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<title>F-R-A</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="F-R-A" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">F-R-A</h1>

<p id="wx2">O grito académico português ou F-R-A ("éfe-érre-á") é um grito exuberante lançado pela comunidade académica portuguesa como saudação de honra ou mera manifestação de alegria.</p>

<p id="wx3">Criado originalmente na academia de <a href="/wpt/Universidade_de_Coimbra" title="Universidade de Coimbra" wx:linktype="known" wx:pagename="Universidade_de_Coimbra" wx:page_id="1882" id="wx4">Coimbra</a>, o grito é composto por vários motes lançados por uma única pessoa, que soletra sucessivamente F-R-A ("éfe-érre-á"), F-R-E ("éfe-érre-é"), F-R-I ("éfe-érre-í"), F-R-O ("éfe-érre-ó") e F-R-U ("éfe-érre-ú") a que respondem as restantes pessoas presentes. Seguidamente, todos entoam uma segunda parte em coro.</p>

<p id="wx5"><br id="wx6"/>
</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Vers.C3.A3o_can.C3.B3nica_original" name="Vers.C3.A3o_can.C3.B3nica_original"/>
<wx:section level="2" title="Versão canónica original" id="wxsec2"><h2 id="wx7">Versão canónica original</h2>

<p id="wx8">Na versão original, o grito propriamente dito é antecedido de um apelo lançado por quem dá o mote, em termos variáveis, mas mais ou menos semelhantes, ficando o conjunto total com este aspecto (onde apenas a parte após o primeiro "F-R-A" é rígida):</p>

<p id="wx9"><br id="wx10"/>
</p>

<table border="1" cellpadding="2" align="center" id="wx11">
<tr id="wx12">
<th width="50" id="wx13">
<p id="wx14">MOTE<br id="wx15"/>
(a solo)</p>
</th>
<th width="225" id="wx16">
<p id="wx17">RESPOSTA<br id="wx18"/>
(em coro)</p>
</th>
</tr>

<tr id="wx19">
<td id="wx20">
<p id="wx21">Então malta, para<br id="wx22"/>
este nosso colega,<br id="wx23"/>
não vai nada,nada,nada,nada?</p>
</td>
<td align="center" id="wx24">
<p id="wx25">Tudo!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx26">
<td id="wx27">
<p id="wx28">Mas mesmo nada,nada,nada,nada?</p>
</td>
<td align="center" id="wx29">
<p id="wx30">Tudo!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx31">
<td id="wx32">
<p id="wx33">Então, com toda a cagança,<br id="wx34"/>
com toda a pujança<br id="wx35"/>
e do fundo do coração,<br id="wx36"/>
aqui vai um...F-R-A!</p>
</td>
<td align="center" id="wx37">
<p id="wx38">Frá!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx39">
<td align="center" id="wx40">
<p id="wx41">F-R-E</p>
</td>
<td align="center" id="wx42">
<p id="wx43">Fré!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx44">
<td align="center" id="wx45">
<p id="wx46">F-R-I</p>
</td>
<td align="center" id="wx47">
<p id="wx48">Frí!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx49">
<td align="center" id="wx50">
<p id="wx51">F-R-O</p>
</td>
<td align="center" id="wx52">
<p id="wx53">Fró!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx54">
<td align="center" id="wx55">
<p id="wx56">F-R-U</p>
</td>
<td align="center" id="wx57">
<p id="wx58">Frú!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx59">
<td id="wx60"/>
<td align="center" id="wx61">
<p id="wx62">Frá-fré-frí-fró-frú!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx63">
<td id="wx64"/>
<td align="center" id="wx65">
<p id="wx66">Ári-guári-guári-guá!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx67">
<td id="wx68"/>
<td align="center" id="wx69">
<p id="wx70">Chiribiribita-tá-tá-tá!</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx71">
<td id="wx72"/>
<td align="center" id="wx73">
<p id="wx74">Hurra! Hurra! Hurra!</p>
</td>
</tr>
</table>

<a id="Vers.C3.A3o_derivada.2C_extra-coimbr.C3.A3" name="Vers.C3.A3o_derivada.2C_extra-coimbr.C3.A3"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Versão derivada, extra-coimbrã" id="wxsec3"><h2 id="wx75">Versão derivada, extra-coimbrã</h2>

<p id="wx76">Como é normal em algo passado de boca em boca e sem palavras efectivas, é possível encontrar várias variantes criadas a partir de deturpações da versão original "canónica". A versão mais ouvida nacionalmente (e considerada correcta fora da academia de Coimbra) utiliza durante o coro "Ári-quári-quári-quá". Embora seja considerada incorrecta na academia de Coimbra, é por muitos assim gritada, por arrastamento.</p>

<p id="wx77"><br id="wx78"/>
</p>

<a id="Corrup.C3.A7.C3.B5es_frequentes" name="Corrup.C3.A7.C3.B5es_frequentes"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Corrupções frequentes" id="wxsec4"><h2 id="wx79">Corrupções frequentes</h2>

<p id="wx80">Há imensas versões erradas do grito académico passadas de boca em boca. Entre as mais comuns:</p>

<dl id="wx81">
<dd id="wx82">
<ul id="wx83">
<li id="wx84">
<p id="wx85">Áfe-érre-á em vez de F-R-A</p>
</li>

<li id="wx86">
<p id="wx87">Responder "Á", "É", "Í"... em vez de "Frá!", "Fré!", "Frí!"...</p>
</li>

<li id="wx88">
<p id="wx89">Responder "Chiribita-ta-ta-ta" em vez de "Chiribiribita-ta-ta-ta"</p>
</li>
</ul>
</dd>
</dl>

<a id="Variantes_comuns_do_mote" name="Variantes_comuns_do_mote"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Variantes comuns do mote" id="wxsec5"><h2 id="wx90">Variantes comuns do mote</h2>

<p id="wx91">Conforme se mencionou, o moto não é absolutamente fixo, pois o grito propriamente dito só se inicia quando se soletra "F-R-A". Talvez a alteração mais frequente seja omitir "do fundo do coração" por algo mais vernáculo:</p>

<dl id="wx92">
<dd id="wx93"><i id="wx94">Então malta, para este nosso colega, não vai nada,nada,nada,nada?</i></dd>

<dd id="wx95"><i id="wx96">Mas mesmo nada,nada,nada,nada?</i></dd>

<dd id="wx97"><i id="wx98">Então, com toda a cagança, com toda a pujança e com eles bem no sítio...</i></dd>

<dd id="wx99"><i id="wx100">aqui vai um F-R-A!</i></dd>
</dl>

<p id="wx101">ou</p>

<dl id="wx102">
<dd id="wx103"><i id="wx104">Então malta, para este nosso colega, não vai nada,nada,nada,nada?</i></dd>

<dd id="wx105"><i id="wx106">Mas mesmo nada,nada,nada,nada?</i></dd>

<dd id="wx107"><i id="wx108">Então, com toda a cagança e toda a pujança da Academia...</i></dd>

<dd id="wx109"><i id="wx110">aqui sai um F-R-A!</i></dd>
</dl>

<p id="wx111">É também habitual utilizar o soletrar dos "f" em F-R-A, F-R-E, etc. para ir mostrando a capacidade pulmunar do lançador do mote, de forma crescente, até que o F-R-U se torne num longo éééééééééééééééééééééééééééééfe-érre-u!</p>

<p id="wx112">Outras variantes modificam o "Então malta, para este colega" acrescentando-lhe longas dedicações ou elucubrações: <i id="wx113">Então malta, para este nosso colega que passou por tudo, lhe pisou em cima, saiu de baixo, revelou grande qualidades e acima de tudo é um gajo porreiro...</i></p>

<p id="wx114">Por fim, talvez a variante que mais ofende a dignidade e característica de honra do grito académico, é muitas vezes se ter adquirido o hábito de cantar "O cão da minha vizinha, pôs-se na minha cadela..." no final. Presume-se que tal hábito tenha nascido da gravação do hino académico pela tuna [Estudantina Universitária de Coimbra], que concuia o seu primeiro álbum, "Estudantina Passa" com o faixa "F.R.A + Final", sendo esse final uma música popular portuguesa em versão instrumental. A ideia da Estudantina seria dar a ideia de que a tuna, após lançar o F-R-A, começava a tocar e seguia marcha, deslocando-se para outro local, algures durante a noite de Coimbra. Infelizmente, a música popular adoptada é frequentemente usada para cantar a dita letra brejeira, tendo o efeito de arrastamento feito o resto...</p>
</wx:section></wx:section></div>
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