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<title>Mbanié</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Mbanié" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Mbanié</h1>

<p id="wx2">A ilha de Mbanié (em espanhol <b id="wx3">Mbañe</b>, em francês <b id="wx4">Mbanye</b>) é um pequeno ilhote fronteiriço entre <a href="/wpt/Gab%C3%A3o" title="Gabão" wx:linktype="known" wx:pagename="Gabão" wx:page_id="4667" id="wx5">Gabão</a> e a <a href="/wpt/Guin%C3%A9_Equatorial" title="Guiné Equatorial" wx:linktype="known" wx:pagename="Guiné_Equatorial" wx:page_id="4668" id="wx6">Guiné Equatorial</a>, com cerca de 30 hectares de extensão, e que é disputada pelos dois países.</p>

<a id="Geografia" name="Geografia"/>
<wx:section level="2" title="Geografia" id="wxsec2"><h2 id="wx7">Geografia</h2>

<p id="wx8">A desabitada ilha de Mbanié está situada na desembocadura do rio <a href="/wpt/Mbini" title="Mbini" wx:linktype="known" wx:pagename="Mbini" wx:page_id="905100" id="wx9">Mbini</a>, antes chamado <a href="/wpt/Muni" class="new" title="Muni" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Muni" id="wx10">Rio Muni</a>, na baía de <a href="/wpt/Corisco" title="Corisco" wx:linktype="known" wx:pagename="Corisco" wx:page_id="799899" id="wx11">Corisco</a>. Na baía existem varias ilhas, das quais as pertencentes a Guiné Equatorial (<a href="/wpt/Ilha_de_Corisco" title="Ilha de Corisco" wx:linktype="known" wx:pagename="Ilha_de_Corisco" wx:page_id="897282" id="wx12">Corisco</a>, <a href="/wpt/Elobey_Grande" class="new" title="Elobey Grande" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Elobey_Grande" id="wx13">Elobey Grande</a>, <a href="/wpt/Elobey_Pequeno" class="new" title="Elobey Pequeno" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Elobey_Pequeno" id="wx14">Elobey Pequeno</a>, <a href="/wpt/Leva" class="new" title="Leva" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Leva" id="wx15">Leva</a> e <a href="/wpt/Hoco" class="new" title="Hoco" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hoco" id="wx16">Hoco</a>) são as maiores em extensão. Algumas destas foram habitadas e inclusive desempenharam um importante papel durante a colonização. Conga, Mbanié e Coqueiros estão situadas a sudeste. As suas coordenadas são 0º35' N e 9º30' E. As suas praias são lugares para a reprodução da tartaruga <i id="wx17">Lepidochelys olivacea</i> ou <a href="/wpt/Tartaruga_oliva" class="new" title="Tartaruga oliva" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Tartaruga_oliva" id="wx18">tartaruga oliva</a>.</p>

<a id="Conflito_Territorial" name="Conflito_Territorial"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Conflito Territorial" id="wxsec3"><h2 id="wx19">Conflito Territorial</h2>

<p id="wx20">Na realidade esta ilha não foram claramente repartidas entre as potências coloniais (<a href="/wpt/Fran%C3%A7a" title="França" wx:linktype="known" wx:pagename="França" wx:page_id="827" id="wx21">França</a> e <a href="/wpt/Espanha" title="Espanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Espanha" wx:page_id="785" id="wx22">Espanha</a>), e em muitas ocasiões não figurava nos mapas daquele tempo pela sua insignificância. Mas a importância desta ilha desabitada mudou quando prospecções de petróleo feita pelo governo gabonês apontaram par a possível existência de petróleo em sua área.</p>

<p id="wx23">O conflito diplomático já começara em <a href="/wpt/1972" title="1972" wx:linktype="known" wx:pagename="1972" wx:page_id="11430" id="wx24">1972</a>, quando o governo equato-guineense argumentava que o <a href="/wpt/Tratado_de_Paris%2C_1900" class="new" title="Tratado de Paris, 1900" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Tratado_de_Paris,_1900" id="wx25">Tratado de Paris</a> assinado em <a href="/wpt/1900" title="1900" wx:linktype="known" wx:pagename="1900" wx:page_id="1991" id="wx26">1900</a> entre França e Espanha – as antigas potências coloniais – situavam a ilhas em águas espanholas e, por tanto, equato-guineense. Quando Espanha descolonizou Guiné-Equatorial deixou de resolver o conflito. Na opinião do governo gabonês em <a href="/wpt/1974" title="1974" wx:linktype="known" wx:pagename="1974" wx:page_id="11428" id="wx27">1974</a> o presidente de seu país, <a href="/wpt/Omar_Bongo" title="Omar Bongo" wx:linktype="known" wx:pagename="Omar_Bongo" wx:page_id="999803" id="wx28">Omar Bongo</a> e o chefe de estado equato-guineense, <a href="/wpt/Francisco_Mac%C3%ADas_Nguema" class="new" title="Francisco Macías Nguema" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Francisco_Macías_Nguema" id="wx29">Francisco Macías Nguema</a>, assinaram um acordo que solucionava "definitivamente" a questão ao transferir a soberania da ilha aos gaboneses.</p>

<p id="wx30">O conflito reavivou quando em Fevereiro de <a href="/wpt/2003" title="2003" wx:linktype="known" wx:pagename="2003" wx:page_id="11364" id="wx31">2003</a> Gabão ocupou militarmente Mbanié em uma operação capitaneada pelo filho do presidente, <a href="/wpt/Al%C3%AD_Bongo" class="new" title="Alí Bongo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Alí_Bongo" id="wx32">Alí Bongo</a>. O governo de <a href="/wpt/Malabo" title="Malabo" wx:linktype="known" wx:pagename="Malabo" wx:page_id="104324" id="wx33">Malabo</a> negou a validade jurídica do documento assinado por Macías e considerou a operação uma invasão. Em <a href="/wpt/2004" title="2004" wx:linktype="known" wx:pagename="2004" wx:page_id="7634" id="wx34">2004</a> os dois países chegaram a um principio de acordo para explorar de forma conjunta o petróleo daquela região. Mas não houve mais avanços na resolução do conflito.</p>

<a id="Explora.C3.A7.C3.A3o_petrol.C3.ADfera" name="Explora.C3.A7.C3.A3o_petrol.C3.ADfera"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Exploração petrolífera" id="wxsec4"><h2 id="wx35">Exploração petrolífera</h2>

<p id="wx36">A petrolífera <a href="/wpt/Shell" title="Shell" wx:linktype="known" wx:pagename="Shell" wx:page_id="1697" id="wx37">Shell</a> assinou um contrato com o governo gabonês para a exploração dos jazimentos, enquanto que a espanhola <a href="/wpt/Repsol" title="Repsol" wx:linktype="known" wx:pagename="Repsol" wx:page_id="585321" id="wx38">Repsol</a> e a norte-americana <a href="/wpt/Mobil" title="Mobil" wx:linktype="known" wx:pagename="Mobil" wx:page_id="792923" id="wx39">Mobil</a> têm contratos com o governo equato-guineense. A Guiné-Ecuatorial e o Gabão são a terceira e a quarta potência africana, respectivamente, em poços de petróleo.</p>
</wx:section></wx:section></div>
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