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<title>Luiz Pacheco</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Luiz Pacheco" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Luiz Pacheco</h1>

<p id="wx2"><b id="wx3">Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco</b><sup id="_ref-0" class="reference"><a href="#_note-0" title="" wx:fragment="_note-0" wx:linktype="note" id="wx4"/></sup> (<a href="/wpt/Lisboa" title="Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Lisboa" wx:page_id="1165" id="wx5">Lisboa</a>, <a href="/wpt/7_de_Maio" title="7 de Maio" wx:linktype="known" wx:pagename="7_de_Maio" wx:page_id="8931" id="wx6">7 de Maio</a> de <a href="/wpt/1925" title="1925" wx:linktype="known" wx:pagename="1925" wx:page_id="12914" id="wx7">1925</a> — <a href="/wpt/Montijo" title="Montijo" wx:linktype="known" wx:pagename="Montijo" wx:page_id="16984" id="wx8">Montijo</a>, <a href="/wpt/5_de_Janeiro" title="5 de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="5_de_Janeiro" wx:page_id="10600" id="wx9">5 de Janeiro</a> de <a href="/wpt/2008" title="2008" wx:linktype="known" wx:pagename="2008" wx:page_id="26590" id="wx10">2008</a>) foi um <a href="/wpt/Escritor" title="Escritor" wx:linktype="known" wx:pagename="Escritor" wx:page_id="14071" id="wx11">escritor</a>, editor, polemista, epistológrafo e crítico de <a href="/wpt/Literatura" title="Literatura" wx:linktype="known" wx:pagename="Literatura" wx:page_id="1124" id="wx12">literatura</a> <a href="/wpt/Portugal" title="Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Portugal" wx:page_id="1480" id="wx13">português</a>.</p>

<p id="wx14">Nasceu em <a href="/wpt/1925" title="1925" wx:linktype="known" wx:pagename="1925" wx:page_id="12914" id="wx15">1925</a>, na freguesia de <a href="/wpt/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_da_Pedreira" title="São Sebastião da Pedreira" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Sebastião_da_Pedreira" wx:page_id="15815" id="wx16">São Sebastião da Pedreira</a>, numa velha casa da Rua da Estefânia, filho único, no seio de uma família da classe média, de origem alentejana, com alguns antepassados militares. O pai era funcionário público e músico amador. Na juventude, Luiz Pacheco teve alguns envolvimentos amorosos com raparigas menores como ele, que haveriam de o levar por duas vezes à prisão <sup id="_ref-entrev_0" class="reference"><a href="#_note-entrev" title="" wx:fragment="_note-entrev" wx:linktype="note" id="wx17"/></sup>.</p>

<p id="wx18">Desde cedo teve a biblioteca do seu pai à sua inteira disposição e depressa manifestou enorme talento para a escrita. Estudou no Liceu Camões e chegou a frequentar o primeiro ano do curso de <a href="/wpt/Filologia" title="Filologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filologia" wx:page_id="70645" id="wx19">Filologia</a> <a href="/wpt/L%C3%ADnguas_rom%C3%A2nicas" title="Línguas românicas" wx:linktype="known" wx:pagename="Línguas_românicas" wx:page_id="2630" id="wx20">Românica</a> da <a href="/wpt/Faculdade_de_Letras_de_Lisboa" title="Faculdade de Letras de Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="Faculdade_de_Letras_de_Lisboa" wx:page_id="516461" id="wx21">Faculdade de Letras de Lisboa</a>, onde foi óptimo aluno,<sup id="_ref-1" class="reference"><a href="#_note-1" title="" wx:fragment="_note-1" wx:linktype="note" id="wx22"/></sup> mas optou por abandonar os estudos. A partir de 1946 trabalhou como agente fiscal da Inspecção Geral dos Espectáculos, acabando um dia por se demitir dessas funções, por se ter fartado do emprego. Desde então teve uma vida atribulada, sem meio de subsistência regular e seguro para sustentar a família crescente (oito filhos de três mães adolescentes), chegando por vezes a viver na maior das misérias, à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues, indo à Sopa dos Pobres. Esse período difícil da vida inspirou-lhe o conto <i id="wx23">Comunidade</i>, considerado por muitos a sua obra-prima. Nos anos 60 e 70, por vezes viveu fora de Lisboa, nas <a href="/wpt/Caldas_da_Rainha" title="Caldas da Rainha" wx:linktype="known" wx:pagename="Caldas_da_Rainha" wx:page_id="7520" id="wx24">Caldas da Rainha</a> e em <a href="/wpt/Set%C3%BAbal" title="Setúbal" wx:linktype="known" wx:pagename="Setúbal" wx:page_id="1721" id="wx25">Setúbal</a>.</p>

<p id="wx26">Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, como <i id="wx27">O Globo</i>, <i id="wx28">Bloco</i>, <i id="wx29">Afinidades</i>, <i id="wx30">O Volante</i>, <i id="wx31">Diário Ilustrado</i>, <i id="wx32">Diário Popular</i> e <i id="wx33">Seara Nova</i>. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como <a href="/wpt/Raul_Leal" title="Raul Leal" wx:linktype="known" wx:pagename="Raul_Leal" wx:page_id="324156" id="wx34">Raul Leal</a>, <a href="/wpt/Verg%C3%ADlio_Ferreira" title="Vergílio Ferreira" wx:linktype="known" wx:pagename="Vergílio_Ferreira" wx:page_id="30035" id="wx35">Vergílio Ferreira</a>, <a href="/wpt/Jos%C3%A9_Cardoso_Pires" title="José Cardoso Pires" wx:linktype="known" wx:pagename="José_Cardoso_Pires" wx:page_id="46928" id="wx36">José Cardoso Pires</a>, <a href="/wpt/M%C3%A1rio_Cesariny" title="Mário Cesariny" wx:linktype="known" wx:pagename="Mário_Cesariny" wx:page_id="46269" id="wx37">Mário Cesariny</a>, <a href="/wpt/Ant%C3%B3nio_Maria_Lisboa" title="António Maria Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="António_Maria_Lisboa" wx:page_id="408826" id="wx38">António Maria Lisboa</a>, <a href="/wpt/Nat%C3%A1lia_Correia" title="Natália Correia" wx:linktype="known" wx:pagename="Natália_Correia" wx:page_id="73426" id="wx39">Natália Correia</a>, <a href="/wpt/Herberto_H%C3%A9lder" title="Herberto Hélder" wx:linktype="known" wx:pagename="Herberto_Hélder" wx:page_id="650812" id="wx40">Herberto Hélder</a>, etc., tendo sido amigo de muitos deles <sup id="_ref-2" class="reference"><a href="#_note-2" title="" wx:fragment="_note-2" wx:linktype="note" id="wx41"/></sup> . Dedicou-se à crítica literária e cultural, tornando-se famoso (e temido) pelas suas críticas sarcásticas, irreverentes e polémicas. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime <a href="/wpt/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar" title="António de Oliveira Salazar" wx:linktype="known" wx:pagename="António_de_Oliveira_Salazar" wx:page_id="26119" id="wx42">salazarista</a> <sup id="_ref-3" class="reference"><a href="#_note-3" title="" wx:fragment="_note-3" wx:linktype="note" id="wx43"/></sup> .</p>

<p id="wx44">A sua obra literária, constituída por pequenas narrativas e relatos (nunca se dedicou ao romance ou ao conto) tem um forte pendor autobiográfico e libertino, inserindo-se naquilo a que ele próprio chamou de corrente "neo-abjeccionista". Em <i id="wx45"><a href="http://www.triplov.com/luiz_pacheco/braga_01.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx46">O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor</a></i> (escrito em 1961), texto emblemático dessa corrente e que muito escândalo causou na época da sua publicação (1970), narra um dia passado numa <a href="/wpt/Braga" title="Braga" wx:linktype="known" wx:pagename="Braga" wx:page_id="474" id="wx47">Braga</a> fantasmática e lúbrica, e a sua libertinagem mais imaginária do que carnal, que termina de modo frustrantemente solitário.</p>

<p id="wx48">Alto <sup id="_ref-4" class="reference"><a href="#_note-4" title="" wx:fragment="_note-4" wx:linktype="note" id="wx49"/></sup> , magro e escanzelado, calvo, usando óculos com lentes muito grossas devido a uma forte <a href="/wpt/Miopia" title="Miopia" wx:linktype="known" wx:pagename="Miopia" wx:page_id="158899" id="wx50">miopia</a>, vestindo roupas usadas (por vezes andrajosas e abaixo do seu tamanho), hipersensível ao <a href="/wpt/Bebida_alco%C3%B3lica" title="Bebida alcoólica" wx:linktype="known" wx:pagename="Bebida_alcoólica" wx:page_id="457" id="wx51">álcool</a> (gostava de vinho tinto e de cerveja), <a href="/wpt/Hipocondr%C3%ADaco" title="Hipocondríaco" wx:linktype="known" wx:pagename="Hipocondríaco" wx:page_id="480980" id="wx52">hipocondríaco</a> sempre à beira da <a href="/wpt/Morte" title="Morte" wx:linktype="known" wx:pagename="Morte" wx:page_id="50312" id="wx53">morte</a> (devido à <a href="/wpt/Asma" title="Asma" wx:linktype="known" wx:pagename="Asma" wx:page_id="129627" id="wx54">asma</a> e a um <a href="/wpt/Cora%C3%A7%C3%A3o" title="Coração" wx:linktype="known" wx:pagename="Coração" wx:page_id="9776" id="wx55">coração</a> fraco), impenitentemente <a href="/wpt/Cinismo" title="Cinismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cinismo" wx:page_id="21641" id="wx56">cínico</a> e honesto, paradoxal e desconcertante, é sem dúvida, como pícaro personagem literário, um digno herdeiro de <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_de_Cam%C3%B5es" title="Luís de Camões" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_de_Camões" wx:page_id="11441" id="wx57">Luís de Camões</a>, <a href="/wpt/Bocage" title="Bocage" wx:linktype="known" wx:pagename="Bocage" wx:page_id="45222" id="wx58">Bocage</a>, <a href="/wpt/Ant%C3%B3nio_Gomes_Leal" title="António Gomes Leal" wx:linktype="known" wx:pagename="António_Gomes_Leal" wx:page_id="413106" id="wx59">Gomes Leal</a> ou <a href="/wpt/Fernando_Pessoa" title="Fernando Pessoa" wx:linktype="known" wx:pagename="Fernando_Pessoa" wx:page_id="6894" id="wx60">Fernando Pessoa</a>.</p>

<p id="wx61">Debilitado fisicamente e quase <a href="/wpt/Cego" title="Cego" wx:linktype="known" wx:pagename="Cego" wx:page_id="338948" id="wx62">cego</a> devido às <a href="/wpt/Catarata" title="Catarata" wx:linktype="known" wx:pagename="Catarata" wx:page_id="49711" id="wx63">cataratas</a><sup id="_ref-5" class="reference"><a href="#_note-5" title="" wx:fragment="_note-5" wx:linktype="note" id="wx64"/></sup>, mas ainda a dar entrevistas aos jornais, nos últimos anos passou por três lares de idosos, tendo mudado em 2006 para casa do seu filho João Miguel Pacheco, no <a href="/wpt/Montijo" title="Montijo" wx:linktype="known" wx:pagename="Montijo" wx:page_id="16984" id="wx65">Montijo</a> e daí para um lar, na mesma cidade.</p>

<p id="wx66">Um ano após a morte de <a href="/wpt/M%C3%A1rio_Cesariny" title="Mário Cesariny" wx:linktype="known" wx:pagename="Mário_Cesariny" wx:page_id="46269" id="wx67">Mário Cesariny</a>, a <a href="/wpt/26_de_Novembro" title="26 de Novembro" wx:linktype="known" wx:pagename="26_de_Novembro" wx:page_id="11077" id="wx68">26 de Novembro</a> de <a href="/wpt/2007" title="2007" wx:linktype="known" wx:pagename="2007" wx:page_id="24532" id="wx69">2007</a>, em jeito de homenagem ao poeta, <i id="wx70">Comunidade</i> foi editada em serigrafia/texto com pinturas de <a href="/wpt/Artur_do_Cruzeiro_Seixas" class="new" title="Artur do Cruzeiro Seixas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Artur_do_Cruzeiro_Seixas" id="wx71">Artur do Cruzeiro Seixas</a> pela Galeria Perve. Nessa efeméride, Luiz Pacheco foi entrevistado pela <a href="/wpt/RTP" title="RTP" wx:linktype="known" wx:pagename="RTP" wx:page_id="76447" id="wx72">RTP</a>, no seu quarto e último lar de idosos.</p>

<p id="wx73">Morreria algumas semanas depois, a <a href="/wpt/5_de_Janeiro" title="5 de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="5_de_Janeiro" wx:page_id="10600" id="wx74">5 de Janeiro</a> de <a href="/wpt/2008" title="2008" wx:linktype="known" wx:pagename="2008" wx:page_id="26590" id="wx75">2008</a>, de doença súbita, a caminho do Hospital do Montijo, onde declararam o óbito às 22h17.</p>

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<a id="Notas" name="Notas"/>
<wx:section level="2" title="Notas" id="wxsec2"><h2 class="notes" style="cursor:help" title="Esta secção não é editável por razões técnicas. Edite a página toda ao invés disso, ou a secção anterior." id="wx76">Notas</h2>

<div class="references-small" style="height: auto; max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; border: 1px solid #EEEEEE" id="wx77">
<ol class="references" id="wx78">
<li id="_note-0"><a href="#_ref-0" title="" wx:fragment="_ref-0" wx:linktype="noteref" id="wx79">↑</a>
<p id="wx80">No assento de nascimento, a grafia do seu nome é "Luís".</p>
</li>

<li id="_note-entrev"><a href="#_ref-entrev_0" title="" wx:fragment="_ref-entrev_0" wx:linktype="noteref" id="wx81">↑</a> <a href="http://luizpacheco.no.sapo.pt/textos/cmanha07.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx82">Entrevista ao <i id="wx83">Correio da Manhã</i></a></li>

<li id="_note-1"><a href="#_ref-1" title="" wx:fragment="_ref-1" wx:linktype="noteref" id="wx84">↑</a> <a href="/wpt/Vitorino_Nem%C3%A9sio" title="Vitorino Nemésio" wx:linktype="known" wx:pagename="Vitorino_Nemésio" wx:page_id="72298" id="wx85">Vitorino Nemésio</a>
<p id="wx86">, na sua <a href="/wpt/Disciplina" title="Disciplina" wx:linktype="known" wx:pagename="Disciplina" wx:page_id="13305" id="wx87">cadeira</a>, atribuiu-lhe 18 valores (de 0 a 20).</p>
</li>

<li id="_note-2"><a href="#_ref-2" title="" wx:fragment="_ref-2" wx:linktype="noteref" id="wx88">↑</a>
<p id="wx89">Luiz Pacheco foi um <i id="wx90">compagnon de route</i> dos <a href="/wpt/Surrealista" title="Surrealista" wx:linktype="known" wx:pagename="Surrealista" wx:page_id="210239" id="wx91">surrealistas</a> portugueses e o seu primeiro e apaixonado editor ("sacristão do surrealismo", chamou-lhe o crítico João Gaspar Simões). Foi amigo íntimo de <a href="/wpt/Ant%C3%B3nio_Maria_Lisboa" title="António Maria Lisboa" wx:linktype="known" wx:pagename="António_Maria_Lisboa" wx:page_id="408826" id="wx92">António Maria Lisboa</a> e de <a href="/wpt/M%C3%A1rio_Cesariny" title="Mário Cesariny" wx:linktype="known" wx:pagename="Mário_Cesariny" wx:page_id="46269" id="wx93">Mário Cesariny</a>, tendo este cortado definitivamente relações com Pacheco, devido a desavenças intelectuais e pessoais (vd. <i id="wx94">Pacheco versus Cesariny</i>, de Luiz Pacheco e <i id="wx95">Jornal do Gato</i>, de Mário Cesariny).</p>
</li>

<li id="_note-3"><a href="#_ref-3" title="" wx:fragment="_ref-3" wx:linktype="noteref" id="wx96">↑</a>
<p id="wx97">Em <a href="/wpt/1989" title="1989" wx:linktype="known" wx:pagename="1989" wx:page_id="11127" id="wx98">1989</a>, Pacheco tornou-se militante do <a href="/wpt/Partido_Comunista_Portugu%C3%AAs" title="Partido Comunista Português" wx:linktype="known" wx:pagename="Partido_Comunista_Português" wx:page_id="19458" id="wx99">Partido Comunista Português</a>, para, dizia ele, ter um enterro igual ao de <a href="/wpt/Jos%C3%A9_Carlos_Ary_dos_Santos" title="José Carlos Ary dos Santos" wx:linktype="known" wx:pagename="José_Carlos_Ary_dos_Santos" wx:page_id="654554" id="wx100">Ary dos Santos</a>...</p>
</li>

<li id="_note-4"><a href="#_ref-4" title="" wx:fragment="_ref-4" wx:linktype="noteref" id="wx101">↑</a>
<p id="wx102">1,77 m, cf. bilhete de identidade.</p>
</li>

<li id="_note-5"><a href="#_ref-5" title="" wx:fragment="_ref-5" wx:linktype="noteref" id="wx103">↑</a>
<p id="wx104">Apesar do seu medo injustificado, em 26-04-2007, a jornalista <a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=237508&amp;idselect=19&amp;idCanal=19&amp;p=22" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx105">Miriam Assor</a> convenceu L. Pacheco a deixar-se operar às cataratas. (vd. <a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=75059" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx106">Última entrevista de Luiz Pacheco, ao jornal <i id="wx107">Sol</i></a>)</p>
</li>
</ol>
</div>

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<a id="Bibliografia" name="Bibliografia"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Bibliografia" id="wxsec3"><h2 id="wx108">Bibliografia</h2>

<ul id="wx109">
<li id="wx110"><i id="wx111">História antiga e conhecida</i> <i id="wx112">in</i>
<p id="wx113">Bloco (vários autores). Reeditado em Crítica de circunstância e em 2002 com o nome "Os doutores, a salvação e o menino Jesus" (1946)</p>
</li>

<li id="wx114"><i id="wx115">Caca, cuspo &amp; Ramela</i>
<p id="wx116">(1958?)(com Natália Correia e Manuel de Lima)</p>
</li>

<li id="wx117"><i id="wx118">Carta-Sincera a José Gomes Ferreira</i>
<p id="wx119">(1958)</p>
</li>

<li id="wx120"><i id="wx121">O Teodolito</i>
<p id="wx122">(1962)</p>
</li>

<li id="wx123"><i id="wx124">Surrealismo/Abjeccionismo</i>
<p id="wx125">(antol.org: Mário Cesariny, c/versão abreviada d'<i id="wx126">O Teodolito</i> (1963)</p>
</li>

<li id="wx127"><i id="wx128">Comunidade</i>
<p id="wx129">(1964)</p>
</li>

<li id="wx130"><i id="wx131">Crítica de Circunstância</i>
<p id="wx132">(1966)</p>
</li>

<li id="wx133"><i id="wx134">Textos Locais</i>
<p id="wx135">(1967)</p>
</li>

<li id="wx136"><i id="wx137">O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor</i>
<p id="wx138">(escrito em 1961, publicado em 1970; 1992)</p>
</li>

<li id="wx139"><i id="wx140">Exercícios de Estilo</i>
<p id="wx141">(1971)</p>
</li>

<li id="wx142"><i id="wx143">Literatura Comestível</i>
<p id="wx144">(1972)</p>
</li>

<li id="wx145"><i id="wx146">Pacheco versus Cesariny</i>
<p id="wx147">(1974)</p>
</li>

<li id="wx148"><i id="wx149">Carta a Gonelha</i>
<p id="wx150">(1977)</p>
</li>

<li id="wx151"><i id="wx152">Textos de Circunstância</i>
<p id="wx153">(1977)</p>
</li>

<li id="wx154"><i id="wx155">Textos Malditos</i>
<p id="wx156">(1977)</p>
</li>

<li id="wx157"><i id="wx158">Textos de Guerrilha 1</i>
<p id="wx159">(1979)</p>
</li>

<li id="wx160"><i id="wx161">Textos de Guerrilha 2</i>
<p id="wx162">(1981)</p>
</li>

<li id="wx163"><i id="wx164">Textos do Barro</i>
<p id="wx165">(1984)</p>
</li>

<li id="wx166"><i id="wx167">O Caso das Criancinhas Desaparecidas</i>
<p id="wx168">(1986)</p>
</li>

<li id="wx169"><i id="wx170">Textos Sadinos</i>
<p id="wx171">(1991)</p>
</li>

<li id="wx172"><i id="wx173">O Uivo do Coiote</i>
<p id="wx174">(1992)</p>
</li>

<li id="wx175"><i id="wx176">Carta a Fátima</i>
<p id="wx177">(1992)</p>
</li>

<li id="wx178"><i id="wx179">Memorando, Mirabolando</i>
<p id="wx180">(1995)</p>
</li>

<li id="wx181"><i id="wx182">Cartas na Mesa</i>
<p id="wx183">(1996)</p>
</li>

<li id="wx184"><i id="wx185">Prazo de Validade</i>
<p id="wx186">(1998)</p>
</li>

<li id="wx187"><i id="wx188">Isto de estar vivo</i>
<p id="wx189">(2000)</p>
</li>

<li id="wx190"><i id="wx191">Uma Admirável Droga</i>
<p id="wx192">(2001)</p>
</li>

<li id="wx193"><i id="wx194">Os doutores, a salvação e o menino Jesus</i>
<p id="wx195">- Conto de Natal (2002)</p>
</li>

<li id="wx196"><i id="wx197">Mano Forte</i>
<p id="wx198">(2002)</p>
</li>

<li id="wx199"><i id="wx200">Raio de Luar</i>
<p id="wx201">(2003)</p>
</li>

<li id="wx202"><i id="wx203">Figuras, Figurantes e Figurões</i>
<p id="wx204">(2004)</p>
</li>

<li id="wx205"><i id="wx206">Diário Remendado 1971-1975</i>
<p id="wx207">(2005)</p>
</li>

<li id="wx208"><i id="wx209">Cartas ao Léu</i>
<p id="wx210">(2005)</p>
</li>

<li id="wx211"><i id="wx212">O crocodilo que voa</i>
<p id="wx213">(2008)</p>
</li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec4"><h2 id="wx214"><wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:Ligações_externas" page_id="62491"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t2"/></h2>

<ul id="wx215">
<li id="wx216"><a href="http://www.triplov.com/luiz_pacheco/index.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx217"><i id="wx218">O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor</i> e outros textos</a></li>

<li id="wx219"><a href="http://bibliomanias.no.sapo.pt/comunidade.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx220">Excertos de <i id="wx221">Comunidade</i></a></li>

<li id="wx222"><a href="http://luizpacheco.no.sapo.pt/default.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx223">Luiz Pacheco, portal oficial não-oficial</a></li>

<li id="wx224"><a href="http://esplanar.blogspot.com/2005/05/luiz-pacheco-grande-entrevista-de-vida.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx225">Entrevista a João Pedro George</a></li>

<li id="wx226"><a href="http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=327784" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx227">Entrevista à "Visão"</a></li>

<li id="wx228"><a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=237508&amp;idselect=19&amp;idCanal=19&amp;p=22" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx229">Entrevista ao Correio da Manhã</a></li>

<li id="wx230"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2007/08/luiz-pacheco.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx231">Entrevista à Revista K</a></li>

<li id="wx232"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/01/daqui-50-anos-pode-ser-que-se-fale-de.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx233">Entrevista ao Jornal de Letras</a></li>

<li id="wx234"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/01/luiz-pacheco-ltima-entrevista.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx235">Entrevista ao Sol</a></li>

<li id="wx236"><a href="http://editora-afrodite.blogspot.com/2008/01/luiz-pacheco-favor-de-sade.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx237">Prefácio a <i id="wx238">A Filosofia na Alcova</i></a></li>

<li id="wx239"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2007/10/um-livro-bomba-uma-obra-darromba.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx240"><i id="wx241">Descobri um Autor</i></a></li>

<li id="wx242"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2007/09/caf-gelo-4.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx243"><i id="wx244">O Mito do Café Gelo</i></a></li>

<li id="wx245"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/01/exerccios-de-estilo-crtica-de-pedro.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx246">Crítica de Pedro Mexia a <i id="wx247">Exercícios de Estilo</i></a></li>

<li id="wx248"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/02/o-crocodilo-que-voa.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx249">Crítica de Pedro Mexia a <i id="wx250">O Crocodilo que Vôa</i></a></li>

<li id="wx251"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/01/luiz-pacheco-por-torcato-seplveda.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx252">Texto de Torcato Sepúlveda sobre Luiz Pacheco (07/01/2007)</a></li>

<li id="wx253"><a href="http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2008/01/luiz-pacheco-o-testemunho-de-vtor-silva.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx254">Texto de Vítor Silva Tacvares sobre Luiz Pacheco (07/01/2007)</a></li>
</ul>

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<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: white; border: 1px solid #ccc; padding: 5px; font-size:85%;" class="noprint" id="wx255">
<tr id="wx256">
<td id="wx257"><a href="/wpt/Imagem:Amerigo_Vespucci.jpg" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Amerigo_Vespucci.jpg" id="wx258"><img src="/wpt/Imagem:Amerigo_Vespucci.jpg" alt="" width="18" id="wx259"/></a> </td>
<td id="wx260">
<p id="wx261">  <i id="wx262">Este artigo é um <a href="/wpt/Wikipedia:Esbo%C3%A7o" title="Wikipedia:Esboço" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Esboço" id="wx263">esboço</a> sobre <b id="wx264"><a href="/wpt/Biografia" title="Biografia" wx:linktype="known" wx:pagename="Biografia" wx:page_id="20464" id="wx265">Biografias</a></b>. Pode ajudar a Wikipédia <span class="plainlinks" id="wx266"><a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Luiz_Pacheco&amp;action=edit" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx267">expandindo-o</a></span>.</i></p>
</td>
</tr>
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<p id="wx268"><wx:template id="wx_t4" pagename="Predefinição:DEFAULTSORT:Pacheco,_Luiz"/>
<a href="/wpt/Predefini%C3%A7%C3%A3o:DEFAULTSORT:Pacheco%2C_Luiz" class="new" title="Predefinição:DEFAULTSORT:Pacheco, Luiz" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Predefinição:DEFAULTSORT:Pacheco,_Luiz" id="wx269">Predefinição:DEFAULTSORT:Pacheco, Luiz</a> <wx:templateend start="wx_t4"/>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Luiz_Pacheco" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx270">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx271"><a href="/wpt/Categoria:%21Esbo%C3%A7os_de_biografias" title="Categoria:!Esboços de biografias" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Esboços_de_biografias" wx:page_id="132587" id="wx272">!Esboços de biografias</a></span> | <span dir="ltr" id="wx273"><a href="/wpt/Categoria:Escritores_de_Portugal" title="Categoria:Escritores de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Escritores_de_Portugal" wx:page_id="52252" id="wx274">Escritores de Portugal</a></span> | <span dir="ltr" id="wx275"><a href="/wpt/Categoria:Editores_de_Portugal" title="Categoria:Editores de Portugal" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Editores_de_Portugal" wx:page_id="324920" id="wx276">Editores de Portugal</a></span> | <span dir="ltr" id="wx277"><a href="/wpt/Categoria:Autores_de_literatura_libertina" title="Categoria:Autores de literatura libertina" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Autores_de_literatura_libertina" wx:page_id="1165694" id="wx278">Autores de literatura libertina</a></span> | <span dir="ltr" id="wx279"><a href="/wpt/Categoria:Artistas_surrealistas" title="Categoria:Artistas surrealistas" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Artistas_surrealistas" wx:page_id="317896" id="wx280">Artistas surrealistas</a></span> | <span dir="ltr" id="wx281"><a href="/wpt/Categoria:Escritores_GLBT" title="Categoria:Escritores GLBT" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Escritores_GLBT" wx:page_id="1626437" id="wx282">Escritores GLBT</a></span></div>
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