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<title>Lewis Henry Morgan</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Lewis Henry Morgan" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Lewis Henry Morgan</h1>

<div class="wx_image" wx:align="right" wx:thumb="thumb" id="wx2"><a href="/wpt/Imagem:Morgan.jpg" title="Lewis Henry Morgan" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Morgan.jpg" id="wx3"><img src="/wpt/Imagem:Morgan.jpg" alt="Lewis Henry Morgan" width="200" id="wx4"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx5">
<p id="wx6">Lewis Henry Morgan</p>
</div>
</div>

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<table style="margin: 0 0 1em 1em; border: solid #aaa 1px; background: #f9f9f9; padding: 1ex; font-size: 90%; clear: right; float: right;" class="noprint" id="wx7">
<tr id="wx8">
<td id="wx9"><a href="/wpt/Imagem:Portal.svg" title="Portal" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Portal.svg" id="wx10"><img src="/wpt/Imagem:Portal.svg" alt="Portal" width="36" id="wx11"/></a> </td>
<td id="wx12">
<p id="wx13">A Wikipédia possui o<br id="wx14"/>
<i id="wx15"><b id="wx16"><a href="/wpt/Portal:Antropologia" class="new" title="Portal:Antropologia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Portal:Antropologia" id="wx17">Portal de antropologia</a></b></i></p>

<div class="hiddenStructure" id="wx18"><i id="wx19"><b id="wx20">{{{Portal2}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx21"><i id="wx22"><b id="wx23">{{{Portal3}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx24"><i id="wx25"><b id="wx26">{{{Portal4}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx27"><i id="wx28"><b id="wx29">{{{Portal5}}}</b></i></div>
</td>
</tr>
</table>

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<p id="wx30"><b id="wx31">Lewis Henry Morgan</b> (<a href="/wpt/Rochester" title="Rochester" wx:linktype="known" wx:pagename="Rochester" wx:page_id="29240" id="wx32">Rochester</a>, <a href="/wpt/21_de_Novembro" title="21 de Novembro" wx:linktype="known" wx:pagename="21_de_Novembro" wx:page_id="11072" id="wx33">21 de Novembro</a> de <a href="/wpt/1818" title="1818" wx:linktype="known" wx:pagename="1818" wx:page_id="25490" id="wx34">1818</a> – <a href="/wpt/17_de_dezembro" title="17 de dezembro" wx:linktype="known" wx:pagename="17_de_dezembro" wx:page_id="39709" id="wx35">17 de dezembro</a> de <a href="/wpt/1881" title="1881" wx:linktype="known" wx:pagename="1881" wx:page_id="11379" id="wx36">1881</a>) foi um <a href="/wpt/Antropologia" title="Antropologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Antropologia" wx:page_id="273" id="wx37">antropólogo</a>, <a href="/wpt/Etnologia" title="Etnologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Etnologia" wx:page_id="62293" id="wx38">etnólogo</a> e escritor norte-americano. Considerado um dos fundadores da antropologia moderna, fez pesquisa de campo entre os <a href="/wpt/Iroqueses" title="Iroqueses" wx:linktype="known" wx:pagename="Iroqueses" wx:page_id="98681" id="wx39">iroqueses</a>, de onde retirou material para sua reflexão sobre <a href="/wpt/Cultura" title="Cultura" wx:linktype="known" wx:pagename="Cultura" wx:page_id="9924" id="wx40">cultura</a> e <a href="/wpt/Sociedade" title="Sociedade" wx:linktype="known" wx:pagename="Sociedade" wx:page_id="13624" id="wx41">sociedade</a>.</p>

<p id="wx42">Morgan nasceu em <a href="/wpt/1818" title="1818" wx:linktype="known" wx:pagename="1818" wx:page_id="25490" id="wx43">1818</a> no estado norte-americano de <a href="/wpt/Nova_Iorque" title="Nova Iorque" wx:linktype="known" wx:pagename="Nova_Iorque" wx:page_id="14095" id="wx44">Nova Iorque</a>. Cursou <a href="/wpt/Direito" title="Direito" wx:linktype="known" wx:pagename="Direito" wx:page_id="672" id="wx45">Direito</a> no <a href="/wpt/Union_College" title="Union College" wx:linktype="known" wx:pagename="Union_College" wx:page_id="589924" id="wx46">Union College</a>, tendo exercido a profissão de advogado por algum tempo em Aurora e Rochester. Envolveu-se com política, filiando-se ao <a href="/wpt/Partido_Republicano" title="Partido Republicano" wx:linktype="known" wx:pagename="Partido_Republicano" wx:page_id="124333" id="wx47">Partido Republicano</a>; foi deputado e depois senador. Foi quando se interessou por antropologia e pelas questões ligadas aos iroqueses.</p>

<p id="wx48">Entre seus estudos destaca-se o do parentesco, no qual Morgan tenta estabelecer conexões de sistemas de parentesco em escala global (<i id="wx49">Systems of Consanguinity and Affinity of the Human Family</i>, 1871) ; e o estudo sobre a evolução das sociedades humanas consagrado em <i id="wx50">Ancient Society</i> (1877), no qual distingue três estados de evolução da humanidade: selvageria, barbárie e civilização.</p>

<p id="wx51">Lewis Morgan, nos finais do século XIX, foi o pioneiro na sistematização dos estudos sobre o parentesco - um conjunto de nomenclaturas utilizadas para designar um certo tipo de tratamento social. São estes estudos que o conduzem ao interesse pelas instituições e pela família - no que respeita à primeira, o autor vai opor duas formas de organização - Societas e Civitas. Esta teoria assenta numa visão evolucionista que postula a passagem de uma organização democrática, sem Estado, baseada no parentesco, para uma outra em que o território e a propriedade assumem papel fundamental, cedendo a democracia os seus direitos ao Estado. Quanto à família, o autor entende que as formas que esta foi sucessivamente adquirindo resulta dos “grandes sistemas de consanguinidade e de afinidade que subsistiram até aos nossos dias(...), os quais ilustram “as relações de parentesco existentes na família nos diversos períodos em que cada um deles se formou.”(Morgan, 1973:9). A teoria evolucionista de Morgan constitui também uma forte oposição ao paradigma bíblico, uma vez que este defende a “impossibilidade de continuar a evocar a teoria da degradação humana para explicar a existência de selvagens e bárbaros”(Morgan, 1973:18). Pelo que então já se conhecia das sociedades australianas, polinésias, ameríndias e das civilizações grega e romana, o autor considerou que estas eram “excelentes exemplos das seis grandes etapas da história da humanidade (constantando que) o progresso foi essencialmente o mesmo nas tribos e nações com igual estádio de desenvolvimento, embora vivendo em continentes diferentes e separadas umas das outras.”Este argumento leva o autor a concluir pela “unidade de origem do género humano” (Morgan, 1973:29-30), pelo que Morgan é levado a formular as etapas do processo evolutivo da seguinte forma:</p>

<p id="wx52">a) Selvageria</p>

<ul id="wx53">
<li id="wx54">
<p id="wx55">inferior (estado de total promiscuidade, ligado à ausência de regras de parentesco e de organização social)</p>
</li>

<li id="wx56">
<p id="wx57">média</p>
</li>

<li id="wx58">
<p id="wx59">superior</p>
</li>
</ul>

<p id="wx60">b)Barbárie</p>

<ul id="wx61">
<li id="wx62">
<p id="wx63">inferior</p>
</li>

<li id="wx64">
<p id="wx65">média</p>
</li>

<li id="wx66">
<p id="wx67">superior</p>
</li>
</ul>

<p id="wx68">c) Civilização</p>

<p id="wx69">Na selvageria média e superior e na barbárie domina o critério do parentesco na constituição de gens, <a href="/wpt/Fratrias" class="new" title="Fratrias" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Fratrias" id="wx70">fratrias</a>, tribos e confederação de tribos - a Societas; na civilização triunfa o critério da classe e da propriedade - a <a href="/wpt/Civitas" title="Civitas" wx:linktype="known" wx:pagename="Civitas" wx:page_id="274990" id="wx71">Civitas</a>.</p>

<p id="wx72">O trabalho efetuado por Morgan ultrapassa assim os limites dos dois grandes domínios onde se centram as preocupações da sua época (o da família e o da religião), abrangendo outros aspectos da organização humana. Na sua recolha de informações, junto do povo <a href="/wpt/Iroqu%C3%AAs" title="Iroquês" wx:linktype="known" wx:pagename="Iroquês" wx:page_id="231754" id="wx73">Iroquês</a>, Morgan irá constatar que no seu sistema terminológico é aplicada uma forma diferente de tratamento entre os primos paralelos e os primos cruzados cruzados (G=PX). No seguimento do seu trabalho, descobre que a mesma forma de tratamento sucede com outros povos ameríndios, e desta constatação irá alargar o seu estudo a outros pontos do globo (onde, para além da ajuda de outros “informantes”, recorre aos trabalhos de Max Muller e de <a href="/wpt/MacLennan" class="new" title="MacLennan" wx:linktype="unknown" wx:pagename="MacLennan" id="wx74">MacLennan</a>). Através da realização de investigações com a ajuda de missionários, a recolha de uma grande massa de informação irá, mais tarde, e num plano mais interpretativo, considerar que existem essencialmente dois grandes sistemas de parentesco: sistemas classificatórios (o mesmo termo é aplicado a uma mesma classe de parentes) e sistemas descritivos (a nomenclatura do parentesco segue o parentesco biológico, utilizando um termo para cada membro da família nuclear, que não é utilizado fora desta). Assim, após o estudo efetuado através da observação direta dos Iroqueses e de outras tribos ameríndias, o autor irá construir uma teoria sobre os sistemas de consangüinidade e de afinidade (Sistems of Consanguinity an Afinity of the Human Family, 1871), cujo seguimento posterior dará lugar à obra de síntese do seu pensamento (The Primitive Society, 1877), que influenciou marcadamente o pensamento antropológico posterior. O autor classifica as “quatro categorias de fatos que acompanham, em linhas paralelas, os caminhos do progresso humano do estado selvagem à civilização” (Morgan, 1973:9). Estas categorias compreendem essencialmente os pontos seguintes:</p>

<p id="wx75">1. A estreita associação entre a organização dos meios de subsistência e as tecnologias resultantes da relação do Homem com o meio ambiente, no âmbito da qual terá igualmente havido uma correspondência direta entre o grau de desenvolvimento técnico e o grau de desenvolvimento social. O autor refere como ponto de transição entre os diversos estádios evolutivos, as inovações e as descobertas tecnológicas. Estas “estão em direta relação com o progresso da humanidade, assinalando a sua marcha por uma série de etapas sucessivas” (Morgan, 1973:8).</p>

<p id="wx76">2. A organização das instituições sociais e civis, que se foram desenvolvendo “a partir de certos germes elementares do pensamento”(Morgan, 1973:14), primeiro em torno das relações de parentesco, passando pela gradual instituição da transmissão hereditária de cargos e de bens - através do reconhecimento e da consolidação dos laços de sangue -, para chegar à afirmação da individualidade, com o aumento de bens e da propriedade privada. À transição de uma fase para a outra, o autor vai fazer corresponder duas diferentes formas de organização política (a democracia primitiva, sem Estado, que designa por Societas, e a organização Civitas, onde a democracia cede lugar ao Estado).</p>

<p id="wx77">3. A família, que “tomou sucessivamente formas diferentes, dando origem aos grandes sistemas de consanguinidade e afinidade que subsistiram até aos nossos dias(...) permitem compreender “as relações de parentesco existentes na família, nos diversos períodos em que cada um deles se formou” (Morgan, 1973: 9). Com base nos sistemas que conseguiu identificar, Morgan irá deduzir as formas de família que lhes estão subjacentes. Deste modo, estabelece a identificação de “cinco formas diferentes e sucessivas de família, caracterizando-se cada uma delas por uma instituição matrimonial específica” (Morgan, 1974:122), nas quais distingue três principais (as restantes formas enquadram-se apenas em estádios de transição):</p>

<p id="wx78">a) A família consanguínea (casamento de irmãos e irmãs, carnais e colaterais, no seio de um grupo)</p>

<p id="wx79">b) A família punaluana (casamento colectivo de grupos de irmãos e irmãs, carnais e colaterais, no seio de um grupo)</p>

<p id="wx80">c)A família monogâmica (união de um só casal, com coabitação exclusiva dos cônjuges) Nestas três formas faremos corresponder respectivamente os sistemas malaio (G=P=X), turaniano ou ganowiano (G =PX) e ariano (GPX).</p>

<p id="wx81">4. “A idéia de propriedade teve a mesma evolução e o mesmo desenvolvimento. Desconhecida durante o estado selvagem, a paixão e o interesse pela propriedade, símbolo das riquezas acumuladas, dominam presentemente o espírito humano das raças civilizadas.” (Morgan, 1973:9) Segundo o autor, quanto mais simples forem as artes de subsistência menos objectos se produzem; no seu desenvolvimento até chegar à produção excedentária, estes objectos passam a ser apropriados individualmente, dando origem à propriedade e às regras de herança.</p>

<hr id="wx82"/>
<p id="wx83"><b id="wx84">Fontes:</b></p>

<ul id="wx85">
<li id="wx86">
<p id="wx87">Morgan, Lewis Henry, A Sociedade Primitiva, Editorial Presença, 1973\74;</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx88">
<li id="wx89">
<p id="wx90">Id.,Systems of Consanguinity and Affinity of the Human Family, Oosterhout, N.B., Anthropological Publications, 1966</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx91">
<li id="wx92">
<p id="wx93">Progress: Fact or Ilusion?, Ann ArborMarx, Leo, Bruce Mazlich (editions), The University of Michigan Press,1996, ;</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx94">
<li id="wx95">
<p id="wx96">Stocking Jr., George, 1982 (1965), On The Limits of ‘Presentism’ and ‘Historicism’ in The ‘Historicism’ in The Historiography</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx97">
<li id="wx98">
<p id="wx99">Stocking Jr., George, 1987, Vitorian Antropology, New York: Free Press</p>
</li>
</ul>

<ul id="wx100">
<li id="wx101">
<p id="wx102">Evans-Pritchard, E. E., História do Pensamento Antropológico, Edições 70, 1989</p>
</li>
</ul>
</wx:section></div>
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