que ocorreu foi um acidente grave, um violento incêndio que rapidamente consumiu boa parte da igreja, sem que houvesse sequer espaço para a ação do tempo.</p>

<p id="wx208">De qualquer forma, o sinal para a restauração surgiu de uma decisão coletiva da comunidade pirenopolina. Afinal, a Matriz é o maior símbolo da cultura de um povo que, há pelo menos 300 anos, festeja, a partir daquela igreja, a sua Festa do <a href="/wpt/Divino_Esp%C3%ADrito_Santo" title="Divino Espírito Santo" wx:linktype="known" wx:pagename="Divino_Espírito_Santo" wx:page_id="136486" id="wx209">Divino Espírito Santo</a>.</p>

<p id="wx210">A posição de consenso do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) na defesa desse patrimônio nacional foi de apoiar a restauração e a reinserção do monumento na paisagem. As dúvidas ficaram por conta apenas da pertinência de uma ação integral ou parcial de recuperação, ou refazimento, dos elementos artísticos destruídos pelo fogo.</p>

<p id="wx211">Isso posto, foi imediatamente implantada pelo IPHAN uma UTI – Unidade de Terapia da Igreja - que pretendia cuidar da Matriz como de um doente grave. Uma imensa cobertura metálica dava proteção às paredes de barro cru em taipa de pilão e, junto com os imprescindíveis escoramentos das aberturas de portas e janelas, preparava o monumento para o futuro e delicado "ato cirúrgico" de restauração.</p>

<p id="wx212">Por intermédio da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (SOAP) foi então elaborado, pela Lei de Incentivo à Cultura e pela <a href="/wpt/Lei_Goyazes" class="new" title="Lei Goyazes" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Lei_Goyazes" id="wx213">Lei Goyazes</a>, um projeto que, após sua aprovação no <a href="/wpt/Conselho_Nacional_de_Cultura" class="new" title="Conselho Nacional de Cultura" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Conselho_Nacional_de_Cultura" id="wx214">Conselho Nacional de Cultura</a> (MinC/PRONAC) e na <i id="wx215">Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico</i> (AGEPEL), possibilitou a captação dos recursos que, vindos da <a href="/wpt/Caixa_Econ%C3%B4mica_Federal" title="Caixa Econômica Federal" wx:linktype="known" wx:pagename="Caixa_Econômica_Federal" wx:page_id="163570" id="wx216">Caixa Econômica Federal</a> (CAIXA), das <a href="/wpt/Centrais_El%C3%A9tricas_de_Goi%C3%A1s" class="new" title="Centrais Elétricas de Goiás" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Centrais_Elétricas_de_Goiás" id="wx217">Centrais Elétricas de Goiás</a> (CELG), do <a href="/wpt/Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econ%C3%B4mico_e_Social" title="Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social" wx:linktype="known" wx:pagename="Banco_Nacional_de_Desenvolvimento_Econômico_e_Social" wx:page_id="81073" id="wx218">Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social</a> (BNDES) e da <a href="/wpt/Petrobras" title="Petrobras" wx:linktype="known" wx:pagename="Petrobras" wx:page_id="24517" id="wx219">Petrobras</a> e com o apoio do <a href="/wpt/Instituto_Brasileiro_do_Meio_Ambiente_e_dos_Recursos_Naturais_Renov%C3%A1veis" title="Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis" wx:linktype="known" wx:pagename="Instituto_Brasileiro_do_Meio_Ambiente_e_dos_Recursos_Naturais_Renováveis" wx:page_id="174784" id="wx220">Instituto Brasileiro do Meio Ambiente</a> (IBAMA), permitiram dar início às obras.</p>

<p id="wx221">Nascia assim o <i id="wx222">Canteiro Aberto</i>, norteado desde logo pelos princípios de comunicação social e garantia da participação da comunidade no processo de restauro do templo. Tapumes transparentes e uma exposição no interior da Igreja tinham, entre outros objetivos, os de contribuir para a cicatrização paulatina das feridas deixadas pelo incêndio, a reinserção imediata do grande volume na paisagem da cidade e a sensibilização da sociedade após o impacto.</p>

<p id="wx223">O acidente, ao despir todo o sistema construtivo, revelou a fortaleza daquelas verdadeiras muralhas de barro assentadas sobre cantaria de pedra que, a despeito dos 300 anos de história e das altíssimas temperaturas durante horas de fogo, se mantiveram em pé e firmes.</p>

<p id="wx224">Um canteiro digital foi providenciado para armazenar as imagens fotográficas disponibilizadas em um banco acessível pela internet, e foi dada seqüência a um meticuloso processo de documentação também em vídeo.</p>

<p id="wx225">A riqueza das soluções criativas no canteiro de obras tais como: rabo de cavalo, adobe de pilão, andaime móvel e injeção de barro, dentre outras, deveu-se principalmente à harmoniosa convivência entre técnicos e operários. Sem subverter a imprescindível hierarquia de trabalho e levando em conta a qualidade da mão-de-obra local, a equipe aprendeu a pensar em conjunto - trocar idéias, amadurecê-las e tomar coletivamente as decisões.</p>

<p id="wx226">O termo <i id="wx227">carapinas</i>, empregado usualmente em Pirenópolis para denominar aqueles que se dedicam ao trabalho com madeiras, demonstra a herança portuguesa no trato com esse material. Remontando a períodos da história da colonização, a arte da madeira é ainda uma forte marca na cidade, tanto na arquitetura como no mobiliário produzido e comercializado para diversos lugares do país e do mundo. A presença no canteiro de alguns desses mestres carapinas possibilitou, em um período de pouco mais de dois anos, o aperfeiçoamento de uma série de aprendizes que, ao final, se capacitaram para o desempenho de diferentes tipos de tarefas, com alta competência técnica e operacional.</p>

<p id="wx228">Com o respaldo de um denso referencial teórico, foram estudadas as soluções empregadas na <a href="/wpt/Europa" title="Europa" wx:linktype="known" wx:pagename="Europa" wx:page_id="772" id="wx229">Europa</a> do pós-guerra: nos monumentos das duas <a href="/wpt/Alemanha" title="Alemanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Alemanha" wx:page_id="305" id="wx230">Alemanhas</a>; na reconstrução integral do centro urbano de <a href="/wpt/Vars%C3%B3via" title="Varsóvia" wx:linktype="known" wx:pagename="Varsóvia" wx:page_id="9764" id="wx231">Varsóvia</a> pós-<a href="/wpt/Nazismo" title="Nazismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Nazismo" wx:page_id="1337" id="wx232">nazismo</a>; na reconstrução, após um acidente, da Torre da <a href="/wpt/Pra%C3%A7a_de_S%C3%A3o_Marcos" class="new" title="Praça de São Marcos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Praça_de_São_Marcos" id="wx233">Praça de São Marcos</a> em <a href="/wpt/Veneza" title="Veneza" wx:linktype="known" wx:pagename="Veneza" wx:page_id="29933" id="wx234">Veneza</a>. E estudamos o ocorrido em <a href="/wpt/Dubrovnik" title="Dubrovnik" wx:linktype="known" wx:pagename="Dubrovnik" wx:page_id="174717" id="wx235">Dubrovnik</a>, capital da antiga <a href="/wpt/Iugosl%C3%A1via" title="Iugoslávia" wx:linktype="known" wx:pagename="Iugoslávia" wx:page_id="14932" id="wx236">Iugoslávia</a>, onde uma guerra étnico-religiosa destruiu a cidade patrimônio cultural da humanidade, levando em conta o compromisso das nações integrantes da <a href="/wpt/UNESCO" title="UNESCO" wx:linktype="known" wx:pagename="UNESCO" wx:page_id="13959" id="wx237">UNESCO</a> com a sua preservação de acordo com os princípios internacionais que regem o tema patrimônio da humanidade.</p>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx238"><a href="/wpt/Imagem:Ive_018.jpg" title="Altar Principal" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Ive_018.jpg" id="wx239"><img src="/wpt/Imagem:Ive_018.jpg" alt="Altar Principal" id="wx240"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx241">
<p id="wx242">Altar Principal</p>
</div>
</div>

<p id="wx243">Afinal, a pergunta que não quis calar: no caso da Matriz de Pirenópolis houve um restauro ou uma reconstrução? Ao afirmar que se tratou de uma reinserção do volume na paisagem ou da reapropriação de um importantíssimo <a href="/wpt/%C3%8Dcone" title="Ícone" wx:linktype="known" wx:pagename="Ícone" wx:page_id="121817" id="wx244">ícone</a> simbólico e espiritual, temos a certeza de que estamos no campo e no domínio restrito do restauro. Por mais cuidadosa que seja sua conservação, um monumento não se mantém por toda a eternidade sem as inevitáveis ações de restauro e conservação das características que lhe conferem originalidade e legitimidade. Podem ser trocadas as portas desgastadas pelo tempo, a cobertura, seu tabuado, sua pintura, sem que isso signifique uma reconstrução.</p>

<p id="wx245">Na Matriz, a ancestral taipa de pilão falou mais alto, resistiu às intempéries do tempo e à agressão do fogo e se recompôs para que o próprio tempo possa avaliar melhor sua trajetória.</p>

<p id="wx246">E, se cada caso é um caso, na Matriz cabe reafirmar sua verdadeira restauração. Restauração de sua função simbólica, de sua função social e cultural, de sua importância arquitetônica e urbana, de sua centralidade espacial na cidade e de sua primazia na paisagem, de seu papel histórico e, sobretudo, de sua condição de obra de arte contextualizada no tempo e no espaço.</p>

<p id="wx247">A Matriz de Pirenópolis encerra a história de um monumento que, a despeito das várias formas pelas quais se revelou ao longo do tempo, conservou sua essência primeira, mantendo sempre viva sua destinação original. Ora as torres foram altas e, por infortúnios do tempo, tiveram que ser rebaixadas... ora a capela-mor foi pequena, e teve que ser aumentada... ora o arco cruzeiro ruiu, e teve que ser restaurado, graças ao empenho do Comendador Joaquim Alves da Silva em sua memorável passagem pela cidade.</p>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx248"><a href="/wpt/Imagem:Ive_011.jpg" title="Vista noturna" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Ive_011.jpg" id="wx249"><img src="/wpt/Imagem:Ive_011.jpg" alt="Vista noturna" width="250" id="wx250"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx251">
<p id="wx252">Vista noturna</p>
</div>
</div>

<p id="wx253">Mas a Matriz perpetuou-se como nasceu, simples, bela e verdadeira. Uma obra de arte que, inscrita em 1941 no livro de tombo do patrimônio histórico e artístico nacional, foi reconhecida como tal desde os tempos pioneiros do IPHAN. Uma menina que se tornou senhora, cercada dos cuidados que a memória nacional requer, uma obra de arte que merecia ser restaurada, jamais replicada.</p>

<p id="wx254">Quanto aos elementos artísticos levados pelo incêndio, o tempo tratou de buscar no passado uma curiosa solução. A religiosidade brasileira fez edificar em Pirenópolis duas igrejas do Rosário: a dos brancos e a dos pretos. Estes últimos, impedidos de freqüentar a Matriz que haviam ajudado a erguer, viram-se obrigados a construir outra igreja para a mesma santa de devoção. E, por muitos anos, conviveram os dois edifícios com suas fachadas voltadas uma para a outra. Até que, por força de intervenções desastrosas que tentaram tornar o colonial em <a href="/wpt/Neog%C3%B3tico" title="Neogótico" wx:linktype="known" wx:pagename="Neogótico" wx:page_id="493816" id="wx255">neogótico</a> a exemplo do que ocorreu em outros tantos monumentos do Brasil afora, a igreja dos pretos veio a ruir, ficando o seu altar-mor preservado e guardado por mais de sessenta anos.</p>

<p id="wx256">Com o acidente da Matriz, configurou-se uma situação inusitada - uma igreja sem altar-mor e um altar-mor sem igreja. Era chegada a hora de, unindo os homens de todas as cores e mesma fé, transplantar, para o doente já recuperado, um coração, a alma da Nossa Senhora do Rosário dos brancos, dos pretos e dos mestiços. A alma da Nossa Senhora do Rosário do povo brasileiro e pirenopolino.</p>

<p id="wx257">As soluções adotadas para os elementos artísticos da igreja privilegiaram a simplicidade dos materiais e a autenticidade das técnicas construtivas, em harmonia com as conquistas tecnológicas do tempo histórico presente. Deixando a descoberto os relevos na taipa que outrora abrigavam os altares laterais, ou incorporando no altar-mor uma talha original da antiga igreja dos pretos da mesma santa de devoção, buscou-se reter no interior do edifício as marcas mais significativas e contundentes do passado vistas sob a luz do aqui e agora.</p>

<p id="wx258">Por tudo isso, a intervenção restauradora não pode ser caracterizada como um restauro autoral, mas como um processo de restauro coletivo que procurou, por meio da consolidação do templo, o resgate da fé de um povo.</p>

<p id="wx259">Agora só resta aguardar pacientemente o julgamento da história. O restauro de um monumento é feito do tempo do fazer, do tempo do admirar, do tempo do envelhecer e do tempo de se perpetuar e se lançar para o futuro.</p>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec7"><h2 id="wx260">Ligações externas</h2>

<ul id="wx261">
<li id="wx262"><a href="http://www.matrizdepirenopolis.com.br/" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx263">Site Oficial da Reconstrução da Matriz de Pirenópolis</a></li>

<li id="wx264"><a href="http://www.pirenopolis.tur.br/portal/index.php?id=matrizhistoria" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx265">História da Matriz no Pirenópolis.tur.br</a></li>

<li id="wx266"><a href="http://www.pirenopolis.com.br/ExibeChamadas.jsp?pkLink=32" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx267">Matriz de Pirenópolis no Pirenopolis.com.br</a></li>

<li id="wx268"><a href="http://www.brasiloeste.com.br/noticia/155/" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx269">Matriz de Pirenópolis no Brasiloeste.combr</a></li>

<li id="wx270"><a href="http://www.faquini.com.br/trabalhos/web_matriz/index.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx271">Fotos da Reconstrução da Matriz de Pirenópolis</a></li>

<li id="wx272"><a href="http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2658856&amp;sub=Distrito%20Federal" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx273">Matriz de Pirenópolis no Correio Web</a></li>

<li id="wx274"><a href="http://www.vitruvius.com.br/institucional/inst98/inst98_06.asp" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx275">Matriz de Pirenópolis no Vituvius</a></li>

<li id="wx276"><a href="http://www.unisantos.br/pos/revistapatrimonio/painel.php?cod=1266" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx277">Matriz de Pirenópolis no Patrimônio: Lazer e Turismo</a></li>

<li id="wx278"><a href="http://www.goianesia.go.gov.br/Portal/release.asp?id=1218" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx279">Matriz de Pirenópolis no Site da Prefeitura de Goianésia</a></li>

<li id="wx280"><a href="http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020906/pri_espe_060902_299.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx281">Matriz de Pirenópolis no Correio Barsiliense</a></li>

<li id="wx282"><a href="http://www.flickr.com/search/?q=matriz%20de%20pirenopolis&amp;w=all&amp;s=int" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx283">Matriz de Pirenópolis no Flickr</a></li>

<li id="wx284"><a href="http://www.rotas.xl.pt/0307/900.shtml" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx285">Matriz de Pirenópolis no Rota.com</a></li>

<li id="wx286"><a href="https://portal.iphan.gov.br/consultaPublicaBCP/index.jsf" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx287">Bens Procurados da Matriz de Pirenópolis</a></li>

<li id="wx288"><i id="wx289">O difícil desafio de refazer a história.</i>
<p id="wx290">Jornal do CREA-GO. Ano II - Nº 6, Novembro/Dezembro de 2004.<a href="http://www.crea-go.org.br/informativo/jornal/jorn_jan2005.pdf" class="external autonumber" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx291"/></p>
</li>
</ul>


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<table cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: transparent;" id="wx292">
<tr id="wx293">
<td width="40" id="wx294">
<div class="wx_image" wx:align="left" id="wx295"><a href="/wpt/Imagem:Commons-logo.svg" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Commons-logo.svg" id="wx296"><img src="/wpt/Imagem:Commons-logo.svg" alt="" width="20" id="wx297"/></a></div>
</td>
<td id="wx298">
<p id="wx299">O <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal" class="extiw" title="commons:Página_principal" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="commons:Página_principal" id="wx300">Wikimedia Commons</a> possui multimédia sobre: <i id="wx301"><b id="wx302"><span class="plainlinks" id="wx303"><a href="http://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Category%3AIgreja+Matriz+de+Nossa+Senhora+do+Ros%C3%A1rio+de+Piren%C3%B3polis&amp;=uselang=pt" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx304">Igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário</a></span></b></i>.</p>
</td>
</tr>
</table>
</div>

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<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Igreja_matriz_de_Nossa_Senhora_do_Ros%C3%A1rio" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx305">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx306"><a href="/wpt/Categoria:%21Artigos_sem_interwiki" title="Categoria:!Artigos sem interwiki" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Artigos_sem_interwiki" wx:page_id="1133291" id="wx307">!Artigos sem interwiki</a></span> | <span dir="ltr" id="wx308"><a href="/wpt/Categoria:Igrejas_de_Goi%C3%A1s" title="Categoria:Igrejas de Goiás" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Igrejas_de_Goiás" wx:page_id="1433779" id="wx309">Igrejas de Goiás</a></span> | <span dir="ltr" id="wx310"><a href="/wpt/Categoria:Atrativos_de_Piren%C3%B3polis" title="Categoria:Atrativos de Pirenópolis" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Atrativos_de_Pirenópolis" wx:page_id="1504691" id="wx311">Atrativos de Pirenópolis</a></span> | <span dir="ltr" id="wx312"><a href="/wpt/Categoria:Monumentos_religiosos_do_Brasil" title="Categoria:Monumentos religiosos do Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Monumentos_religiosos_do_Brasil" wx:page_id="60450" id="wx313">Monumentos religiosos do Brasil</a></span> | <span dir="ltr" id="wx314"><a href="/wpt/Categoria:Barroco_no_Brasil" title="Categoria:Barroco no Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Barroco_no_Brasil" wx:page_id="1030169" id="wx315">Barroco no Brasil</a></span></div>
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<p id="wx316">Category:Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Pirenópolis</p>
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